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1. Violência Doméstica — Realidade em Portugal

Muitas pessoas vivem um verdadeiro inferno e não percebem qual é o problema. Um dos aspectos mais dramáticos, em relação à violência doméstica, é precisamente esse, de ser uma situação tão mal entendida e portanto confundida com outro tipo de problemas, fazendo com que essas pessoas se sintam totalmente impotentes para mudarem seja o que for na sua vida.

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Estatísticas

Em Portugal 1 mulher em cada 3 é vítima de violência doméstica… 1 jovem em cada 4 é vítima de violência no namoro (e este número continua a aumentar).

Sem dúvida, é fácil pensares que não conheces ninguém nessa situação. Mas não acredites nisso! A percentagem de pessoas maltratadas dentro de casa é tão alta, que todos nós conhecemos várias pessoas nessa situação. Podes pensar em quantas mulheres conheces… as estatísticas dizem que cerca de um terço delas está a ser vítima de uma das situações mais camufladas e cruéis que podemos encontrar entre nós.

 

Crime público

Violência doméstica é crime público. Isso significa que, se souberes de uma situação dessas, tens o dever de a denunciar às autoridades. A denúncia pode ser anónima ou podes pedir para a polícia não dizer quem denunciou. Não tens que correr riscos.

A maioria das pessoas não denuncia porque acha que não vale a pena ou até pode piorar a situação. É verdade que a denúncia não vai resolver o problema, mas pelo menos as autoridades vão investigar e o agressor vai perceber que já alguém está atento às suas atitudes.

 

Riscos

Um agressor é uma pessoa potencialmente perigosa e todos os anos várias destas situações terminam em assassínio. É verdade que “mexer” numa situação de VD pode aumentar o risco, principalmente para a vítima. Mas não fazer nada não deveria nunca ser opção.

Num dos próximos artigos desta série vou falar acerca de como podes agir, quer estejas a viver uma situação de VD, quer estejas a tentar ajudar um/a amigo/a.

 

Quem está envolvido?

Existem muitos mitos em volta da VD, que contribuem para que a maioria das situações não seja identificada como tal. E um desses mitos diz respeito ao tipo de pessoas que a vive.

A violência doméstica não existe só em camadas sociais de nível mais baixo. Ela existe entre todo o tipo de pessoas, mesmo das mais respeitáveis. O agressor, na sua maioria, não tem aspecto de o ser. Pelo contrário, ele é normalmente uma das pessoas com melhor aspecto e de quem ninguém suspeitaria tais atitudes. Ele encontra-se em todas as camadas sociais, mesmo nas mais altas. Também a vítima não é uma pessoa inferior ou de alguma forma mais fraca. Na verdade, ela é frequentemente alguém com muito mais capacidades que o seu agressor.

Num dos próximos artigos vou estar a falar mais detalhadamente acerca das características tanto da vítima como do agressor.

 

Camuflado

Violência doméstica não é apenas violência física. Aliás, eu costumo dizer que os agressores que fazem grandes cenas e dão muito nas vistas, são os “toscos”. Os mais cruéis, na maioria das vezes, mantêm uma camuflagem tão eficaz que ninguém se apercebe, nem mesmo as pessoas mais próximas. Eles são actores perfeitos, o que faz com que seja muito difícil identificá-los, deixando as suas vítimas completamente isoladas à sua mercê. No entanto, há alguns sinais que te podem ajudar a perceber que alguma coisa parece não bater certo com aquela pessoa.

 

Sinais de alarme

  • Um dos sinais mais frequentes, é a excessiva perfeição. Principalmente numa fase inicial, de namoro, o facto de a outra pessoa parecer ser tudo o que tu desejarias num companheiro, é um dos maiores sinais de alerta. A probabilidade de que seja um predador é muito alta.
  • O agressor julga-se superior aos demais, e pode passar essa mensagem de forma subtil ou bastante clara. Ele considera-se incompreendido e invejado por todos, devido a essa sua superioridade.
  • Não se inibe de fazer duras críticas a outras pessoas, por vezes passadas com um aspecto “leve” e inconsequente mas mostrando total desprezo pelo que o outro possa sentir. É capaz de usar palavras bem cruéis com um sorriso, como se fosse apenas uma brincadeira.
  • Pode ter bruscas mudanças de humor, com extremos e atitudes exageradas como, por exemplo, mostrar-se muito ofendido ou magoado com algo que não é assim tão grave.

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