Muda sua vida...hoje!

Lisboa Counselling
1. Parar… Será Possível?

Parar é muito mais fácil e menos “dispendioso” do que imaginamos. Na verdade, o que é difícil é nos dispormos a isso. Mas quando ultrapassamos essa barreira do “impossível”,  permitirmo-nos  verificar que não só é possível, mas muito mais produtivo do que continuar no mesmo ritmo.

Presentation20

Ao longo dos tempos, sempre houve pessoas que cultivavam esse estado contemplativo como um caminho, um meio de os ajudar a alcançar níveis mais profundos. Podemos encontrar isso nos antigos sábios, pensadores e filósofos, mas também em poetas, músicos, pintores e outros artistas, que usavam esses momentos de paragem para conseguirem ampliar a sua capacidade de visão, de entendimento e de expressão do que estavam a experimentar.

 

Perda de tempo?

Parar é um período em que parece que não se está a fazer nada a não ser perder tempo. Mas na verdade, quando nos permitimos parar estamos a fazer algo muito importante e que não é tão fácil assim – estamos a recarregar baterias; estamos a criar um ritmo de vida que nos permita funcionar bem, a longo prazo.

A noção de possibilidade de ruptura está bem clara na mente de todos nós mas normalmente não a aplicamos a nós próprios. Apesar de termos bastante informação nesse sentido e de “acreditarmos” que isso é real e que muitas pessoas entram em processos de ruptura com maior ou menor gravidade, devido a demasiada pressão, raramente temos a consciência de que isso pode acontecer mesmo a nós (não apenas aos outros). Essa será uma das principais razões para que a maioria das pessoas não tome medidas para evitar esse desgaste.

 

Diferente gestão de tempo e recursos

“Neste momento não posso dar-me ao luxo de parar”, é uma expressão que eu oiço com frequência. No entanto, estas pausas intencionais (que não são apenas ficar a preguiçar) dão-nos uma distância mental que nos permite olhar para as situações com um olhar mais fresco, com maior capacidade de visão e análise e também com mais capacidade e energia para lidar com as nossas situações com uma atitude mais positiva, adequada e eficaz. Isto leva a uma melhoria e maior eficácia na gestão que fazemos dos nossos recursos e do nosso tempo. Na verdade o modo de “correria”, por si próprio, já consome tempo e leva-nos a também desperdiçar grandes fatias desse bem precioso.

“Quando comecei a trabalhar a ideia de abrandar, pensei que isso só seria possível nesse período em que eu estava de baixa, imposta pelo médico (diagnóstico: burnout), alguns dias antes de eu começar a fazer counselling com a Mena. Agora que estou de volta ao trabalho, consigo manter este novo ritmo sem qualquer diminuição na minha produtividade, e com mais qualidade / estabilidade e menos stress para mim e para os que estão à minha volta. E consigo ter tempo para fazer muitas coisas que antes sabia importantes mas não conseguia fazer, nomeadamente com a minha família.

O meu dia tem as mesmas horas que tinha antes. Mas eu aprendi a fazer uma gestão intencional e eficaz dele. Para além de agora conseguir ter tempo para os outros, desenvolvi esse hábito de ter um “tempo zero” para mim, cada dia, que me permite limpar os tóxicos e desgastes e recarregar baterias.”

 

Viver o presente vs egoísmo 

Muitas pessoas lamentam não terem feito algo, ou não terem usufruído mais de alguém enquanto esse alguém ainda estava com eles – sejam filhos que já saíram de casa, uma relação que chegou ao fim, alguém que já não está vivo ou sonhos / desejos que nunca foram concretizados. Na maioria das pessoas isso acontece porque vivem no passado, ou no futuro, e se esquecem completamente de viver o presente. As memórias e dores do passado, as preocupações com o futuro ou mesmo intermináveis divagações em relação a coisas que nunca vêm a acontecer, consomem o nosso tempo e impedem-nos de viver o presente. O parar, ajuda-nos a tomar consciência deste presente, a tomarmos posse dele, a decidirmos viver nele. Apreendendo com o passado, sem dúvida, planeando o futuro, óbvio, mas… vivendo o presente. Este é o único momento que realmente temos nas nossas mãos.

 

Parar é possível. E o dia certo para começar a fazer isso, é hoje!

Vamos continuar a olhar para este tema ao longo dos próximos artigos.

Deixa-nós uma resposta...

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

* *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>