Muda sua vida...hoje!

Lisboa Counselling
6. Violência Doméstica — Como Agir?

Ficar quieto, apoiar, ser compreensivo, apenas vai trazer mais agressão sobre ti e sobre outros. O agressor não muda. É a vítima quem tem que trabalhar para mudar a sua situação.

Na abordagem do LisboaCounselling, esse trabalho é bastante diferente do de outras entidades que trabalham este tema. Basicamente, eu faço um processo de coaching, de treino, que capacita a vítima a inverter o percurso que o seu agressor tem vindo a forçar sobre ela.

 

vd (1)

 

Apoio social

O maior factor de poder do teu agressor sobre ti, é a sua camuflagem, o segredo em que a situação se mantém, a tua vergonha e medo. Quebra esse poder!

Precisas de começar a inverter o isolamento social (que o agressor provoca porque lhe dá jeito; é muito mais fácil maltratar alguém que está sozinho). Então, recupera as amizades antigas, o contacto com a tua família. Mesmo que não te apeteça, empenha-te em estar regularmente com outras pessoas, em fazer em conjunto coisas normais, do “mundo dos vivos”. O agressor desenvolve pequenos detalhes que tornam qualquer interação um pouco estranha ou embaraçosa (isso é uma estratégia que ele usa para te levar a afastar-te dos outros). Então, tenta começar a fazer e agir de forma “normal”, principalmente quando não estás com ele.

Não pactues com o segredo! Mas tem cuidado com quem falas. É importante haver pessoas próximas de ti que sabem o que se passa, mas deves ser cauteloso/a na escolha dessas pessoas. Tem especial cuidado com a proximidade  com alguém do sexo oposto, que pode acabar por trazer outros problemas.

 

Autonomia

Desenvolve a tua “não dependência” do teu agressor. Isto é muito importante na área financeira, mas também em outras áreas.

Aumenta as tuas capacidades (para inverter o processo de “mente amorfa” que ele vai cultivando em ti). Estuda, aprende novas coisas. Envolve-te em actividades, mesmo que sejam de voluntariado.

 

Fortalecimento físico 

O agressor suga e devora a tua alma, a tua energia, a tua capacidade. Antes de entrares num processo de mudança da situação, precisas de recuperar a tua energia. Lembra-te que um soldado, antes de ir para a guerra, passa por um tempo de treino e fortalecimento. Mudar uma situação de VD é uma guerra terrível. Antes de entrares no “campo de batalha”, precisas de te preparar.

Começa a fazer regularmente exercício físico. Pode ser algo tão simples como caminhar. Mas faz isso de forma sistemática, intencional e regular. Isso vai aumentar a tua força física e ajudar-te a lidar melhor com as tuas emoções.

 

Fortalecimento mental 

Para poderes pensar, definir, decidir, precisas de sair do poder maléfico que o agressor tem sobre a tua mente.

Procura aumentar a tua capacidade mental. Lê, estuda, mantém-se informado/a. Ouve opiniões de outras pessoas acerca de temas variados e partilha as tuas próprias opiniões. Mantém a tua mente activa, “viva” e fora do poder manipulativo do teu agressor.

 

Fortalecimento emocional

Em counselling falamos bastante em músculos emocionais. Se vives numa situação de VD, as tuas emoções estão particularmente frágeis, com muito maior tendência para as negativas, como angústia, medo, ansiedade, etc.

Para fortaleceres os teus músculos emocionais positivos, precisas de treinar a sentir emoções positivas. Recupera a tua capacidade de sentir prazer, de usufruir das pequenas coisas, de rir… não porque a tua vida esteja fácil ou porque queres enterrar a cabeça na areia, mas porque estás determinada a mudá-la; e para isso é fundamental as tuas emoções estarem muito mais fortes, positivas e estáveis. Sabes como é fácil o teu agressor, com um simples gesto, palavra ou olhar, deixar-te devastada e (mais uma vez!) convencida que nunca te conseguirás libertar dele. Precisas de deitar fora essa mentira (entre muitas outras…).

No índice dos artigos deste site podes encontrar, no tema BioQuímicos, alguns artigos com informação acerca de como podes desenvolver o teu fortalecimento emocional. Também no meu livro “A SAÍDA — WAY OUT”, podes encontrar uma série de ferramentas e exercícios para te ajudar neste sentido.

 

Evitar

Neste artigo não vou partilhar estratégias de “impedir”, porque essas têm que ser sempre planeadas de forma bastante específica para cada situação, num processo passo a passo e com muito cuidado na gestão de riscos. Um agressor é SEMPRE uma pessoa potencialmente perigosa. Repara que a maioria das situações de morte, por exemplo, são provocadas por alguém de quem ninguém esperaria isso. Então, não te coloques em risco.

Mas há muito que podes fazer para “evitar” ou reduzir as cenas. Evita as situações que já sabes que vão trazer agressão. Não entres em discussão com o teu agressor. Não tentes que ele compreenda o teu ponto de vista… isso não vai acontecer! Estarás simplesmente a entrar no jogo dele, e no qual ele é perito.

Não acredites que a culpa é tua… mas podes tornar-te muito mais habilidosa/o em evitar a agressão.

 

Pede ajuda

VD não é um relacionamento. É um massacre! Não tens que (e não deves) ficar aí.

Procura ajuda especializada. Mas, antes, tenta informar-te acerca do tipo de ajuda que podes ter com esse especialista ou entidade. Nem todas as “ofertas” de ajuda que existem, nessa área, são positivas.

 

Perdão 

Eu sei! Esta palavra parece uma afronta para quem vive uma situação de abuso dentro da sua própria casa. É demasiado grave para poder ser perdoado.

Mas perdão é isso mesmo — algo que precisa de ser feito quando a ofensa foi grave, quando o outro não o merece, quando não faz sentido. É um passo que precisas de dar, se queres libertar-te completamente do poder do teu agressor. O teu perdão não é benefício para ele, mas para ti.

Nos meus artigos podes encontrar uma série sobre o perdão, que poderá ajudar-te a perceber o que isso é e como o podes conseguir — http://lisboacounselling.com/biblioteca/

 

Permissividade

Perdoar não é permissividade. Violência doméstica é crime. Não sejas (não continues a ser) cúmplice de um crime.

 

Ser um agressor é uma opção.

Ser vítima também.

 

Sair de uma situação de violência doméstica não é fácil, mas é possível. Seja qual for a gravidade da tua situação, há um caminho de saída. O processo parece demasiado doloroso, assustador, incerto… mas se decidires fazê-lo, um dia estarás livre do teu agressor.

No LisboaCounselling podes encontrar ajuda especializada para te ajudar a fazer esse percurso. Contacta-nos!

Deixa-nós uma resposta...

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

* *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>