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1. Alimentação Saudável?! — Modas e Exageros

 

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Lembras-te de algum alimento que há alguns anos era considerado prejudicial e agora se pensa que é saudável (ou vice-versa)?

 

Claro que podemos sempre ter a atitude de que “agora estamos mais bem informados”. É verdade que agora há mais conhecimentos, em muitas áreas. Mas conhecimento não é necessariamente sinónimo de bom senso. E mesmo essa ideia de que os conhecimentos actuais é que estão correctos, não me convence completamente. Afinal, as teorias anteriores também se consideravam correctas. Para além de que a atitude de “agora nós já sabemos a verdade final” mostra um considerável grau de arrogância, que é o principal ingrediente da auto-cegueira.

 

Modas

Há alguns anos atrás era normal os miúdos comerem grandes quantidades de “junk food”, desde gomas, rebuçados, chocolates que eram comidos de uma só vez como se fossem sandes. Muitos miúdos comiam esse tipo de coisas a uma refeição, em vez de comida minimamente saudável.

Hoje, muitas famílias estão a viver no extremo oposto, obrigando os miúdos a comer coisas supostamente saudáveis e impedindo-os de comer outros alimentos que, apesar de naturais, hoje estão fora de moda. Por exemplo, tenho ouvido pais de miúdos com 2 ou 3 anos de idade, dizerem que já não lhes dão leite, porque este é “extremamente prejudicial para a saúde”. Até há poucos anos, o leite era considerado um alimento fundamental para o desenvolvimento saudável da criança.

 

Sempre no exagero

Outros alimentos, como o mel, que sempre foram considerados especialmente benéficos, hoje são considerados alimentos nefastos. Ou, no sentido inverso, as sardinhas que eram completamente proibidas para muitas pessoas, de repente começaram a ser altamente recomendadas, comendo-se pele e tudo. Aqui eu não estou, de todo, a tentar defender os benefícios ou malefícios de tais alimentos (embora tenha a minha opinião acerca disso, claro). O foco é simplesmente olhar para esta tendência do ser humano de viver nos extremos… e quando desiste de um extremo ou percebe que ele era errado ou exagerado, acha perfeitamente natural e lógico saltar para o extremo oposto, sem sequer fazer uma pausa pelo meio.

 

Livres ou escravos?

As pessoas de hoje dão especial valor à sua liberdade. Eu penso que isso, de liberdade, até seria bom, se fosse real. Já não vivemos em regimes de ditadura assumida (pelo menos a maioria de nós). Mas a falta de liberdade continua, já não pela força bruta, mas pela pressão psicológica, camuflada, mascarada das mais convincentes formas. Por exemplo em relação à alimentação, a pressão é fortíssima, obrigando muitas pessoas a seguir regimes que elas de outra forma nunca iriam escolher… e levando outras a acreditar que não conseguem seguir uma alimentação saudável e, por isso, nem vale a pena tentarem, caindo no extremo oposto de devorar tudo o que é porcaria, ou mesmo desenvolvendo distúrbios alimentares.

 

Máscaras?

Estas filosofias conseguem ser tão eficazes na manipulação das pessoas, porque usam como máscara aquilo que as pessoas desejam e que normalmente é o oposto daquilo que essas filosofias na realidade estão a “vender”. Há correntes que proclamam a liberdade, o bem estar,  a harmonia, a importância do ser humano, etc. etc. no entanto, fazendo uma campanha intensa de proibir tudo, desde alimentos, até hábitos, atitudes, crenças que sejam diferentes das deles,  etc. Claro que toda essa mensagem é passada através de uma imagem de harmonia, paz e bem estar. Mas quando se força as pessoas a seguir determinadas linhas de pensamento e comportamento, por muito harmonioso que seja o aspecto, não deixa de ser uma forma de manipulação e escravização.

 

Alvo de vida

A maioria das pessoas não tem o hábito de pensar qual o seu alvo de vida. Então, é muito fácil acreditarem que estão em busca de um alvo de vida “maior”, de bem-estar e contribuição para um mundo melhor, enquanto se focam em obrigações e proibições que nada tem de positivo nem de saudável. E muitas acabam por entrar num modo de pensamento em que focam em um ou dois temas, seja em volta da alimentação ou outro, e vivem como se esse aspecto fosse a coisa mais importante ou mais grave da vida.

 

Mas… qual é o problema de seguir determinada linha de pensamento?

O problema, é que muitas pessoas não têm capacidade emocional para gerirem isso. Seja o seguir cegamente determinada filosofia, seja apenas entrar numa dieta, pode ter um impacto negativo na vida de algumas pessoas, em especial se estão a passar por problemas ou instabilidade emocional, ou se isso se torna pretexto para pressionarem outros.

 

Talvez tenhas identificado neste artigo características de alguém que conheces, ou de ti próprio. Como podes lidar com isso?

No próximo artigo vou estar a falar acerca da importância de encontrar o equilíbrio e desenvolver o bom senso.

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