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Lisboa Counselling
1. Pensamento positivo — Influência cultural

Pensamento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A forma como pensamos é afectada por muitos factores, inclusive pela cultura em que estamos inseridos.

 

Quando se fala do temperamento português (ou no de qualquer outra cultura) não se fala de características genéticas, como muitos podem pensar, mas em características aprendidas. Nós estamos mergulhados num determinado tipo de ambiente, de comunicação e, como consequência, vamos desenvolvendo uma visão do mundo e uma forma de comunicação idênticas – neste caso focando nas dificuldades, nos problemas, nas tragédias eminentes (a maioria das quais nunca chega a acontecer), no “coitadar”.

 

Atitude perante os problemas

O habitual (e que parece lógico para a maioria das pessoas) é focar no problema, nas suas características, no que talvez vá acontecer; ficar a remoer, facilmente permitindo que um problema ocupe a mente quase a tempo inteiro. A maioria das pessoas, embora não se aperceba, não pensa em termos de resolução, de atitudes a tomar ou estratégias a usar. Em muitos problemas, fica apenas a preocupar-se e a pensar que não há nada a fazer. Num dos próximos artigos desta série, vamos ver como esta crença vai, ela própria, dificultar ou mesmo impedir que o problema seja resolvido ou reduzido.

 

Relacionamentos

Este padrão de pensamento negativo, que visualiza sempre o pior cenário possível, também tende a pensar o pior dos outros, a imaginar qual a sua intenção ou o que eles querem. Como consequência, é muito fácil gerar-se mágoa e ressentimento, por vezes sem qualquer fundamento.

Isto cria aquilo a que podemos chamar “conflitos imaginários” que têm tanto poder destrutivo como os conflitos reais. Na minha experiência, muitas vezes tenho encontrado estes “conflitos” que são essencialmente causa de um padrão de comunicação e atitude baseado não na realidade mas naquilo que cada um pensa que são as intenções do outro.

 

Padrão de comunicação

As nossas palavras são o reflexo do nosso pensamento. O pensamento negativo, gera atitudes também negativas – palavras menos delicadas ou respeitosas, queixas e reclamações, “indirectas” e todo o tipo de jogos de chantagem, cobrança ou manipulação.

Por outro lado, a ausência de palavras também pode ser um problema – as expectativas silenciosas, aquilo que tu queres mas não dizes ao outro porque “é óbvio” que ele deve saber que tu queres. Nos casos de terapia de casal encontro esta situação com muita frequência. Muitas dessas expectativas não são satisfeitas, simplesmente porque um não sabe ou não percebe o que o outro queria. Isso leva a frustração e ressentimento, a conflitos internos não resolvidos, que se arrastam ao longo de anos, ficando cada vez mais pestilentos. Porque também nos conflitos, a tendência  é para não resolver, para ficar no seu canto acreditando que a culpa é do outro.

 

O nosso padrão de pensamento, se o deixarmos em auto-gestão, vai ser muito influenciado pela nossa cultura. Mudar isso tem que ser uma decisão; tem que ser intencional.

 

2 Responses to “1. Pensamento positivo — Influência cultural”

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