Muda sua vida...hoje!

Lisboa Counselling
3. Ansiedade Vs Resolução do Problema

 

Thumbnail-800x500_c

 

 

 

 

 

 

Qual é o teu objectivo? Resolveres o problema (qualquer que ele seja) ou apenas “curtires” a preocupação?

 

 

Como já vimos, para resolver um problema não é preciso ficar ansioso. Muito pelo contrário, a preocupação e ansiedade acabam por aumentar o problema (ou criar outros) e reduzir a tua capacidade para o resolveres. Ela não só aumenta o teu desgaste mental e emocional como, a nível de relacionamentos, aumenta o atrito, a pressão que é colocada sobre os outros, intensifica e “incha” conflitos e divergências. Podemos então concluir que, se o teu desejo é resolveres o problema (ou melhorares a situação, aumentares o teu bem-estar, etc), precisas de te livrar desse sabotador que é a ansiedade.

 

Na prática, quando reduzes a ansiedade estás também a diminuir o teu desgaste interior. Isso faz com que estejas em melhor forma, com mais capacidade de te concentrares na resolução do problema e portanto, com maior probabilidade de o resolveres.

 

Atitude negativa 

A atitude inicial tem uma grande influência na forma como vais lidar com a situação. Perante um problema, muitas pessoas começam imediatamente por ter uma reacção de “tragédia”, queixando-se, achando que está tudo estragado, que não se vai resolver, que não vão conseguir sair daquilo,… Pode parece-te que eu estou a exagerar, ou que és livre para sentires e dizeres o que quiseres. Mas é bom teres a noção de que aquilo que pensas e dizes vai influenciar o desenrolar da situação.

Vamos tentar visualizar um exemplo muito prático. Pensa que tens à tua frente uma vala e que precisas de saltar para o outro lado. O que achas que vai acontecer se ficares a repetir que não vais conseguir saltar, que vais cair e magoar-te? O mais provável é que, no momento de saltar, esse medo e hesitação, te leve a dar um salto menos preciso e a caíres mesmo dentro da vala. Não estou a defender que se disseres que consegues alguma coisa, vais conseguir. Isso não acontece assim (senão todos nós teríamos tudo o que queremos!). Mas o que eu digo é que, se tens uma tarefa difícil nas mãos, tens que colocar todo o teu foco em a realizares. Da mesma forma que para saltares uma vala, precisas de direccionar o teu foco e concentração para determinares qual o impulso, a força, a velocidade que precisas para conseguir, também para resolveres outro tipo de problema deves usar o mesmo foco.

 

Atitude positiva 

Parece que falar de “não ansiedade” é uma utopia, nos dias de hoje. Neste ambiente super acelerado em que vivemos, parece impossível (e até incorrecto) tentarmos levar uma vida livre do fardo da ansiedade. No entanto, se desenvolveres o hábito de ter uma atitude inicial mais direccionada para a resolução do que para a preocupação, a ansiedade acaba por ir perdendo terreno.

Vamos tentar visualizar outra situação prática. Há pessoas que já interiorizaram completamente esse modo de “foco em vez de ansiedade”. Se pensares nos atleta de alta competição, por exemplo, no momento da prova toda a sua capacidade tem que estar direcionada para alcançar o alvo. Eles sabem que não podem desperdiçar parte da sua energia com a ansiedade. Da mesma forma profissionais de emergência, por exemplo do INEM ou bombeiros, não podem dar-se ao luxo de ficar ansiosos perante uma situação de catástrofe. Há vidas em jogo, vidas que dependem completamente da eficácia deles. Então, toda a capacidade e energia interior destes profissionais tem que ser canalizada para perceber as características  da situação, definir uma estratégia e entrar em acção.

 

Podes não ser um desses profissionais, direccionados para resultados. Mas tu também podes desenvolver a capacidade de, perante um problema, agir em vez de gastares tempo e energia com a ansiedade.

Agir nem sempre significa “resolver” o problema. Muitos problemas são demasiado complexos para uma resolução imediata e não é minha intenção que olhes para eles de forma simplista, o que provavelmente levaria a um agravamento. O agir tem a ver com começares a mudar a direcção da situação, começares a “desconstruir” o problema, a criar condições mais propícias para o resultado que desejas.

 

Da mesma forma que aprendeste a preocupar-te e a ficar ansioso/a, também podes aprender a tornar-te um “resolvedor” de problemas. É uma questão de adquirires estratégias eficazes e fazeres um treino direccionado.

 

Um problema não serve para te preocupares mas para o resolveres. E, nesse processo, treinares novas capacidades e tornares-te mais eficaz em lidar com situações difíceis.

 

Deixa-nós uma resposta...

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

* *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>