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2. Vícios em Crianças

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Muitas crianças têm vícios e bastantes destes vícios até são incentivados pelo adulto. Isto acontece principalmente porque a maioria dos vícios não são vistos como tais, sendo considerados hábitos inofensivos ou até úteis. No entanto, um vício, seja qual for a idade, nunca é inofensivo.

 

Hábito, consolo ou vício? 

Um dos vícios mais comuns em crianças pequenas é a chucha ou chuchar no dedo. Pode ser visto como um “consolo”, útil em momentos em que a criança esteja triste ou cansada, por exemplo. Mas quando ela não consegue passar sem isso, já é um vício, uma dependência, por muito inofensiva que possa parecer. Outros vícios podem ser o fofinho, paninho ou peluche com que a criança vai para a cama e do qual não consegue separar-se. O hábito de ir para a cama dos pais também se pode tornar muito difícil de eliminar sendo, na maioria dos casos, bastante negativo. Gritar, chorar ou fazer birras, são usados por muitas crianças como estratégias de manipulação do adulto e têm a mesma dinâmica que outros tipos de vícios. Podemos ainda encontrar vícios ligados à alimentação, como a ingestão de doces ou de outros produtos menos saudáveis.

Nas crianças mais velhas, um dos vícios mais comuns é o da net, telemóvel, tablet, jogos,… as crianças têm extrema facilidade em lidar com esse tipo de ferramentas e, se não houver cuidado por parte do adulto, rapidamente isso se torna uma dependência. A preguiça, o não querer fazer (seja o que for, tanto de estudo como de tarefas de casa) é comum a muitas crianças e adolescentes, fazendo com que pais que não sabem como lidar com isso, vivam desesperados ao longo de muitos anos, por vezes até ao início da idade adulta. Muitos vícios estão ligados à boca, como roer as unhas ou os lápis, ou mesmo comportamentos inadequados em relação a determinados alimentos, que podem levar ao desenvolvimento de desordens alimentares (anorexia, bulimia, compulsão alimentar ou alcoolismo). O bullying também pode ser considerado como um vício, extremamente destrutivo e traumático para as suas vítimas.

 

Será mesmo um vício?

Podes estar a pensar que o teu filho tem algum(s) destes hábitos, mas que não achas que isso seja um vício. Nesse caso, podes fazer uma experiência bastante prática e elucidativa. Retiras-lhe essa atividade durante um tempo, por exemplo uma semana ou duas e vês até que ponto isso é possível. Se ele entra em desespero de tal maneira que acabas por ceder e lhe permitir fazer isso, é provável que já se tenha tornado uma dependência. No entanto, pode ser apenas o resultado de não teres desenvolvido ferramentas de liderança em relação ao teu filho, e de ele habitualmente te pressionar até conseguir o que quer.

 

Consequências

Um vício é um lugar de refúgio, o ambiente para onde a criança vai quando se sente desconfortável. No entanto, esse é um refúgio ilusório, que não ajuda a resolver o problema e apenas “consola” enquanto está a ser usado. Isso leva a que a criança recorra cada vez mais a esse vício, tornando-se emocionalmente mais frágil. Estas crianças têm baixa capacidade de lidar com a frustração e de se sentir felizes, normalmente desenvolvendo uma auto-imagem pouco positiva. A sua resiliência é baixa e têm pouca capacidade de lutar de forma ética e positiva por aquilo que querem (em vez de usar manipulação ou outras táticas menos corretas).

O vício, na realidade, impede estas crianças de aprenderem e desenvolverem outras formas alternativas de gerir situações que lhe desagradam. Acabam por ser sempre crianças / jovens / adultos, com um desenvolvimento geral abaixo do seu potencial inicial.

 

Quando se trata de uma criança, quem tem a capacidade e responsabilidade de agir para resolver o problema, é o adulto. O vício não vai embora por si só. Quando muito, com o tempo transforma-se noutro vício mais “adequado” à idade.

 

Precisas de ajuda para lidar com algum hábito menos positivo do teu filho?

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