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Lisboa Counselling
8. Violência Doméstica — A Intervenção em Counselling

O nosso trabalho é, essencialmente, no sentido de capacitar as pessoas envolvidas para gerarem mudança, em si mesmas e na situação. Este trabalho não está dependente da colaboração de ambas as partes. Na maioria das vezes, apenas a vítima está disposta a fazê-lo.

 

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No LisboaCounselling pode ter este apoio em sessões presenciais, ou à distância, por Skype.

 

Trabalho com o agressor 

Ao longo desta série de artigos, terá parecido que eu não acredito muito na recuperação do agressor. É verdade! A maioria deles não está disposta a mudar.

No entanto, com aqueles que estão dispostos a fazer algo para manter o seu casamento, o trabalho de Counselling envolve o treino de estratégias de redução de stress e de formas mais positivas de lidar com a frustração e a ira, assim como skills de comunicação que reduzam a sua agressão verbal e tornem a interação entre os dois mais leve. Para além disso, há um trabalho a nível de responsabilização, desenvolvendo a noção de que ele não é “mesmo assim”, de que as suas atitudes não são culpa do seu temperamento. O livre-arbítrio é uma característica de todos os seres humanos. Portanto, ele pode “escolher” ter outro tipo de atitudes.

 

Trabalho com a vítima 

A minha intervenção com as pessoas que estão a viver uma situação de VD, é principalmente no sentido de as fortalecer e ajudar a voltar a ser “pessoas”. Há um trabalho em áreas como auto-imagem e auto-confiança; fortalecimento físico, mental e emocional; organização pessoal e reestruturação interior e aumento da capacidade de análise e discernimento. É feito um desenvolvimento de resiliência, para lhe permitir ter força emocional para resolver problemas e tomar decisões. Há um cuidadoso trabalho de coaching a nível de estratégias para prevenir ou evitar o abuso, sempre numa abordagem de baixo-risco, planeando e dando cada passo de forma gradual e sem colocar a vítima em risco de provocar uma crise ou mesmo de agravar a sua situação. Ao mesmo tempo, ela aumenta também a sua própria capacidade de planear formas de acção, prever consequências e planear para lidar com essas consequências.

Como já referi, no artigo sobre o perfil da vítima, um dos aspectos mais graves é a “imagem” interior de vítima que ela desenvolve, que outros agressores detectam e que faz com que haja uma altíssima probabilidade de ela voltar a entrar numa situação de violência pessoal, seja em casa, no trabalho (bullying) ou em qualquer outra situação. Então, um dos focos de “investimento” em Counselling, é o apagar desta imagem, de forma a quebrar este ciclo de violência e a permitir que estas pessoas possam ter uma vida normal, em vez de continuarem a ser um alvo à mercê de predadores.

Em muitas das situações de VD há filhos, os quais são invariável/ usados pelo agressor como elemento de pressão, chantagem, etc, ou são mesmo directamente agredidos. Isso aumenta muito o impacto do abuso e reduz a capacidade e poder da vítima para fazer seja o que for. Neste caso, também é feito um trabalho de coaching no sentido de a ensinar a proteger os filhos de possível abuso e de os orientar  (como educar filhos de forma positiva, num ambiente onde tudo é anti-ético? Como evitar/impedir que eles imitem as atitudes do pai/mãe agressor?).

Finalmente, é indispensável promover a cura interior e a libertação do poder maléfico do agressor que passa, em parte, pelo processo de perdão. Podes encontrar neste site mais informação acerca deste tema, na série de artigos sobre “perdão”.

 

O que podemos conseguir? 

É importante perceber que qualquer agressor tem a capacidade de mudar. Disso eu não tenho dúvida! O problema é que a maioria deles não está disposta a isso. No artigo sobre o perfil do agressor, podes encontrar informação que te ajudará a perceber a maior ou menor probabilidade de mudança.

Com um agressor “mudável” (que queira manter o casamento e esteja minimamente disposto a esforçar-se para isso) podemos conseguir o desenvolvimento de formas de comunicação mais positivas e mudança de atitudes, que levem à redução do abuso. Muitos casamentos nesta situação conseguem desenvolver um equilíbrio na relação que lhes permite uma boa qualidade de vida.

Os agressores de perfil mais grave, à partida não mudam.  Aqui o trabalho é essencialmente (ou apenas) com a vítima. Será ela a desenvolver e manter o equilíbrio de forças entre eles. A situação pode ficar sustentável, mas precisa de haver uma atenção constante da parte dela e a consciência de que está a viver com um predador. Ele não quer “sujar as mãos” e pode tornar-se bastante mais subtil devido às mudanças que vão acontecendo nela, mas continuará igualmente cruel e não irá desperdiçar oportunidades de usar essa crueldade. Pode haver riscos graves (de vida, de rapto dos filhos, de enlouquecimento progressivo da vítima, etc). Com estas pessoas, a intervenção de Counselling tem que ser extremamente cuidadosa, reduzindo riscos, avaliando e discutindo com a vítima as possíveis consequências/riscos de qualquer estratégia ou atitude a tomar.

 

Saída planeada 

Algumas pessoas optam pelo divórcio, como última opção perante uma relação que não mudou o suficiente para que seja viável. Neste caso, a intervenção de Counselling é no sentido de preparar a vítima, trabalhando e planeando os vários aspectos de uma situação tão delicada, inclusive prever e gerir possíveis riscos, assim como todo o trabalho mental, emocional, de cura interior, etc.

 

Um agressor pode mudar? 

Pode, se quiser. A maioria não quer. Mas mesmo neste caso, há muito que podes fazer para mudares a tua situação.

No LisboaCounselling podes encontrar todo o apoio e “treino” para te ajudar a lidar com os aspectos práticos da tua realidade.

 

O LisboaCounselling está também disponível para fazer seminários e workshops nas várias áreas de violência pessoal: bullying, violência doméstica e violência no namoro.

 

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