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2. Parar… Eu Não Preciso!

“Se não paras, o teu corpo vai parar-te”.

A nossa capacidade de continuarmos a correr, quando já estamos “mortos” há muito tempo, é imensa. E durante algum tempo parece funcionar, levando as pessoas a esticar a sua capacidade até muito para além de qualquer limite razoável. O problema disso é que, quanto maior for o esticar, maior vai ser a queda.

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Visão distorcida 

Um dos sinais de burnout é precisamente um aumento da intensidade, seja no trabalho seja em algo que supostamente “tem que ser feito”. Paradoxalmente, quando o nosso corpo e mente começam a dizer que já não aguentam, a nossa tendência natural é para aumentarmos e exigirmos ainda mais deles, tentando convencer-nos de que estamos a conseguir, de que não precisamos de mudar nada. É esse esforço final, para além do limite que já foi ultrapassado há muito tempo, que leva a uma situação de ruptura, que pode ser mental, emocional ou mesmo física (como AVC, ataque cardíaco, ou situações de ruptura menos óbvias, como um cancro diagnosticado já numa fase terminal).

À medida que a pessoa continua a esforçar-se, é como se fosse desativando os sinais de alarme que a sua mente lança, tornando-se cada vez mais insensível ao cansaço e mais convencido de que isso é normal.

Em termos desta distorção da capacidade de se ver a si próprio, as pessoas próximas (familiares e amigos) podem ter um papel fundamental em identificar mais cedo esses sintomas e procurarem aprender a lidar com a situação.

 

Abrandar

Abrandar o ritmo interior e de funcionamento não significa preguiçar. Sejam as pausas, seja um abrandamento geral do ritmo, vão reduzir a sensação de frenesim, de excesso de estímulos e actividades a toda a hora. Isso vai diminuir muito o desgaste interior e aumentar a atenção e a competência naquilo que se estiver a fazer.

Este parar, não é ficar a olhar para a TV ou para a net (o que agrava ainda mais o desgaste) mas uma tranquila ampliação da nossa consciência. Aquilo que à primeira vista pode parecer menos, ou limitado, na realidade é um aumento da capacidade de viver de forma plena e intencional.

 

Vantagens 

O abrandamento, a capacidade de fazer pausas, de “desligar da ficha” de vez em quando, vai ajudar a recarregar baterias, a reduzir os efeitos do desgaste, a repor o equilíbrio físico, mental e emocional. E vamos desenvolvendo a habilidade de fechar “separadores”, temas que estão abertos na nossa mente a tempo inteiro, que não são lá necessários e apenas estão a consumir energia. Vamos começando a identificar e eliminar temas tóxicos (aqueles que roubam a nossa alegria de viver, que nos tornam amargos e de pavio curto, que prejudicam seriamente os nossos relacionamentos – quantas discussões já começaram, por um de vocês estar demasiado acelerado ou com um ritmo muito diferente dos outros?)

Quando o parar e abrandar estão ligados ao desenvolvimento de uma gestão de tempo positiva, que tenha em conta também o bem-estar e não apenas a (aparente!) produtividade, acaba por levar a que o tempo renda mais, que tenhas mais disponibilidade e tempo para o que é importante. Isso acaba por trazer vários benefícios colaterais como, por exemplo, a redução da sensação de culpa por estares a deixar para trás coisas que são importantes, como a família e a saúde.

 

O que está em questão, não deve ser se precisas de parar (todos precisamos!), mas que podes desenvolver a capacidade de o fazeres. Parar pode ser uma escolha, em vez de um shut down.

 

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