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Lisboa Counselling
3. As Emoções e o Natal

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Dentro de uma abordagem holística, precisamos de ver o ser humano como um todo, com a sua área física, mental, emocional e espiritual. Apesar de serem áreas distintas, elas estão interligadas e influenciam-se mutuamente. Será muito difícil uma área estar completamente bem e saudável quando outra, ou outras, estão em sofrimento ou em deficit.

 

Nos dois artigos anteriores, falei principalmente da área mental e emocional. Neste vou abordar de forma breve a área espiritual, a sua importância para a nossa vida e a forma como afecta as nossas emoções.

 

Espiritualidade

A consciência de que há algo superior a nós existe em todos os seres humanos, sem qualquer dúvida. Todas as pessoas, de todas as culturas, adoram algum tipo de divindade – mesmo os que se dizem totalmente descrentes, estão a idolatrar alguma coisa, normalmente em forma de uma filosofia ou conceito de vida.

A forma como lidamos com a nossa espiritualidade e a relação que desenvolvemos com o divino, também vão afectar as nossas emoções. Muitas pessoas veem a religião como a expressão da espiritualidade. No entanto, a ideia de Natal não tem nada a ver com religião. É algo tão simples como Emanuel, Deus connosco. É a atitude de Deus de Se tornar como um de nós, de habitar entre os homens durante cerca de três décadas e de deixar aberto o convite, não a seguir uma religião ou filosofia, mas a uma relação pessoal, um a um, com Ele. Esta é a realidade e a mensagem que Ele nos deixa na Sua Palavra. E a forma como reagimos a essa mensagem e a esse convite, tem um efeito profundo na nossa vida e nas nossas emoções.

 

Natal e emoções 

A carga emocional ligada ao Natal, vai para além de todos os valores familiares. Na sua base, ela está ligada à forma como nós lidamos com a existência desse Deus Homem que quer relacionar-Se connosco. Caso contrário, as pessoas que acham que o Natal não tem qualquer importância espiritual, não estariam sujeitas a essas flutuações emocionais a ele ligadas.

 

Espiritualidade e terapia?!

Em Portugal ainda é bastante forte a ideia de que um profissional de saúde não deve falar de espiritualidade. Na verdade, em muitos espaços de saúde é completamente proibido abordar esse tema com os pacientes. Por um lado, eu entendo que seja importante o cuidado em não levar um tema que pode ser controverso a uma pessoa que está doente, fragilizada e, portanto, mais facilmente “influenciável”.

Por outro lado, não podemos esquecer que a espiritualidade é uma das áreas do nosso ser… e é um “recurso” que nós temos. Cada vez mais médicos, mesmo descrentes, reconhecem que ter uma fé facilita muito a recuperação de doentes e aumenta a probabilidade de sobrevivência em doenças mais graves. Então, como profissionais de saúde, será que faz sentido recusarmos aos nossos pacientes usar esse recurso?

 

Espiritualidade e counselling

Counselling é uma abordagem holística. Por isso, faz sentido abordarmos todas as áreas do ser humano. Nos nossos códigos de ética, tanto no UK como na Austrália, o counsellor deve estar disposto a abordar temas espirituais com o seu cliente se este o desejar. Em algumas situações mais graves, como depressão profunda ou temas ligados a abuso / perdão, a espiritualidade pode fazer toda a diferença.

 

As emoções e o Natal

Todos nós fomos criados com uma área espiritual. O vazio interior que angustia tanta gente, está mais ligado à espiritualidade do que propriamente às emoções, embora seja sentido como emoção.

Como podes tornar as tuas emoções mais positivas? No artigo anterior, eu falei da atitude positiva, do usufruir das pequenas coisas, de sentir gratidão. Isso é parte de um “treino” para influenciares e mudares as tuas emoções. Podes tornar esse treino mais profundo, tendo a consciência da área espiritual. Ao começares a sentir-te grato perante Deus – pela vida, pela saúde que tiveres, pelas milhentas pequenas coisas que são preciosas – começam a mudar não só as tuas emoções mas também o teu olhar, a tua capacidade de ver mais além e de encontrar a Paz que desejas.

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