Muda sua vida...hoje!

Lisboa Counselling
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Não investimos em destruir o que não queremos, mas em construir o que queremos; não em destruir o problema, mas em construir a solução.

 

A maioria das pessoas que me procura, traz até mim a “dor”, seja ela qual for, e da qual quer sair. O foco normalmente está muito no problema. A nossa sociedade psicologizada procura analisar o problema, percebê-lo e às suas causas. O instinto das pessoas, leva-as a desejarem livrar-se do seu problema. Contudo, o foco ainda continua a ser este. Tudo parece girar em volta do problema.

 

Testemunho

“A única coisa que eu queria era o alívio, o ser capaz de viver sem o medo constante de ter outro ataque de pânico. Rapidamente alcancei esse ponto e aí percebi que há todo um universo para além disso… a minha vida agora é incrivelmente mais do que era. O meu alvo, que era tão pequeno como livrar-me da dor, passou a ser o viver a plenitude.”

 

Substituição 

O natural é pensarmos no que não queremos, no ponto de dor de onde queremos sair. Mas é mais eficaz se, em vez disso, focarmos no que queremos. Precisamos de substituir o que não queremos por algo. Não resulta deixar um “espaço” vazio. Ele provavelmente irá encher com algo que não queremos. Então, vamos escolher de forma consciente e intencional, o que queremos colocar nesse espaço. Vamos ver alguns exemplos de problemas comuns.

 

Depressão – O alvo da pessoa deprimida é sair daquela angústia permanente. Mas isso não funciona. Em vez da tristeza e angústia, a pessoa vai sentir o quê? Continua a cair na angústia. Então, a pessoa precisa de treinar a encontrar e recuperar as coisas positivas que perdeu, começando com passos muito pequenos e simples, desenvolvendo a capacidade de usufruir das pequenas coisas, recuperando as sensações agradáveis. Com essa base estabelecida, podemos então avançar para passos mais profundos e complexos.

 

Ansiedade – Aqui o foco também não pode ser sair da ansiedade (se já tentaste, certamente já percebeste que isso não funciona!). Então pensemos em construir o que queremos em vez dessa ansiedade. Uma das estratégias que usamos, é o desenvolvimento da capacidade de estar tranquilo, mesmo que por breves momentos. Estas pequenas pausas na ansiedade, vão permitir que a mente descanse um pouco e recarregue baterias. Para além disso, quando uma pessoa que não conseguia controlar a sua ansiedade, verifica que consegue criar tranquilidade dentro de si, ela encontra um novo ponto de motivação e uma maior capacidade para avançar para outros alvos.

 

Conflitos – A ideia não é “acabar” com o conflito, nem permanecer naquele mindframe de que o outro é que tem que mudar. O que podemos criar em vez do conflito? Por exemplo, aprender ferramentas e competências para conseguirem falar sem gritar nem se ofender; desenvolverem a capacidade de falar de forma educada e positiva. Aí, usando as novas capacidades de comunicação positiva, já podem ser abordados e resolvidos os temas de conflito. No LisboaCounselling não fazemos mediação de conflitos nem ficamos como árbitro entre as partes envolvidas. Pelo contrário, treinamos em cada um as competências para conseguirem lidar, eles próprios, com a sua situação e tomar as decisões que forem necessárias.

 

Em cada situação, mais do que tentar perceber o problema, eu procuro entender o que o cliente deseja em vez dessa situação. Se ele pudesse ter o seu problema resolvido de repente, como seria a sua vida. Então é com essa visão na nossa mente, olhando para a frente e não para trás, que nós avançamos. Mesmo em problemas muito graves ou situações clínicas, a minha abordagem sempre procura identificar os aspetos práticos daquilo que o cliente quer, o seu bem-estar, as características específicas de como quer construir a sua vida sem o problema. O trabalho é sempre passo a passo, criando pequenos alicerces estáveis, em cima dos quais podemos continuar a construir para alcançar os alvos desejados. E com este trabalho de reconstrução de vida, não focado no problema, os primeiros resultados são quase imediatos e a resolução do problema é feita num período de tempo muito curto.  

 

No LisboaCounselling aprendes a identificar o que queres, em vez de continuares estagnado na situação em que estás, e a desenvolver as competências e estratégias para alcançares o teu alvo.

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Quando mudas o teu chip para o modo positivo, a tua vida muda radicalmente. Os problemas continuam a existir, mas o impacto que têm sobre ti é menor e a tua capacidade de lidar com eles para os resolver, é maior. Para além disso, tornando-te mais eficaz em lidar com situações difíceis, vais evitar ou impedir que aconteçam muitos dos potenciais problemas.

 

Escolher o positivo

Positivo ou negativo não é aquilo que te acontece, mas o que escolhes. Quando passas a vida a queixar-te ou a criticar e maldizer, estás a fazer uma escolha, negativa e destrutiva, que pode não ser consciente mas que tem os seus efeitos tóxicos. Quando focas no negativo, na gravidade dos problemas, tens menos capacidade para lidar com eles. Por outro lado, quando começas a encher o teu “écran” mental com o positivo, sobra menos espaço para o negativo.

Esta atitude positiva afeta todas as áreas do teu ser. O teu pensamento começa a ter mais facilidade em identificar os aspetos positivos, influenciando as tuas emoções e diminuindo a tendência para o negativo, seja de angústia e tristeza, seja de raiva e falta de paciência, ou qualquer outra emoção negativa. Isso vai influenciar as tuas palavras, que vão ficando menos amargas, azedas ou ressentidas. Obviamente, isto vai afetar os teus relacionamentos, tornando mais fácil e prazerosa a comunicação (afinal, quanto do teu desgaste é provocado por palavras e conversas negativas?). O positivo, implementado nas várias áreas, acaba por ter um efeito dominó; a mudança em cada área, vai impulsionar a mudança nas outras áreas.

 

Aspetos práticos

Podemos pensar em algo tão simples como a reação a um problema. A atitude habitual, na nossa cultura, é ficar a repetir vezes sem conta que aconteceu aquele problema (como se os outros ainda não tivessem reparado!), continuar a referir os detalhes, as acusações, quem teve culpa, num emaranhado de palavras e emoções cada vez mais negativas. A nível familiar, estes comentários azedos podem arrastar-se ao longo de dias ou mesmo ser trazidos à baila de cada vez que aquela pessoa voltar a fazer algo que não agrada aos outros. Talvez a tua seja uma das famílias em que os outros aproveitam cada nova discussão, para te atirar à cara todas as coisas erradas que fizeste, desde o milénio passado…

A nível profissional, por incrível que pareça, acontece a mesma coisa. Grande parte do tempo das reuniões de trabalho é passado a ruminar o problema e o culpado(s), a fazer intermináveis acusações, a levantar a voz (!!!), parecendo esquecer por completo que o foco deveria ser resolver o problema.

Numa abordagem positiva, o foco deve ser, desde o início, “o que podemos fazer”, analisando as opções, os recursos disponíveis, como reduzir o impacto negativo, ou até como aproveitar aquela situação para gerar algo positivo. Isto faz com que se gaste menos tempo em volta do problema, com que se consiga ter mais eficácia em o resolver e com que os relacionamentos sejam menos prejudicados.

 

Assertividade positiva 

Assertividade normalmente é vista como a capacidade de  “dizer umas coisas”. Numa abordagem positiva, a assertividade não tem que usar aspereza, de todo! Creio que o mais importante em termos de assertividade é usar uma comunicação bem clara e específica; não dizer as coisas apenas de forma que o outro entenda, mas de forma que ele não possa deixar de entender… e sem usar milhões de palavras – quanto mais importante ou crucial é a mensagem que queres passar, menos quantidade de palavras deves usar.

A assertividade positiva é mais ética, mais delicada, focando na mudança e não na acusação. A mensagem acerca do que pode ou não ser feito, deve ser bem específica, em vez de usar expectativas ou assunções de que o outro deve saber o que tu pensas ou queres. Mesmo que aches que ele sabe o que é suposto, diz; muitos erros e conflitos surgem por mal entendidos e não por falta de vontade.

A assertividade positiva também é feita “à medida” da situação. Umas vezes precisa de ser mais frontal, outras mais subtil, conforme a necessidade ou o que for mais eficaz, em vez de tratar tudo da mesma maneira bruta.

 

No LisboaCounselling aprendemos a identificar um caminho positivo onde parece que ele não existe.

Seja qual for a situação em que te encontras, há um caminho positivo também para ti. Escolhê-lo, está nas tuas mãos. O LisboaCounselling pode ajudar-te nesse percurso.

 

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Não focamos na análise do problema, mas na sua resolução. Não olhamos para o problema como um obstáculo, mas como um desafio a ser resolvido ou ultrapassado.

 

Qual a diferença? Quais as consequências?  

Focar no problema aumenta o poder deste. Enquanto partilhamos mais detalhes, vamos lembrando mais, avivando a ferida. Em algumas situações pode até ser anti-ético ou aumentar o risco para o nosso cliente. Por exemplo, em casos de abuso físico ou psicológico, querer saber todos os detalhes, apenas serve para satisfazer uma curiosidade mórbida de quem está a ajudar. São situações com aspectos não só de dor mas também de embaraço e vergonha, e é uma violência querer que uma vítima dessa situação volte a reviver, a relembrar e, pior do que tudo, a ter que falar disso com um estranho. Em situações de risco, como depressão profunda ou tendências suicidas, procurar pesquisar a situação em profundidade pode aumentar muito o risco, numa pessoa que ainda não tem a estrutura interior para lidar com essas emoções.

 

Não é preciso perceber o problema?! 

Frequentemente me perguntam: “Mas então, não temos que perceber o problema, para depois o conseguirmos resolver?” Não! De forma nenhuma! Podemos começar a resolver aquilo que já está à vista, os aspetos mais óbvios ou dolorosos e, à medida que avançamos, vamos percebendo outros aspectos que precisam de ser mudados.

A abordagem no LisboaCounselling é sempre de fora para dentro. Ou seja, começamos a abordar e mudar os aspectos mais leves, enquanto desenvolvemos o fortalecimento interior do nosso cliente e as competências que ele vai precisar para mudar a sua situação. Procuramos começar a promover o alívio desde a primeira sessão. Isso vai reduzir o desgaste que o problema causou, a dor, criando um espaço para recarregar baterias. Em simultâneo, vamos treinando competências específicas que o cliente vai colocando a uso, no início de forma leve e sem risco e, à medida que ele vai ficando mais à vontade com essas ferramentas, vamos investindo nos aspectos mais profundos ou complexos do problema.

 

Eficácia  

Este trabalho de alívio, auto-capacitação e desenvolvimento de ferramentas específicas, torna o nosso trabalho muito ativo e focado, permitindo que o problema seja resolvido mais rapidamente e com menos danos colaterais, uma vez que todo o planeamento de estratégia tem sempre um grande foco no baixo risco – cada passo só é dado quando o cliente já tem as ferramentas e capacidade para isso, estando sempre conscientes dos riscos e de como lidar com eles.

Nas primeiras fases do nosso trabalho, há todo um processo de “desinchar”. Uma grande parte do sofrimento do nosso cliente, é provocado pela repetição, pelo desgaste, pelo foco constante no problema, seja em situações pessoais ou clínicas, seja em conflitos. À medida que se trabalha o alívio e se desenvolve a capacidade de mudar o foco (de deixar de pensar no problema a tempo inteiro), essa dor acumulada vai também diminuindo.  O cliente fica mais leve, menos oprimido, mais capaz de avançar no seu percurso de mudança. Neste processo de investir no alívio e nas novas competências, desaparece grande parte do problema. Numa última fase, com um cliente que já conseguiu mudar muita coisa, já sabe que é possível, já sabe como se faz, já não está atolado no pântano da dor e da falta de esperança, podemos então abordar o “problema residual”, aspectos mais graves ou dolorosos que ainda persistam.

 

Prioridades 

A importância relativa das coisas muda bastante ao longo deste processo. O cliente desenvolve uma nova noção do que é importante, aprende a identificar “the big picture” e a distinguir isto de outros aspectos que fazem parte da nossa vida mas que são menos importantes e que devem ser tratados como tal. Frequentemente eu oiço um cliente meu usar a palavra “irrelevante” para situações que no início do nosso trabalho conjunto lhe tinham parecido muito graves, mas que agora são vistas como pouco importantes.

Isto leva a que haja uma rearrumação de prioridades. A pessoa deixa tanto de “colocar tudo no mesmo saco”, como de ir fazendo à medida que se lembra ou vai conseguindo. Em vez disso, passa a perceber a importância relativa de cada assunto, a arrumá-lo de acordo com o seu grau de prioridade e a planear a estratégia para lidar com ele.

Com o trabalho de counselling, deixas de viver ao sabor da maré e das circunstâncias e passas a gerir a tua vida de forma intencional e mais positiva.

 

 

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Somos um povo com características específicas, algumas bastante diferentes das dos países onde counselling é comum. Há uma identidade muito própria do povo português, fazendo por isso sentido desenvolver uma abordagem não só que a tenha em conta e entenda, mas também que desenvolva ferramentas e estratégias que funcionem connosco, com o nosso tipo de temperamento cultural coletivo.

Há uns dias atrás, estávamos entre um grupo de amigos a comentar skills específicos de cada povo, como por exemplo, a música para os brasileiros, a dança para os espanhóis, o pragmatismo para os americanos, a capacidade de seguir ordens para os alemães… e os portugueses, qual a capacidade ou talento especial que nos distingue? E no meio da conversa surgiu a resposta – o “desenrasca”. Na verdade, o povo português tem uma capacidade especial para dar a volta a situações, para inventar soluções, característica essa que em tempos foi considerada pouco “nobre” mas que hoje em dia vem a ser valorizada até por grandes multinacionais que querem ter esse tipo de skill nas suas lideranças – alguém que, quando a situação não se resolve, tem a capacidade de sair da caixa mental das regras e criar uma solução diferente, inesperada e muitas vezes brilhante.

Esta é a nossa realidade cultural – um povo menos “quadrado”, menos pragmático, pouco guerreiro (diria eu), mas que reconhece e valoriza o que é bom. Um povo que está em fase de grandes e rápidas mudanças. Que procura cada vez mais a qualidade, o conforto, o lazer; que começa a ter consciência da importância de temas que antes lhe escapavam: o descanso, o manter-se em boa forma e saudável, as relações familiares… pequenas nuances que, quando nos escapam, nos roubam enormes fatias de felicidade.

 

O que é o counselling?

Counselling não é o mesmo que psicoterapia. Trabalha com as mesmas situações que a psicologia, mas usando uma abordagem muito diferente. Em counselling há um papel ativo da parte do cliente, na realidade funcionando como uma equipa – counsellor e cliente – que age em conjunto para a resolução do problema. Não há um terapeuta que vai “resolver” o problema do seu cliente. O que acontece é precisamente o oposto; o cliente “aprende” a resolver o seu próprio problema. Então o papel do counsellor é essencialmente de planeamento e de treino de novas competências no seu cliente, que levarão à mudança da situação e à resolução do problema. Há um avançar passo a passo e a implementação de competências e ferramentas específicas para cada situação, para cada pequeno passo. É este trabalho conjunto, estes dois papéis diferentes que se complementam, que possibilitam um rápido alívio e o avançar até à resolução.

Esta atitude prática, pró-ativa e focada é uma das principais características do counselling. Mas ela é moldada à realidade e situação de cada cliente. De forma mais alargada, o LisboaCounselling está a fazer esse mesmo ajustamento não só a cada cliente, mas à nossa realidade e características culturais, desenvolvendo o início daquilo que pode ser considerado o counselling português. No entanto, há também uma consciência e um trabalho multicultural, uma vez que tem como clientes, pessoas de povos e culturas muito diversas, não só cá em Portugal mas, no trabalho online, clientes que vivem noutros países e não são afetados pela nossa cultura.

 

Abordagem holística

Counselling aborda e trabalha todas as áreas da vida do cliente, acabando por ser não uma simples terapia, mas o desenvolvimento de um novo estilo de vida, criando competências que os nossos clientes ficam a usar para o resto das suas vidas. Na verdade, em counselling o bem-estar é visto como algo muito mais global do que apenas a “eliminação” do problema. Leva a um alargamento da visão, a uma tomada de consciência, a um aumento da capacidade de tomada de decisões e de planeamento das estratégias necessárias para as alcançar. Os problemas deixam de ser vistos como obstáculos e passam a ser encarados como desafios a ultrapassar, deixando a pessoa menos à mercê das circunstâncias e das emoções que elas causem. E todo este processo de aquisição e treino de novas competências, leva também a uma maior autonomia do cliente que, ao aprender como se resolvem problemas, não vive dependente do seu terapeuta nem tem que recorrer a nós de cada vez que lhe surge um novo obstáculo.

Ao passares por um processo de counselling, a tua vida vai realmente mudar!

 

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O LisboaCounselling oferece uma abordagem bastante diferente dos outros especialistas e organizações que lidam com vícios. E aqui eu quero reforçar a ideia de que counselling não é para toda a gente. Na verdade, o nosso público-alvo é bastante específico. Esta não é uma terapia para partilhar ou desabafar, e nem para tentar perceber o problema ou as suas causas, mas para trabalhar, de forma intencional, planeada, focada e ativa, para o resolver, para criar mudança logo a partir da primeira sessão.

Então, counselling não serve para compreender o problema, o que o provocou ou os possíveis culpados. Na verdade, esta é a abordagem ideal para aquelas pessoas que estão “fartas” do problema e de falarem acerca dele e que, em vez disso, querem aprender a resolvê-lo ou a sair dele.

Também o “cliente”, não é necessariamente a pessoa que tem o problema. Como referi no artigo anterior, quando essa pessoa não reconhece que tem um problema, podemos trabalhar com alguém que está próximo. Esta abordagem indireta investe em duas grandes áreas: o próprio cliente, — a recuperação do seu bem-estar, fortalecimento interior, auto-capacitação, etc e, por outro lado, o aprender a lidar com o seu familiar problemático, o desenvolver de ferramentas que permitam não só melhorar o relacionamento, mas também começar a influenciar e a criar pequenas mudanças nesse familiar ou amigo.

 

Eficácia 

Este é um aspecto bastante importante em counselling. As sessões não podem servir apenas para falar acerca do problema. Há um trabalho activo que vai desenvolver alívio e mudança na situação. O “problema”, seja ele qual for, é dividido em etapas, em passos pequenos mas que sejam possíveis de ir alcançando, criando assim um ritmo de mudança. À medida que o cliente vai mudando esses pequenos aspectos, vai desenvolvendo o seu alívio, o seu fortalecimento interior e, por outro lado, vai-se tornando mais habilidoso e capaz de avançar para fases mais difíceis ou delicadas. Então, o investimento é sempre tanto na área de mudança, como na de auto-capacitação, que é indispensável para alcançar essa mudança. O trabalho é feito através de ferramentas e estratégias específicas para lidar com cada situação ou alcançar cada alvo. Estas estratégias são planeadas numa visão de passo a passo. Isto significa que não funcionamos num modo de tentativa e erro; não vamos tentar coisas que (ainda) não irão resultar. No entanto, há uma constante adaptação e reajustamento das estratégias ao longo do percurso, trabalhando também para segurar e consolidar cada passo, cada pequeno alvo já alcançado.

 

Trabalho de equipa

É o facto de funcionarmos como uma equipa, counsellor e cliente, que permite que o trabalho seja tão eficaz e os resultados tão rápidos. O cliente rapidamente percebe que não está ali para que eu resolva os seus problemas, mas que ele próprio irá aprender a ser resolvedor e a ter um papel fundamental neste processo. À medida que se vai desenvolvendo a auto-capacitação e autonomia do cliente, aumenta também a sua estabilidade interior e segurança, uma vez que ele percebe o que está a acontecer (a vida dele já não anda por aí ao sabor da maré), sabe que sempre irá ter que lidar com problemas, atitudes e situações difíceis, mas sabe como o fazer ou como encontrar os recursos necessários.

 

Emoções

Ao lidar com vícios, como com qualquer outro problema, é preciso aprender a fazer uma gestão mais saudável das emoções. A pessoa que está ao lado do “viciado”, precisa de lidar não só com frustração, angústia, falta de esperança mas também com sentimentos de culpa. É natural os familiares sentirem momentos de culpa por o seu filho, por exemplo, se ter tornado dependente de um vício. Mas a culpa não é tua! Foi escolha dele (mesmo que não de forma consciente e intencional) o ter entrado nesse caminho. No entanto, dizeres isso a ti próprio provavelmente não será suficiente para te livrares desses pensamentos e sentimentos acusatórios.

Outras emoções, como ira, raiva, ressentimento, também precisam de ser abordadas e resolvidas. Isso não deve implicar uma quebra de relacionamento, nem o deve colocar em risco. No LisboaCounselling sempre procuramos investir simultaneamente em duas áreas aparentemente opostas: o não pactuar com o vício e agir de forma intencional para ajudar a acabar com ele e, por outro lado, o reforçar e reconstruir do relacionamento.

 

Novas competências 

Counselling é, acima de tudo, um treino de novas competências. Significa não só aprender novas ferramentas e estratégias, mas desenvolver a capacidade de as colocar em prática nas situações do dia a dia; a capacidade de conseguir planear e decidir, mesmo quando a situação está difícil. Através do nosso trabalho conjunto, o cliente vai desenvolvendo uma maior autonomia, aprendendo a viver de forma mais plena, gerindo as suas emoções de forma a não ser controlado e dirigido por elas.

 

Counselling é um treino para mudança, nas áreas que necessitas ou desejas.

 

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Muitas vezes o meu cliente não é a pessoa que tem o vício, mas alguém que está próximo e que se importa o suficiente para se dispor a aprender a ajudar. Essa ajuda indirecta não será o suficiente para acabar com o vício no outro, mas pode começar a mudar o ambiente, a comunicação, os relacionamentos e mesmo as rotinas e, quem sabe, chegar a abrir alguma “porta” para que ele aceite começar a trabalhar para deixar o vício.

 

Não faças força!

Algumas abordagens que trabalham com os vícios, focam em regras, contratos, compromissos. Isso é muito interessante quando a pessoa já reconhece que tem um problema e está disposta a trabalhar para o resolver (e mesmo aí eu tenho algumas dúvidas quanto à necessidade de estratégias muito duras). Mas a maioria das pessoas nesta situação nega que tenha algum problema. Então, um “compromisso”, seja do que for, não é opção.

Tenho ouvido muitos familiares falarem de supostas estratégias, como cortar a net, ralhar constantemente, criando um ambiente insuportável ou mesmo pô-lo fora de casa. Eu não concordo que se deva pactuar ou permitir comportamentos destrutivos, mas estratégias mais duras, por exemplo de ruptura de relacionamento, só devem ser usadas quando se esgotaram completamente todas as outras opções. E mesmo assim, deve ser usada como um último recurso, uma última tentativa não de vingança ou destruição, mas de que ele caia em si e, eventualmente, se disponha a trabalhar para mudar.

A força pode quebrar, pode destruir, mas raramente traz restauração.

 

Comunicação positiva

O LisboaCounselling está a desenvolver uma abordagem muito própria, de baixo risco, de perseverança, de avanço passo a passo pelo lado positivo da situação. Esta abordagem é, sem dúvida, bastante “anti-natural”, seguindo um percurso oposto à maioria das abordagens usadas em Portugal.

Mas então, o positivo é permitir a autodestruição? É paparicar uma pessoa que está completamente errada? Não! De forma nenhuma! No entanto, dizer-lhe que ele está errado não resulta. Se tens esse problema em casa, já estarás cansado de usar essa estratégia, sem qualquer resultado… ou até mesmo com o agravamento da situação.

Então, o que significa usar comunicação positiva? Numa primeira fase, é importante a abordagem ser leve, tentativa. Identifica o pouco que ainda haja de positivo, as atitudes “normais” que ele ainda tenha. Por exemplo, se tens um filho viciado em jogos da net mas que ainda se senta à mesa convosco para jantar, que aceita ir passear o cão ou ir ao supermercado buscar umas coisas, ou até ir tomar um café contigo, tenta perceber que isso ainda são comportamentos do “mundo dos vivos”.

No vício, seja ele qual for, a pessoa começa a afastar-se cada vez mais dos hábitos considerados normais. Em fases mais avançadas, a pessoa pode já se ter desligado completamente dessas rotinas que todos nós seguimos. Então, se o teu “viciado” ainda mantém alguns desses hábitos corriqueiros e, aparentemente, de pouca importância, percebe que isso é um ponto de acesso que ainda tens a ele.

 

Gerir positivo vs negativo

Esses pequenos comportamentos positivos ou “normais” que ele tenha, devem ser identificados, valorizados e incentivados (de forma muito leve, claro!).

Quanto ao negativo, ao comportamento destrutivo que se repete, é preferível não falares dele, a não ser que possa colocar alguém em risco, claro. Esta é uma das nossas estratégias que podes achar absurdas e impossíveis de colocar em prática. No entanto, provavelmente já falaste do vício imensas vezes, sem qualquer resultado – é provável que, apesar dos teus “esforços”, o vício tenha vindo a piorar. Então essa abordagem não é eficaz. Até pode estar a indirectamente incentivar ou exacerbar o vício.

 

Focar no positivo 

Não o critiques nem envergonhes, principalmente na presença de outras pessoas. Em vez disso, surpreende-o. Deixa de dizer as mesmas frases que sempre dizes e que ele já nem ouve. Em vez de colocares a mensagem no “tu”, coloca-a no “eu”. Por exemplo, em vez de dizeres “tu precisas de sair mais de casa”, podes dizer “eu gostava de ir a… (algum sítio que faça sentido para ele) e queria companhia. Vens comigo?”

A grande diferença é não falar da coisa que não é suposto fazer (como o vício), mas daquela que é suposto, algo leve, positivo e que ajude a afastar, mesmo que só por um pouco, da prática do vício.

Tu não és o responsável pelo vício de outra pessoa, mas procura não ter atitudes que vês que encorajam o vício. É um pouco como dizeres “se queres destruir-te, eu não vou ajudar a que isso aconteça”.

E reforça a vossa relação. É importante haver alguém que ainda tenha acesso a ele. Procura manter essa porta aberta, mesmo quando não apetece.

 

Cuidar do cuidador

Numa situação tão difícil e desgastante como o lidar com um vício, é indispensável trabalhares o teu fortalecimento interior, resiliência e ferramentas não só para sobreviveres mas para te manteres em boa forma.

Procura gerir com sabedoria as tuas emoções. Quando elas estão ao rubro, é preferível fechares a boca e afastares-te. Não é desistir, mas perceber que essa não é a hora certa para falar. É uma retirada “estratégica” para recuperar as forças, gerir as emoções, planear o que fazer a seguir.

 

O objectivo nunca é pactuares com a destruição do outro, mas ajudá-lo a sair dela. Para isso precisas de força interior, muita perseverança e capacidade de planear e ajustar estratégias. No próximo artigo, irei falar acerca do tipo de apoio que podes encontrar no LisboaCounselling.

 

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Muitas crianças têm vícios e bastantes destes vícios até são incentivados pelo adulto. Isto acontece principalmente porque a maioria dos vícios não são vistos como tais, sendo considerados hábitos inofensivos ou até úteis. No entanto, um vício, seja qual for a idade, nunca é inofensivo.

 

Hábito, consolo ou vício? 

Um dos vícios mais comuns em crianças pequenas é a chucha ou chuchar no dedo. Pode ser visto como um “consolo”, útil em momentos em que a criança esteja triste ou cansada, por exemplo. Mas quando ela não consegue passar sem isso, já é um vício, uma dependência, por muito inofensiva que possa parecer. Outros vícios podem ser o fofinho, paninho ou peluche com que a criança vai para a cama e do qual não consegue separar-se. O hábito de ir para a cama dos pais também se pode tornar muito difícil de eliminar sendo, na maioria dos casos, bastante negativo. Gritar, chorar ou fazer birras, são usados por muitas crianças como estratégias de manipulação do adulto e têm a mesma dinâmica que outros tipos de vícios. Podemos ainda encontrar vícios ligados à alimentação, como a ingestão de doces ou de outros produtos menos saudáveis.

Nas crianças mais velhas, um dos vícios mais comuns é o da net, telemóvel, tablet, jogos,… as crianças têm extrema facilidade em lidar com esse tipo de ferramentas e, se não houver cuidado por parte do adulto, rapidamente isso se torna uma dependência. A preguiça, o não querer fazer (seja o que for, tanto de estudo como de tarefas de casa) é comum a muitas crianças e adolescentes, fazendo com que pais que não sabem como lidar com isso, vivam desesperados ao longo de muitos anos, por vezes até ao início da idade adulta. Muitos vícios estão ligados à boca, como roer as unhas ou os lápis, ou mesmo comportamentos inadequados em relação a determinados alimentos, que podem levar ao desenvolvimento de desordens alimentares (anorexia, bulimia, compulsão alimentar ou alcoolismo). O bullying também pode ser considerado como um vício, extremamente destrutivo e traumático para as suas vítimas.

 

Será mesmo um vício?

Podes estar a pensar que o teu filho tem algum(s) destes hábitos, mas que não achas que isso seja um vício. Nesse caso, podes fazer uma experiência bastante prática e elucidativa. Retiras-lhe essa atividade durante um tempo, por exemplo uma semana ou duas e vês até que ponto isso é possível. Se ele entra em desespero de tal maneira que acabas por ceder e lhe permitir fazer isso, é provável que já se tenha tornado uma dependência. No entanto, pode ser apenas o resultado de não teres desenvolvido ferramentas de liderança em relação ao teu filho, e de ele habitualmente te pressionar até conseguir o que quer.

 

Consequências

Um vício é um lugar de refúgio, o ambiente para onde a criança vai quando se sente desconfortável. No entanto, esse é um refúgio ilusório, que não ajuda a resolver o problema e apenas “consola” enquanto está a ser usado. Isso leva a que a criança recorra cada vez mais a esse vício, tornando-se emocionalmente mais frágil. Estas crianças têm baixa capacidade de lidar com a frustração e de se sentir felizes, normalmente desenvolvendo uma auto-imagem pouco positiva. A sua resiliência é baixa e têm pouca capacidade de lutar de forma ética e positiva por aquilo que querem (em vez de usar manipulação ou outras táticas menos corretas).

O vício, na realidade, impede estas crianças de aprenderem e desenvolverem outras formas alternativas de gerir situações que lhe desagradam. Acabam por ser sempre crianças / jovens / adultos, com um desenvolvimento geral abaixo do seu potencial inicial.

 

Quando se trata de uma criança, quem tem a capacidade e responsabilidade de agir para resolver o problema, é o adulto. O vício não vai embora por si só. Quando muito, com o tempo transforma-se noutro vício mais “adequado” à idade.

 

Precisas de ajuda para lidar com algum hábito menos positivo do teu filho?

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Uma dependência pode surgir numa actividade que é comum, inofensiva e até positiva. Não são apenas o álcool, drogas ou tabaco que “agarram” as pessoas.

 

Na verdade, um vício é apenas um comportamento que a pessoa tem e que já não consegue deixar de ter. Não tem que ser algo destrutivo em si mesmo. No entanto, a partir do momento em que a pessoa deixar de ter a liberdade de escolha e esse comportamento se tornar irresistível e compulsivo, ele torna-se uma ferramenta de autodestruição na vida dessa pessoa e, normalmente, dos que lhe são mais próximos.

 

Só faço isto porque quero! 

Uma característica comum à maioria das pessoas que tem um vício, é não o reconhecer como tal e, de cada vez que esse tema é abordado, afirmar que aquele comportamento não é vício, que está completamente sob controlo. Esta atitude deles, provoca um enorme desespero nos seus familiares, levando-os a acreditar que não é possível fazer nada para os ajudar a sair dali. Mas esta atitude não tem nada de novo, é o que seria de esperar, é característica de todas as pessoas que têm um vício e ainda não o reconhecem. Concordo que parece uma atitude que elimina a esperança. Mas o facto de ser a atitude normal, de não ser algo diferente do comum, ajuda-nos a perceber que as pessoas que já saíram de vícios, começaram por estar nesse mesmo patamar. Então, não é a negação da esperança, mas apenas o patamar de onde se pode começar a construir mudança.

Para além disso, para nós que trabalhamos com vícios, este é o patamar de onde já partimos muitas vezes para ajudar a recuperar vidas. É um local que conhecemos. Não que gostamos, mas do qual sabemos que é possível sair.

 

Vícios!? 

Como já referi, muitos vícios são actividades que imensas pessoas praticam sem estarem delas dependentes. Algo tão simples e comum como a net – redes sociais, jogos, vídeos, etc – são usados pela maioria das pessoas. No entanto, quando estas actividades começam a ocupar uma grande parte do tempo, a fazer com que compromissos (de trabalho, estudo) sejam negligenciados; quando a pessoa na realidade já não consegue parar no momento em que quer, embora pense o contrário, o vício já está instalado.

Outras actividades aparentemente banais, podem ser a televisão, o ficar na cama, o não sair de casa, o roer as unhas. Ir às compras, está a tornar-se um vício cada vez mais comum, trazendo graves problemas ao orçamento familiar. Alguns vícios existem escondidos, como é o caso da pornografia, que afecta uma enorme percentagem de pessoas, tanto homens como mulheres e até mesmo crianças – hoje em dia é facílimo estar a ver algo num écran, sem que ninguém à volta se aperceba.

Mesmo algumas situações considerados clínicas, como a depressão ou a ansiedade (ou até mesmo a gaguez), podem ter uma dinâmica muito semelhante à do vício.

Um exemplo de algo que é benéfico mas que, para muitas pessoas, já passou para o campo do vício, é o exercício físico.

Na verdade, quase tudo se pode tornar um vício, a partir do momento em que se torna um exagero e que sai do controlo. Facilmente podes perceber se determinado comportamento ou atitude que repetes bastante, já se tornou um vício. Podes definir um tempo, por exemplo uma semana ou um mês, sem fazer isso e verificares até que ponto consegues.

 

Consequências  

Uma das primeiras consequências mais óbvias, é que o vício consome tempo. Ele pode roubar do teu tempo de trabalho, de estar com a família, ou mesmo de descanso.

O vício funciona como um local de refúgio, aquele lugar para onde foges quando estás em baixo, cansado ou stressado. Assim, o vício fragiliza-te mais, diminui a tua resiliência e a capacidade de lidares com situações difíceis ou desagradáveis.

Para além disso, há consequências a nível neurológico. Os nossos hábitos e padrões criam determinados “percursos” e ligações no nosso cérebro. Quando alguns hábitos estão a criar “percursos” negativos, isso vai ter um impacto, um custo.

Os vícios têm um grande impacto destrutivo, não só na pessoa que tem o vício, mas também na sua família.

 

Um vício é uma escolha. Há um caminho de saída. Fazer esse caminho é uma luta, sem dúvida. Mas se te dispões a percorrê-lo, um dia o teu vício será apenas uma parte do teu passado.

 

 

 

 

 

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Como podes “chegar a tempo” sem correr? Um primeiro passo, pode ser a tomada de consciência de que correria  não é sinónimo de eficácia e nem de “chegar a horas”.

Tomemos como exemplo o trânsito. Em vez de estares no modo de que estás com pressa, podes relaxar, ir à velocidade que for possível, sem ficares a tentar ir mais depressa (quando isso é impossível) ou a colar ao carro da frente para o forçares a acelerar. Conduzindo deste modo, sem “colar” ao carro da frente, chegarás ao teu destino  à mesma hora que chegas se fores no modo frenético, só que com menos desgaste, menos stress para ti e para os outros e menos risco de bater.

Já agora, um pequeno à parte – pessoas que estejam a passar por picos de ansiedade ou ataques de pânico, quando o carro de trás tenta colar a elas, aumenta muito a probabilidade de desencadear uma crise. Respeitar a distância de segurança, é também uma questão de ética e respeito pelos outros.

O trânsito é apenas um dos temas em que podemos ver a tremenda aceleração em que vivemos. Para começares a inverter esse processo, procura identificar os teus temas de aceleração, as tuas áreas de desgaste, e começa a desenvolver estratégias para mudares isso.

 

Relaxar o corpo físico 

O nosso problema (e o nosso campo de batalha) está na mente. No entanto, muito trabalho de “recarregar baterias” pode ser iniciado no corpo físico. Isso porque o nosso corpo é afectado e acelerado pelo que estamos a sentir e a pensar.

Quando estiveres parado por uns momentos, por exemplo nos transportes, procura tomar consciência do teu corpo físico, sentir os músculos a ficar quietos e a relaxar; a largar a tensão; sentir os ombros a afastar-se das orelhas. Procura respirar de forma mais lenta, mas confortável, “convidando” o interior do teu corpo (pulmões, coração, etc) a abrandar o ritmo. Pode não ser fácil no início, mas dá um tempo a ti próprio, persevera, continua a treinar essa capacidade e, ao longo dos dias, vai estando atento a pequenas diferenças, percebendo se está a ficar mais fácil e mais natural.

 

Ferramentas de Mindfulness

Um dos benefícios do Mindfulness, é ajudar-nos a focar no presente, no aqui e agora. Ajudar-nos a sair da constante actividade mental tóxica e destrutiva: memórias e dores do passado, preocupações com o futuro ou intermináveis “filmes” que fazemos na nossa mente.

Para conseguires “segurar” a tua mente e focar no presente, concentra a tua atenção no teu corpo físico e nas informações que ele recebe. Foca nos sentidos, um de cada vez. Identifica o que vês à tua volta, o que ouves, os cheiros, os sabores, o tacto; o vento no rosto, o toque do chão debaixo dos teus pés, a textura do local onde estás sentado,…

Procura focar em muito pouco, um sentido, uma informação de cada vez. O tema é mesmo menos. Conseguires que a tua mente deixe de ser bombardeada com todo o tipo de coisas; começares a “fechar separadores”.

Através deste treino, vais permitir que a tua mente aquiete. Não é esvaziar a mente. O tipo de Mindfulness usado no LisboaCounselling tem algumas diferenças do praticado em ambientes mais zen. Eu não pratico o “esvaziar” da mente. Algo que está vazio, tem a tendência natural de voltar a encher. E se tens a mente vazia e estás relaxado, desatento, pode lá entrar algo que não queres. Para além disso, nós podemos alcançar níveis profundos de relaxamento e conseguir mudanças radicais dentro de nós, sem precisarmos de ter a mente vazia.

 

Redireccionar a mente

Então, o alvo não é ter a mente vazia, mas colocá-la em algo tão simples e tão leve que não a canse nem a desgaste. Para isso, podes colocar a tua mente apenas no nível dos sentidos. É o aquietar da mente, identificar as coisas à tua volta, o que percepcionas com os sentidos, mas sem actividade mental em volta disso. É conseguires, durante esses momentos, não pensar, ficando apenas em estado contemplativo. Isso vai aumentar a tua consciência do que te rodeia, a tua capacidade de visão.

Quando a nossa mente está habituada a pensar a tempo inteiro, não é fácil sair desse modo. Podes parar durante uns momentos e focar nos sons que estás a ouvir e logo a seguir os pensamentos estão de volta à tua mente. Não lutes contra eles. Não tentes mandá-los embora (isso só os torna mais fortes e mais “agarrados”). Simplesmente ignora-os e volta a colocar o teu foco, a tua mente em algo que está à tua volta, num dos teus sentidos.

Este parar da actividade mental, é como desligar um motor que está sobreaquecido. Permite descansar um pouco, recarregar baterias.

 

Solitude

Solitude não é solidão. Não é estares só nem sentires-te só. Não é uma situação em que “estás”. Pelo contrário, é uma escolha tua. É um tempo de reencontro e de aquietamento. É o aproveitares momentos a sós contigo próprio, com o Universo, com a Criação, com o Criador. É um tempo, por um lado, para reduzires e desligares os excessos, o frenesim, o cansaço; mas por outro lado, um tempo para ampliares a consciência do que te rodeia, para conseguires ver outras coisas e aumentar a tua capacidade de usufruir.

Solitude é um espaço e um tempo em que podes ampliar os teus limites e passar muito para além dos teus impossíveis.

 

Com usar tudo isto, no dia a dia?

As tuas pausas não vão simplesmente acontecer. Elas têm que ser intencionais e planeadas.

Pausas diárias – é bom fazer algumas pausas maiores, de preferência todos os dias. Pode ser meia hora ou uma hora, por exemplo. Podes aproveitar o caminho para o trabalho, estacionar o carro mais longe ou sair do transporte uma paragem antes e aproveitar a caminhar esse pouco. Mas não é apenas “ir a pé”. Aí estarás a trabalhar os músculos, o que já é bom. Mas podes aproveitar esse percurso para fazer muito mais – para descansares a mente. Então, usa este tempo para colocares em prática as ferramentas de Mindfulness de que falei acima.

Pausas minúsculas – outro formato que podes usar, é aquilo a que eu chamo pausas minúsculas. Mais uma vez, elas têm que ser intencionais. Podes parar de trabalhar apenas por dois ou três minutos e desligares a tua mente durante esses momentos. Vai à janela e deixa que os teus olhos se alonguem lá para fora, bebe um pouco de água ou um chá, come uma peça de fruta; faz alguns movimentos físicos, espreguiça-te, faz uns alongamentos, um pouco de mobilização de coluna – mesmo em contexto de trabalho é possível mobilizar um pouco o pescoço, os ombros, onde se acumula mais tensão. É uma questão também de habilidade, o conseguir planear estes momentos de forma discreta (não é impossível).

Tempos de espera – esperar é algo que quase toda a gente detesta. Mas faz parte da vida de todos nós. É um tempo não só inútil mas stressante. Então, porque não torná-lo num tempo útil? Para isso, precisas de mudar o teu mindset; sair do modo de “espera” para o modo de “pausa”. Se estás numa fila para alguma coisa ou no semáforo, desliga da sensação de estar à espera – a tua vez vai chegar exactamente no mesmo tempo, quer estejas relaxado quer estejas num frenesim. Coloca a tua mente em alguma outra coisa, o que estás a ver, a ouvir, em sensações físicas. Não é ficares “no outro mundo”, desligares completamente. É algo tão simples como desligares todas as tuas áreas que não estão a ser necessárias no momento. Por exemplo, deixas intencionalmente que os teus músculos relaxem, que a tua respiração fique mais calma, mas manténs o teu olhar no semáforo ou no écran onde irá aparecer o teu número de vez. Sentes o conforto do teu corpo, o desacelerar, mas estás suficientemente atento para avançares assim que chegar a tua vez.

 

Tudo isto não é fácil. Na sociedade em que vivemos, é mesmo anti-natural. É um caminhar contra a corrente. Mas é a maneira de te manteres em boa forma interior, de seres mais feliz e de evitares entrar em ruptura, mais cedo ou mais tarde.

E não é molenguice! Bem pelo contrário, é planeamento, intenção e aumento de eficácia.

 

Usa a criatividade e começa a mudar hoje mesmo!

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E se parares, a sós, o que é que vais contigo próprio durante esse tempo? Será que não te vais despenhar no vazio?

 

Medos

O medo, apesar de raramente ser reconhecido como tal, pode ser uma das principais razões que nos leva a fugir de momentos a sós. Se nunca paraste de verdade, esse pode ser um lugar desconhecido e estranho. Conheces a companhia de outros, sabes como é estar com eles, mas não conheces a companhia de apenas tu próprio. O que poderá acontecer? Que “diálogos” irás travar com o teu eu interior? Que coisas irás ver em ti e que preferias não ter visto?

De alguma forma, e apesar de normalmente não termos uma grande consciência de que sofremos de auto-cegueira, todos temos a sensação de que há coisas lá no fundo de nós próprios que desconhecemos. E a possibilidade de sermos confrontados com essas coisas e de virmos a encontrar o desconhecido que há em nós, pode ser bastante perturbadora.

No entanto, parar não tem que ser um tempo de introspeção. Pode, e deve, começar por ser uma actividade de reconstrução interior, sem riscos. Não temos que nos “partir”, para depois nos reconstruirmos. Esta é uma das maiores diferenças entre o counselling e a psicologia. Nós nunca começamos pela análise do problema (como a psicologia faz), mas por passos práticos para a sua resolução, começando pela restruturação, pelo alívio, pelo fortalecimento interior.

Então, se estás disposto a começar a parar, não uses esses momentos para introspeção, para observar o teu interior. Pelo contrário, dirige o teu olhar para fora, para o que te rodeia; aumenta a tua capacidade de ver e de usufruir.

 

Vazio interior

Essa sensação de vazio que de vez em quando nos bate à porta, vai fazendo mossa. Algumas pessoas são mais propensas do que outras a esse desconforto interior. Outras, nem se apercebem de que ele existe.

Pela lógica, como é que se resolve um problema de “vazio”? Enchendo, obviamente! Esta necessidade, normalmente inconsciente, leva muitas pessoas a se encherem com qualquer coisa que apanhem à mão – muita actividade, barulho, TV, net, numa correria imensa para tentar encaixar alguma peça nesse vazio. No entanto, da mesma forma que num puzzle, a peça errada não encaixa, também quando tentamos preencher os nossos desconfortos com peças que não são as adequadas, elas não vão resolver. Muito pelo contrário, podem aumentar ainda mais a sensação de vazio, levando a um esforço maior para o compensar, numa espiral descendente de imenso desgaste interior.

 

Falta de tempo

O excesso de actividades e de estímulos, aliado ao cansaço que provoca, leva a que haja uma permanente sensação de falta de tempo. Isso é ainda mais agravado pelas constantes mensagens (corretas e bem intencionadas) acerca da importância de passar mais tempo com o que é realmente importante, como a família. Então, naturalmente, não vais querer tirar do pouco tempo que tens para estar com os teus filhos. Eu compreendo e concordo. No entanto, este parar para recarregar baterias, não tem a ver com gastar mais tempo, mas com fazer uma gestão do tempo diferente, mais equilibrada, mais eficaz. Quando eu trabalho gestão de recursos (tempo, finanças ou outro) com um cliente, no final do nosso tempo de “treino” de novas competências, é comum ele dizer que está a ter o suficiente para fazer o que fazia antes, para usar as técnicas e estratégias que desenvolvemos e que por vezes ainda sente que tem um pouco de sobra.

Então, “parar” não é inserir mais um bloco de tempo (aparentemente não produtivo) numa agenda já sobrecarregada, mas arrumar de forma diferente.

 

Mentiras

A pressão social, que vem sob a forma de mentiras, quando já não temos energia para lutar, pode facilmente levar-nos a “embarcar” nessa onda.

Estar fora do comboio, ser estranho, absurdo, não fazer sentido, são alguns dos conceitos com que esta sociedade acelerada e desgastada nos pressiona, tentando que todos caminhem dentro do mesmo modelo de correria incessante.

 

Orgulho

Os conceitos ligados ao nosso orgulho natural, têm um grande peso. A ideia de que, se não fizermos algo, isso será uma calamidade, é tão absurda como a crença de que somos insubstituíveis. Cada ser humano é especial e precioso, mas o orgulho, em vez de aumentar esse valor, acaba por o diminuir, por “desfeiar” o quadro.

 

Hoje é o dia certo para começares a abrandar.

Achas que não podes? Quem sabe, começares apenas com 15 minutos por dia.

No próximo artigo (e último desta série) vou falar de algumas ferramentas e estratégias práticas que podes usar e que podem marcar o início de uma mudança radical na tua vida.