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Lisboa Counselling
2.Alimentação Saudável?! — Escravidão Vs Equilíbrio

Todos somos “escravos” de algumas coisas — da moda, da situação financeira, do status, de padrões de comportamento,  etc. Mas, se tomarmos consciência dos temas que nos estão a manipular, podemos lidar com eles de forma mais positiva e intencional.

 

Bolo

 

Impacto da alimentação “saudável”

Fazer um estilo de alimentação saudável é, sem dúvida, positivo. No entanto, é importante perceber se esse estilo não estará a ter efeitos negativos. A pressão social, é dos aspectos mais nefastos que tenho que enfrentar hoje em dia, e que maior número de “vítimas” causa. Então, quando algo tão simples como a alimentação se torna em estratégia de opressão, levando ao aumento de preocupações (com a saúde, o bem estar) ou mesmo de pressão aberta e  conflitos, o “custo” de tal estilo de vida acaba por ser muito maior do que se a pessoa fizesse uma alimentação menos cuidada mas mais pacífica.

 

Dietas

Quantas vezes já conseguiste emagrecer vários quilos e voltaste a recuperá-los assim que paraste a dieta? Isso não me parece muito saudável para o corpo, que não foi criado para viver nesse ritmo de “encolhe — estica”, de emagrece e volta a engordar, e nem para as finanças, com a necessidade de repores todo o guarda roupa porque aumentaste ou diminuíste vários números no tamanho da tua roupa.

 

Distúrbios alimentares

Estes estão sempre ligados a instabilidade emocional, auto-imagem negativa e pressões várias. Podem tornar-se padrões tão cristalizados que acabem por ir tendo um certo controlo sobre a pessoa ao longo de toda a sua vida. Frequentemente são tentativas exageradas e pouco “habilidosas” de lidar com temas difíceis, como a auto-imagem, o aspecto físico, a aceitação dos outros, dificuldades nos relacionamentos, ou a pressão emocional interior.

No nosso site, podes encontrar uma série de artigos que abordam de forma mais abrangente o tema dos distúrbios alimentares.

 

Pressão e crise

Nos momentos de maior crise, são os pontos em que há mais pressão que tendem a ceder. Se a alimentação é um tema difícil para ti, se tens dificuldade em comer de forma equilibrada, é natural que a pressão, a obrigação que colocas sobre ti próprio nessa área, vá aumentar muito a dificuldade de encontrares esse equilíbrio. Isto, porque nós tendemos a fazer o que não queremos (por mais absurdo que isso possa parecer). Ou seja, se tentas obrigar-te ou proibir-te de comer determinados alimentos ou quantidades, o mais provável é que faças precisamente isso que estás a tentar não fazer. Por exemplo, se tens tendência para “devorar” tudo quando te sentes mais em baixo, o tentares obrigar-te a comer menos, só vai aumentar a probabilidade de outro episódio de ingestão completamente descontrolada.

 

Equilíbrio?

Como referi no artigo anterior, a nossa tendência natural é para o exagero, para o desequilíbrio. Então, se já estás nesse registo, precisas de começar a gerir a tua alimentação de forma consciente, intencional e minimamente sensata.

Para encontrares o equilíbrio, seja no que for, não podes estar a dar ouvidos a tudo o que te dizem. Caso contrário, vais estar à mercê da tendência para exagero e pressão, da parte dos outros.

 

E como o encontrar?

O equilíbrio deve estar associado ao bom senso (e à capacidade de não ficarmos “histéricos” com tudo). O equilíbrio tem a ver com variedade, com quantidades correctas, com alimentos mais naturais e com menos conservantes, etc. Sem extremos, seja a nível de obrigação de ingerir um alimento ou de proibição em relação a outro. Na verdade, obrigação e proibição estão fora do âmbito de “equilíbrio”, fazendo com que este, à partida, já tenha sido abolido.

 

Prazer

Para desenvolveres uma alimentação mais equilibrada, também precisas de exercitar a tua capacidade de usufruir, de ter prazer naquilo que comes — não é ter prazer em devorar, de todo, mas em comer alimentos saborosos, saudáveis e em quantidades que te fazem sentir confortável com o teu corpo e contigo próprio.

 

Os clientes do LisboaCounselling conhecem bem este aspecto, de recuperar ou desenvolver a capacidade de usufruir das pequenas coisas. Essa capacidade não tem a ver com egocentrismo ou com egoísmo, mas com o desenvolvimento do nosso bem-estar interior, de estarmos em paz connosco próprios, que é fundamental para vivermos também em equilíbrio com o que nos rodeia e para sermos pessoas mais positivas e agradáveis. Nos nossos artigos, podes encontrar uma série sobre BioQuímicos, que te ajudará a entender o papel desta capacidade de usufruíres nas várias áreas da tua vida.

 

 

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