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Lisboa Counselling
A depressão e o Natal

O Natal é talvez uma das épocas em que há maior tendência para a depressão. É suposto ser uma época festiva e de união entre as pessoas, e isso torna ainda mais dolorosas as feridas profundas que há em nós e nos nossos relacionamentos. Tudo parece alegre, exuberante, leve e tão fácil! Todas as famílias parecem (quase) perfeitas. Esse espírito tão ligeiro e superficial cria nas pessoas uma profunda falta de esperança. Muitas pessoas vivem essas semanas de “faz de conta” com a certeza de que as suas famílias nunca serão assim. O riso e a alegria alterna com momentos por vezes bem negros. E depois de terminadas todas as festividades, fica o vazio.

A depressão funciona como uma espiral descendente, em que tudo fica cada vez mais fundo e mais escuro. É fundamental quebrar os elos dessa espiral, travar a descida e inverter esse percurso.

No entanto, não é com pensamento positivo que a depressão vai embora. A frase “Vai ficar tudo bem”, é não só mentirosa como cruel. É manter o sofrimento do outro num nível de pouca importância, dizendo uma mentira de esperança.

Há vários factores na depressão. O mais forte será, sem dúvida, as emoções. Mas nós não podemos mudar as nossas emoções; não podemos mudar o nosso sentir. Apenas podemos recalcá-lo ou negá-lo. Mesmo recalcadas, as emoções continuam lá, e acabam por se manifestar mais tarde, por vezes sob a forma de problemas físicos (as chamadas doenças psicossomáticas).

Outros factores da depressão que têm um papel crucial são a forma de pensar e de agir. Mas, ao contrário das emoções, estes são mudáveis. Nestes nós podemos trabalhar, passo a passo, criando uma nova forma de lidar com o problema e, pouco a pouco, influenciando e curando ao nível das feridas emocionais.

Ultrapassar a depressão, tem muito a ver com algumas formas de mudança no teu agir e no teu pensar. Tem a ver com quebrares elos da espiral descendente e inverteres o percurso. Tem a ver com aprenderes a influenciar a forma como as coisas acontecem, em vez de simplesmente permitires que elas aconteçam e que as suas consequências te esmaguem.

É possível iniciares um percurso diferente. E o dia certo para começares é sempre hoje – o ontem já passou e não adianta viveres eternamente à espera de um amanhã.

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