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2. Ansiedade — Inevitável?!

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Não andar ansioso ou preocupado, parece ser sinal de inconsciência, imaturidade ou falta de interesse.

 

Na verdade, a nossa sociedade actual vê a ansiedade e a preocupação como algo que é natural,  que faz parte do nosso eu interior e que é mesmo uma obrigação. Perante um problema, todos esperam que a(s) pessoa(s) envolvida fique ansiosa e preocupada. Isso leva mesmo a que muitas pessoas acreditem que não ficar ansioso é uma irresponsabilidade, assumindo que a ausência de ansiedade iria permitir que o problema se agravasse ou até se descontrolasse.

 

Quais os riscos?

Mas afinal, quais os riscos de não ficar ansioso? Certamente que, perante um problema, é preciso fazer alguma coisa — para o resolver, para o contornar, para reduzir o seu impacto. Mas para o resolver não é preciso ficar ansioso. Bem pelo contrário, a ansiedade e a preocupação  vão consumir uma grande parte da tua energia (que deveria ser usada para resolver o problema) reduzindo assim a tua eficácia em lidar com a situação.

 

A ansiedade é “sedutora”

Tal como um vício, a preocupação agarra-te, diz-te que tens de permanecer nela. Afinal, esse é um estado de espírito que já conheces, quase que uma zona de conforto. Parece que abandonar a preocupação é entrar no desconhecido, no vazio. Se não te preocupas, vais fazer o quê? Com que é que vais ocupar o teu pensamento? Como podes tomar uma decisão sem teres a “ajuda” da preocupação?

Ela é mentirosa, levando-te a acreditar que, se tens um problema, tens que te preocupar com ele. Como é que o poderias resolver sem te preocupares? No fundo, a preocupação leva-te a acreditar que, sem te preocupares, não será possível resolver essa situação de forma positiva. 

excerto do meu  livro A SAÍDA — WAY OUT

 

No nosso mundo civilizado, a ansiedade é algo cultural que nos afecta de forma muito negativa. A ansiedade nem sequer faz sentido. Afinal, neste mundo em que temos que lidar com um número crescente de estímulos, solicitações, problemas, seria muito mais sensato procurarmos canalizar toda a nossa capacidade para lidar com essas situações… em vez de a desperdiçarmos  vivendo nesse modo de ansiedade/preocupação.

 

Mas então, será possível vivermos fora dos problemas, sem nos deixarmos afectar por eles? Certamente que não! Nós sentimos o que nos acontece, a nós próprios e aos outros. E perante situações graves, é natural começarmos por sentir as emoções negativas que isso provoca em nós. Mas não temos que ficar aí. Tanto para resolvermos os problemas com que nos deparamos, como para ajudarmos outros a lidarem com os seus problemas, nós precisamos de estar em “boa forma” emocional e mental. Para isso, precisamos de aprender a substituir a ansiedade por um estado interior que aumente a nossa capacidade para lidar com o problema e reduza o impacto negativo que ele tem em nós.

 

Na verdade, se tens um problema grave, não podes dar-te ao luxo de ficar ansioso!

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