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Lisboa Counselling
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“Se não paras, o teu corpo vai parar-te”.

A nossa capacidade de continuarmos a correr, quando já estamos “mortos” há muito tempo, é imensa. E durante algum tempo parece funcionar, levando as pessoas a esticar a sua capacidade até muito para além de qualquer limite razoável. O problema disso é que, quanto maior for o esticar, maior vai ser a queda.

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Visão distorcida 

Um dos sinais de burnout é precisamente um aumento da intensidade, seja no trabalho seja em algo que supostamente “tem que ser feito”. Paradoxalmente, quando o nosso corpo e mente começam a dizer que já não aguentam, a nossa tendência natural é para aumentarmos e exigirmos ainda mais deles, tentando convencer-nos de que estamos a conseguir, de que não precisamos de mudar nada. É esse esforço final, para além do limite que já foi ultrapassado há muito tempo, que leva a uma situação de ruptura, que pode ser mental, emocional ou mesmo física (como AVC, ataque cardíaco, ou situações de ruptura menos óbvias, como um cancro diagnosticado já numa fase terminal).

À medida que a pessoa continua a esforçar-se, é como se fosse desativando os sinais de alarme que a sua mente lança, tornando-se cada vez mais insensível ao cansaço e mais convencido de que isso é normal.

Em termos desta distorção da capacidade de se ver a si próprio, as pessoas próximas (familiares e amigos) podem ter um papel fundamental em identificar mais cedo esses sintomas e procurarem aprender a lidar com a situação.

 

Abrandar

Abrandar o ritmo interior e de funcionamento não significa preguiçar. Sejam as pausas, seja um abrandamento geral do ritmo, vão reduzir a sensação de frenesim, de excesso de estímulos e actividades a toda a hora. Isso vai diminuir muito o desgaste interior e aumentar a atenção e a competência naquilo que se estiver a fazer.

Este parar, não é ficar a olhar para a TV ou para a net (o que agrava ainda mais o desgaste) mas uma tranquila ampliação da nossa consciência. Aquilo que à primeira vista pode parecer menos, ou limitado, na realidade é um aumento da capacidade de viver de forma plena e intencional.

 

Vantagens 

O abrandamento, a capacidade de fazer pausas, de “desligar da ficha” de vez em quando, vai ajudar a recarregar baterias, a reduzir os efeitos do desgaste, a repor o equilíbrio físico, mental e emocional. E vamos desenvolvendo a habilidade de fechar “separadores”, temas que estão abertos na nossa mente a tempo inteiro, que não são lá necessários e apenas estão a consumir energia. Vamos começando a identificar e eliminar temas tóxicos (aqueles que roubam a nossa alegria de viver, que nos tornam amargos e de pavio curto, que prejudicam seriamente os nossos relacionamentos – quantas discussões já começaram, por um de vocês estar demasiado acelerado ou com um ritmo muito diferente dos outros?)

Quando o parar e abrandar estão ligados ao desenvolvimento de uma gestão de tempo positiva, que tenha em conta também o bem-estar e não apenas a (aparente!) produtividade, acaba por levar a que o tempo renda mais, que tenhas mais disponibilidade e tempo para o que é importante. Isso acaba por trazer vários benefícios colaterais como, por exemplo, a redução da sensação de culpa por estares a deixar para trás coisas que são importantes, como a família e a saúde.

 

O que está em questão, não deve ser se precisas de parar (todos precisamos!), mas que podes desenvolver a capacidade de o fazeres. Parar pode ser uma escolha, em vez de um shut down.

 

Parar é muito mais fácil e menos “dispendioso” do que imaginamos. Na verdade, o que é difícil é nos dispormos a isso. Mas quando ultrapassamos essa barreira do “impossível”,  permitirmo-nos  verificar que não só é possível, mas muito mais produtivo do que continuar no mesmo ritmo.

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Ao longo dos tempos, sempre houve pessoas que cultivavam esse estado contemplativo como um caminho, um meio de os ajudar a alcançar níveis mais profundos. Podemos encontrar isso nos antigos sábios, pensadores e filósofos, mas também em poetas, músicos, pintores e outros artistas, que usavam esses momentos de paragem para conseguirem ampliar a sua capacidade de visão, de entendimento e de expressão do que estavam a experimentar.

 

Perda de tempo?

Parar é um período em que parece que não se está a fazer nada a não ser perder tempo. Mas na verdade, quando nos permitimos parar estamos a fazer algo muito importante e que não é tão fácil assim – estamos a recarregar baterias; estamos a criar um ritmo de vida que nos permita funcionar bem, a longo prazo.

A noção de possibilidade de ruptura está bem clara na mente de todos nós mas normalmente não a aplicamos a nós próprios. Apesar de termos bastante informação nesse sentido e de “acreditarmos” que isso é real e que muitas pessoas entram em processos de ruptura com maior ou menor gravidade, devido a demasiada pressão, raramente temos a consciência de que isso pode acontecer mesmo a nós (não apenas aos outros). Essa será uma das principais razões para que a maioria das pessoas não tome medidas para evitar esse desgaste.

 

Diferente gestão de tempo e recursos

“Neste momento não posso dar-me ao luxo de parar”, é uma expressão que eu oiço com frequência. No entanto, estas pausas intencionais (que não são apenas ficar a preguiçar) dão-nos uma distância mental que nos permite olhar para as situações com um olhar mais fresco, com maior capacidade de visão e análise e também com mais capacidade e energia para lidar com as nossas situações com uma atitude mais positiva, adequada e eficaz. Isto leva a uma melhoria e maior eficácia na gestão que fazemos dos nossos recursos e do nosso tempo. Na verdade o modo de “correria”, por si próprio, já consome tempo e leva-nos a também desperdiçar grandes fatias desse bem precioso.

“Quando comecei a trabalhar a ideia de abrandar, pensei que isso só seria possível nesse período em que eu estava de baixa, imposta pelo médico (diagnóstico: burnout), alguns dias antes de eu começar a fazer counselling com a Mena. Agora que estou de volta ao trabalho, consigo manter este novo ritmo sem qualquer diminuição na minha produtividade, e com mais qualidade / estabilidade e menos stress para mim e para os que estão à minha volta. E consigo ter tempo para fazer muitas coisas que antes sabia importantes mas não conseguia fazer, nomeadamente com a minha família.

O meu dia tem as mesmas horas que tinha antes. Mas eu aprendi a fazer uma gestão intencional e eficaz dele. Para além de agora conseguir ter tempo para os outros, desenvolvi esse hábito de ter um “tempo zero” para mim, cada dia, que me permite limpar os tóxicos e desgastes e recarregar baterias.”

 

Viver o presente vs egoísmo 

Muitas pessoas lamentam não terem feito algo, ou não terem usufruído mais de alguém enquanto esse alguém ainda estava com eles – sejam filhos que já saíram de casa, uma relação que chegou ao fim, alguém que já não está vivo ou sonhos / desejos que nunca foram concretizados. Na maioria das pessoas isso acontece porque vivem no passado, ou no futuro, e se esquecem completamente de viver o presente. As memórias e dores do passado, as preocupações com o futuro ou mesmo intermináveis divagações em relação a coisas que nunca vêm a acontecer, consomem o nosso tempo e impedem-nos de viver o presente. O parar, ajuda-nos a tomar consciência deste presente, a tomarmos posse dele, a decidirmos viver nele. Apreendendo com o passado, sem dúvida, planeando o futuro, óbvio, mas… vivendo o presente. Este é o único momento que realmente temos nas nossas mãos.

 

Parar é possível. E o dia certo para começar a fazer isso, é hoje!

Vamos continuar a olhar para este tema ao longo dos próximos artigos.

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Dentro de uma abordagem holística, precisamos de ver o ser humano como um todo, com a sua área física, mental, emocional e espiritual. Apesar de serem áreas distintas, elas estão interligadas e influenciam-se mutuamente. Será muito difícil uma área estar completamente bem e saudável quando outra, ou outras, estão em sofrimento ou em deficit.

 

Nos dois artigos anteriores, falei principalmente da área mental e emocional. Neste vou abordar de forma breve a área espiritual, a sua importância para a nossa vida e a forma como afecta as nossas emoções.

 

Espiritualidade

A consciência de que há algo superior a nós existe em todos os seres humanos, sem qualquer dúvida. Todas as pessoas, de todas as culturas, adoram algum tipo de divindade – mesmo os que se dizem totalmente descrentes, estão a idolatrar alguma coisa, normalmente em forma de uma filosofia ou conceito de vida.

A forma como lidamos com a nossa espiritualidade e a relação que desenvolvemos com o divino, também vão afectar as nossas emoções. Muitas pessoas veem a religião como a expressão da espiritualidade. No entanto, a ideia de Natal não tem nada a ver com religião. É algo tão simples como Emanuel, Deus connosco. É a atitude de Deus de Se tornar como um de nós, de habitar entre os homens durante cerca de três décadas e de deixar aberto o convite, não a seguir uma religião ou filosofia, mas a uma relação pessoal, um a um, com Ele. Esta é a realidade e a mensagem que Ele nos deixa na Sua Palavra. E a forma como reagimos a essa mensagem e a esse convite, tem um efeito profundo na nossa vida e nas nossas emoções.

 

Natal e emoções 

A carga emocional ligada ao Natal, vai para além de todos os valores familiares. Na sua base, ela está ligada à forma como nós lidamos com a existência desse Deus Homem que quer relacionar-Se connosco. Caso contrário, as pessoas que acham que o Natal não tem qualquer importância espiritual, não estariam sujeitas a essas flutuações emocionais a ele ligadas.

 

Espiritualidade e terapia?!

Em Portugal ainda é bastante forte a ideia de que um profissional de saúde não deve falar de espiritualidade. Na verdade, em muitos espaços de saúde é completamente proibido abordar esse tema com os pacientes. Por um lado, eu entendo que seja importante o cuidado em não levar um tema que pode ser controverso a uma pessoa que está doente, fragilizada e, portanto, mais facilmente “influenciável”.

Por outro lado, não podemos esquecer que a espiritualidade é uma das áreas do nosso ser… e é um “recurso” que nós temos. Cada vez mais médicos, mesmo descrentes, reconhecem que ter uma fé facilita muito a recuperação de doentes e aumenta a probabilidade de sobrevivência em doenças mais graves. Então, como profissionais de saúde, será que faz sentido recusarmos aos nossos pacientes usar esse recurso?

 

Espiritualidade e counselling

Counselling é uma abordagem holística. Por isso, faz sentido abordarmos todas as áreas do ser humano. Nos nossos códigos de ética, tanto no UK como na Austrália, o counsellor deve estar disposto a abordar temas espirituais com o seu cliente se este o desejar. Em algumas situações mais graves, como depressão profunda ou temas ligados a abuso / perdão, a espiritualidade pode fazer toda a diferença.

 

As emoções e o Natal

Todos nós fomos criados com uma área espiritual. O vazio interior que angustia tanta gente, está mais ligado à espiritualidade do que propriamente às emoções, embora seja sentido como emoção.

Como podes tornar as tuas emoções mais positivas? No artigo anterior, eu falei da atitude positiva, do usufruir das pequenas coisas, de sentir gratidão. Isso é parte de um “treino” para influenciares e mudares as tuas emoções. Podes tornar esse treino mais profundo, tendo a consciência da área espiritual. Ao começares a sentir-te grato perante Deus – pela vida, pela saúde que tiveres, pelas milhentas pequenas coisas que são preciosas – começam a mudar não só as tuas emoções mas também o teu olhar, a tua capacidade de ver mais além e de encontrar a Paz que desejas.

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Tu podes influenciar o ambiente do teu Natal; não só as tuas emoções mas o ambiente à tua volta. É uma escolha, uma atitude, intencional e ativa.

 

Emoções vs mente

A tuas emoções, o que sentes em cada momento, é reflexo dos teus pensamentos. Então, o teu campo de batalha é a tua mente – não o esperar que os outros sejam diferentes para que tu possas ser feliz, mas o desenvolver de uma atitude mental que promova o bem-estar interior, em ti e nos outros.

 

Gratidão vs expectativas

A nossa tendência natural é para termos expectativas, para assumirmos o que os outros “devem” fazer. Se seguimos esse caminho, o mais natural é ficarmos desiludidos. Os outros dificilmente irão satisfizer todas as nossas expectativas – e nem é esse o seu papel; eles não foram criados para nos satisfazer.

Por outro lado, as expectativas matam a gratidão. Sempre que alguém te dá diferente ou um pouco menos do que esperavas, o que vais sentir é desagrado e não gratidão. O resultado é amargura dentro de ti e o aumento de desgaste na vossa relação. Pelo contrário, se decides (e é uma decisão!) desenvolver a gratidão dentro de ti, vais sentir-te melhor e vais mais facilmente construir e fortalecer o vosso relacionamento. A gratidão é uma escolha, é uma atitude ativa de construção, ou mesmo de contribuição para a restauração de um relacionamento.

 

Copo meio cheio 

Tu tens o poder de escolher as tuas atitudes; talvez não de mudar a tua família como gostarias mas de, através de mudança no teu agir, começares a influenciar também a mudança no teu ambiente familiar. Podes pensar que com a tua família isso é impossível. Eu não estou a desvalorizar nem a aligeirar o desgaste em que vocês possam estar. Mas mesmo as situações “impossíveis”, podem ser trabalhadas e mudadas.

Tu podes escolher ter o copo meio cheio; tomar consciência das pequenas coisas que vão acontecendo e valorizá-las. Isto pode requerer intenção e trabalho. A tendência natural, como seres egoístas que somos, é repararmos no que falta, no que não está a acontecer, e ficarmos à espera que aconteça. Um dos problemas disso é que, enquanto estamos à espera daquilo que tanto queremos, nem reparamos em milhentas outras pequenas coisas que estão a acontecer. Ansiando por algo que não vamos ter, desprezamos o que temos.

 

Como mudar isso?

Fala-se muito em mudança de dentro para fora. Eu reconheço que isso seria o ideal, sem dúvida. Mas é um conceito em que eu não acredito muito, quando são os humanos que estão no controlo. Por isso, a minha abordagem está ligada a uma mudança precisamente em sentido oposto, de fora para dentro. Ou seja, vais começando a mudar as tuas atitudes, vais saboreando algo que não é o que querias, mas o que tens; vais mudando o teu foco, daquilo que estava nos teus anseios, para aquilo que está nas tuas mãos; vais tomando consciência das coisas boas e positivas que vais tendo e começas a valorizar essa coisas… e a usufruir delas. No início, é uma escolha, uma decisão, e sei que pode não ser nada fácil. Mas há medida que o teu olhar começa a identificar o positivo, as tuas emoções também começam a mudar. Vais tomando consciência de que até tens muitos motivos para te sentires grato e vai ficando mais fácil sorrir e agradecer.

Neste tipo de “percurso”, vais investir em mudar por fora, as tuas atitudes, as tuas palavras. Pode parecer-te hipocrisia, dizeres algo agradável quando não tens vontade. O que vai fazer toda a diferença é a intenção – se estás a dizer apenas palavras vazias ou se estás a procurar alargar a tua visão, fazer uma análise mais positiva e influenciar o teu ambiente. E aí o teu interior, as tuas emoções, a tua capacidade de agir positivo vai também começando a mudar.

E mesmo em relação a problemas graves que haja na tua família, a atitudes ou comportamentos que não devam ser permitidos, ao desenvolver uma atitude interior mais positiva, terás muito mais capacidade de agir de forma eficaz para lidar com essas situações.

 

As tuas emoções são influenciadas por diversos fatores. Tu podes escolher não só o tipo de atitudes, mas também as emoções que queres cultivar dentro de ti.

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Esta é uma época em que o nosso lado emocional tende a estar mais sensível e a mais facilmente fugir do nosso controlo. São mais frequentes aqueles momentos em que as emoções saltam para a superfície e muitas vezes não as compreendes, não sabes de onde vêm nem como lidar com elas.

Talvez vás tentando ignorá-las e digas a ti próprio que “isso não é nada”, mas elas continuam a persistir em bater à tua porta. Aqueles momentos de tristeza que parecem surgir do nada; a sensação de profunda solidão, que até talvez saibas de onde vem (mesmo que tenhas toda a família à tua volta); os picos de ansiedade, da qual muitas vezes só te apercebes quando uma inspiração mais forçada te leva a tomar consciência da falta de ar que estavas a sentir, ou quando a tua mão se dirige automaticamente ao pescoço, tentando aliviar um pouco a tensão acumulada.

 

Mas, porquê? 

O Natal acaba por mexer connosco muito mais do que apenas ao nível dos presentes. Algo bem fundo dentro de nós continua a ter alguma noção de como deveria ser. Apesar de vivermos num mundo “quebrado” há uma semi-consciência de que não deveria ser assim, e surgem na nossa mente conceitos de base que não estão assim tão ultrapassados: a ideia de família, de unidade, de paz e harmonia que tanto desejamos. A noção de que esses conceitos estão muito mais fora do nosso controlo do que gostaríamos, não consegue apagar completamente esse anseio por uma restauração, por um reencontrar da felicidade.

 

Expectativas

Apesar de termos essa como que lembrança ancestral de um mundo perfeito (uma família perfeita, uma sociedade perfeita,…) acabamos por também nós contribuir para a instabilidade e a desarmonia. Quanto maior é a consciência de como deveria ser, maior a decepção pelo que é a nossa realidade. Pior do que isso, numa tentativa de agarrarmos aquilo que tanto desejamos, criamos expectativas. E apesar de sabermos que aqueles que amamos continuam a não ser perfeitos, continuamos a esperar (atitudes diferentes, gestos diferentes) contra toda a lógica. À medida que o Natal se desenrola, vai-se instalando a angústia de esperar o que no fundo sabemos que não vai acontecer. Vais continuando a esperar e depois és confrontado com o facto de que está tudo igual: os conflitos, as atitudes desagradáveis, o egoísmo, a falta de interesse pelos outros, … Talvez vás investir tanto em ter o jantar perfeito e o ambiente perfeito e ninguém vai valorizar nem agradecer.

 

Presentes  

O Natal quase se resume a compras e presentes e se esquece afinal de onde vem essa ideia de celebrar esta época. O frenesim das compras é como que uma energia que talvez mantenha as coisas a funcionar, mas acaba por não ser suficiente para apagar o imenso vazio interior. E todo o ambiente de Natal leva a que muitas pessoas vivam uma época de yo-yo emocional, alternando entre a alegria que esta época, as musicas, as iluminações,  lhes trazem e as emoções negativas que vão surgindo pelo meio.

 

Escolhas 

Uma das principais áreas de trabalho em counselling é o desenvolvimento da consciência de escolha e da capacidade de fazer essas mesmas escolhas, de identificar as várias opções, mesmo (e principalmente) aquelas que não são visíveis a um primeiro olhar, e de decidir em que ambiente queres estar, onde queres manter a tua mente… e as tuas emoções.

No próximo artigo vou falar um pouco mais sobre este aspecto.

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A auto-capacitação é a prioridade, para uma vítima de mobbing. E todo o trabalho de counselling é desenvolvido com base neste conceito.

 

Fortalecimento emocional e mental 

Em counselling, falamos bastante em termos de “músculos” mentais e emocionais. Apesar de não se verem, como uma componente do nosso corpo físico, eles existem de forma funcional. É o bom ou fragilizado estado deles que nos leva a suportar uma situação de crise ou, pelo contrário, a desabar quando nos deparamos com o problema.

Sendo assim, é tão fundamental fortalecer estes músculos numa pessoa que está a travar uma batalha, seja ela qual for, como o treino de fortalecimento de um atleta que vai para uma alta competição ou de um soldado que vai para a guerra. Por isso, em counselling, este treino é feito desde o início, acabando por ser não uma simples “tarefa” mas um estilo de vida, uma consciência e capacidade de a pessoa se manter em boa forma interior – só este aspecto, já vai contribuir para desencorajar o agressor que, normalmente, prefere pessoas mais “frágeis” que ele sente que estão à sua mercê.

Então, o fortalecimento interior serve não só para ajudar a sobreviver e a reduzir o impacto da situação, mas também para capacitar a pessoa para travar essa batalha.

 

Reestruturação interior

Uma situação de violência pessoal, como é o caso do mobbing, provoca não só um imenso desgaste e fragilização interior, como a própria desestruturação do eu interior da pessoa. A pressão que é exercida sobre ela, cria montes de ideias e imagens negativas e quase sempre mentirosas, como dúvidas, sentimentos de culpa, confusão, etc. A pressão constante leva a pessoa até a duvidar de si própria e das suas capacidades, da sua sanidade mental, ou da sua responsabilidade – é muito comum, em qualquer dos tipos de violência pessoal, a vítima acreditar que aquilo que está a acontecer é responsabilidade dela ou, até, que é ela que está a ter atitudes menos correctas.

Counselling trabalha toda a área de reestruturação da pessoa, começando com aspectos simples e até com a estruturação externa, como a organização das rotinas, dos cuidados pessoais, das relações interpessoais, etc. E avança para áreas mais profundas, ajudando a desenvolver uma melhor gestão do pensamento e das crenças, uma auto-imagem mais correcta e positiva, a substituição de conceitos mentirosos (como “a culpa é tua”) pela verdade que os nega.

 

Competências de comunicação positiva

O LisboaCounselling tem vindo a desenvolver uma abordagem positiva, em que a maior parte do trabalho é feito avançando pelo positivo. Não é pensamento positivo, do tipo “isto vai correr bem” (sabemos que as coisas não funcionam assim) mas determinação em usar toda a nossa capacidade positiva, de forma intencional, planeada e muito focada, para alcançarmos os alvos que desejamos.

Podemos pensar, por exemplo, em dizer a uma pessoa que ela é mal-educada porque não nos diz bom-dia ou, pelo contrário, em tomarmos nós a iniciativa e a cumprimentar de forma simpática. Aqui, ela terá mais dificuldade em se mostrar tão indelicada (ou, se o fizer, estará a assumir que ela é que é grosseira). Este é um exemplo muito banal mas penso que ajudará a perceber como, usando competências de comunicação positiva de forma intencional, podemos influenciar o comportamento de outros.

Em situações de violência pessoal, podemos adquirir e treinar competências que vão ajudar a desenvolver a capacidade de prevenir ou evitar alguns pontos de abuso, dificultando as investidas do agressor. Em situações mais graves, podemos desenvolver competências que vão impedir a agressão, sem ser pela força e, sempre, numa abordagem de baixo risco, de forma a que a situação não fique pior do que já está.

 

Análise e tomada de decisão 

Há medida que o nosso cliente vai ficando mais estável e estruturado, vamos também desenvolvendo a sua autonomia, a capacidade de prever situações, de planear estratégias específicas para lidar com elas, a capacidade de tomar decisões de forma consciente e não dirigido pelas fortes emoções que esta situação provoca.

Irá também perceber as mudanças que estamos a conseguir fazer ao longo das semanas, o que será possível mudar no todo, até que ponto quer continuar ali ou mudar de local, identificar opções, aprender a gerir os aspectos práticos, etc.

No caso de perceber que a situação continua insustentável, que não conseguirá mudar o suficiente as atitudes do seu agressor para que seja positivo continuar ali, é importante avaliar as várias opções, começar a construir um plano B, perceber que este se pode tornar muito mais interessante e gratificante do que o plano A. E, se for esse o caso, sair por opção sua e não por derrota; perceber que tem um papel activo na sua vida, que não está à mercê das vontades dos outros.

 

Durante o processo de counselling, uma das coisas talvez mais marcantes que o nosso cliente alcança, é o sair do modo de que “eu não posso fazer nada; só aguentar”.

Uma situação de violência pessoal, seja qual for o tipo, é uma situação de risco. E não vai mudar, a não ser para pior. Se estás nessa situação, precisas de desenvolver competências específicas para lidares com ela.

Não fazer nada, não deveria nunca ser a opção. Tu podes fazer algo. Tu podes começar a mudar a tua situação, passo a passo e sem correr riscos.

Se precisas de ajuda, contacta-nos!

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Um dos primeiros aspectos a ter em conta é que mobbing é crime e, portanto, uma situação de risco. O agressor, nesta situação, tem o mesmo perfil do bully. Normalmente é alguém bastante inteligente e que não quer ser apanhado. Este aspecto, apesar de ele/a ter  uma crueldade extrema, leva-o a ter algum cuidado com a forma como se expõe. Ou seja, ele provoca o máximo de destruição mas procurando que as suas táticas não sejam detetadas, o que mantém a sua acção dentro de alguns limites.

 

Quais os riscos, numa situação destas? 

O mais óbvio é a saúde e a sanidade mental. A vítima desta situação vai passando por um enorme desgaste, podendo desenvolver doenças psicossomáticas ou mesmo mentais, como depressão, esgotamento, ataques de pânico, etc.

Para além disso, muitas vezes há o risco de problemas legais, como um processo disciplinar ou mesmo despedimento. Apesar de o agressor gostar de “manter” a sua vítima, a sua pressão pode ter o objetivo de levar a pessoa a ser afastada.

 

Como agir? 

Nunca confrontes um agressor diretamente. Não tens qualquer hipótese de ganhar essa batalha. Ele é um criminoso, uma pessoa astuta e cruel, provavelmente já com muitos anos de “treino” nessas dissimuladas estratégias de agressão.

É importante perceberes a situação em que estás, conheceres as suas características e os riscos. Isso vai também ajudar a manter a tua sanidade mental, perceberes que não é culpa tua ou algum problema que tu tenhas, mas um indivíduo com características muito específicas, que ele já tinha desenvolvido muito antes de te conhecer. Tu não és responsável por essa situação.

No entanto, o teu medo aumenta o poder do teu agressor sobre ti e mesmo os possíveis riscos. Mas então, como podes estar consciente de que há um psicopata a “investir” em ti e não sentires medo? É um equilíbrio que precisas de desenvolver. A tomada de consciência, por um lado, que te permite tomar atitudes mais conscientes e planeadas mas, por outro, uma atitude relativamente leve, não aterrorizada, que é indispensável para poderes reduzir os riscos e o poder do teu agressor sobre ti. Quando és dirigido pelas emoções, estás muito mais à mercê do teu agressor.

 

Também há mulheres agressoras? Ou são sempre homens? 

Recentemente li um artigo que comentava que as mulheres estão a desenvolver uma postura muito mais autónoma, independente, e muito mais ativa (agressiva?) tanto nas relações amorosas como a nível de trabalho. Cada vez é mais comum mulheres assumirem um papel dominante na sua relação amorosa e mesmo serem elas a seduzir o seu parceiro. As situações de assédio sexual já deixaram de ser um problema apenas das mulheres. No local de trabalho, têm aumentado muito os casos em que são as mulheres as agressoras. As atitudes delas tendem a ser mais camufladas, mas podem ser muito mais destrutivas do que as dos homens. Quando o “alvo” é um homem, a situação torna-se muito delicada, pois ainda se considera vergonhoso o homem dizer que está a ser maltratado por uma mulher. Mas seja quem for o agressor, permitir que a situação continue é uma forma de reforçar essa atitude; é estar a ser cúmplice.

 

Se estás numa situação de abuso, o primeiro passo é o teu fortalecimento interior, o reestruturares-te, recuperares o teu equilíbrio e bem-estar. E, tanto quanto possível, manteres-te fora do alcance do teu agressor.

As estratégias a usar para começares a mudar a situação, devem ser planeadas com cuidado, de forma a não correres riscos.

 

No próximo artigo, vou falar do tipo de abordagem usada em counselling, para lidar com estas situações.

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“Será que sou eu que estou a enlouquecer?”, perguntava-se frequentemente a Cristina. Pequenas coisas desapareciam, objectos eram mudados de lugar, trabalhos sumiam e outras coisas apareciam onde não deviam estar. E sempre havia indicações ou “provas” de que tinha sido ela a fazer isso. Quando desapareceu um documento importante, que criou um enorme rebuliço e, dois dias mais tarde apareceu numa das gavetas da sua secretária, ela sentiu que foi a última gota.

 

“Mudaram a reunião para uma hora mais cedo e não me informaram. Quando cheguei estava a acabar.”

Apesar de continuar a ter um cargo de liderança (supostamente!), desde a última restruturação, o Paulo passa o dia inteiro sem fazer quase nada. As poucas tarefas que lhe dão, são muito inferiores às suas capacidades e, na maioria das vezes, não servem para nada. Ocultam-lhe informações ou dão-lhe dados desatualizados ou mesmo errados. Apesar de a sua presença, na realidade, ser inútil, há uma pressão constante para que ele cumpra o horário ao minuto.

Quando procurou ajuda, o Paulo estava num processo de depressão bastante grave.

 

A Marta é secretaria de direção. Com formação e capacidades que lhe permitiam ser mais do que isso, é alvo de frequente boicote por parte do chefe. Ele decide alterar um trabalho que ela acabou de fazer e exige que ela volte a fazer tudo do início, pede-lhe tarefas praticamente impossíveis e chama-lhe incapaz e pouco produtiva. Dez minutos antes da hora de ela sair pede-lhe para ela fazer um trabalho urgente mas que é obviamente inútil ou que no dia seguinte ainda está em cima da secretária.

 

O André vive num ritmo de trabalho alucinante. Pedem-lhe enormes quantidades de trabalho, com prazos praticamente impossíveis de cumprir, com exigências e detalhes que na prática não são realizáveis. Enquanto isso, os colegas têm um ritmo de trabalho bem mais relaxado, inclusive com tempo para irem tomar café ou fumar.

 

A Sofia vive num ambiente de implicância e críticas constantes. O seu trabalho tem sempre defeitos, mesmo quando ela tem consciência de que isso não é verdade. No seu local de trabalho é mantido um ambiente de hostilidade constante em relação a ela. Pior ainda é que, ao longo do tempo, os seus colegas vão sendo recrutados para esta guerrilha, de maneira que ela está praticamente isolada.

 

 

Muitas das vezes que entrava no trabalho, Elisa sentia os olhares dos outros sobre si; normalmente de reprovação, por vezes de gozo e escárnio. Ela sabia que havia “informações” acerca dela a serem passadas e comentadas por toda a gente. Por vezes, ela percebia o teor do “assunto do dia”, normalmente mentiras graves, ou alguma colega lhe contava o que tinha ouvido. Apesar da gravidade da situação, ela demorou bastante tempo a perceber que aquilo não era simples má-língua, mas algo intencional e desencadeado sempre pela mesma pessoa.

 

 

Os detalhes, numa situação de mobbing, podem ter aspectos muito variados e mesmo, como se vê nos casos que partilhei acima, haver situações que parecem ser o oposto de outras. No entanto, há sempre um alvo de destruição intencional e planeada na vida destas pessoas. Aquele que está por detrás destas atitudes é um agressor, com o mesmo tipo de perfil que podemos encontrar na violência doméstica ou no bullying.

 

Consequências

Este tipo de agressor tem uma intenção, e na maioria dos casos consegue levá-la a cabo. Uma das principais características na identificação destes casos, é o processo de desestruturação ou mesmo degradação em que a vítima se encontra. São sempre situações que provocam humilhação na pessoa, podendo rapidamente levar a um quadro depressivo grave. É criado um ambiente de confusão mental em que a vítima começa a já não ter bem a certeza do que se está a passar ou a não saber se determinadas afirmações ou “factos” são mesmo reais. Em muitos casos, o desgaste que esta situação provoca e a instabilidade e insegurança permanente em que a pessoa está, levam a uma perda progressiva das suas capacidades ou eficiência (agravada por estratégias de boicote, sabotagem, manipulação, etc).

Normalmente acaba por ir havendo uma perda de credibilidade progressiva da vítima desta situação, reforçada por pontos de ruptura e/ou baixa médica.

 

Violência pessoal é crime e é uma das situações mais destrutivas em que uma pessoa se pode ver envolvida. É, sem dúvida, uma situação de risco. Mas “ficar lá” não é a única opção. Aliás, essa nunca deveria ser a opção.

No próximo artigo vou falar um pouco acerca de como lidar com isto.

 

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Aspectos práticos da abordagem do LisboaCounselling 

Em terapia de casal, as sessões são individuais. “Porquê”? – perguntam-me muitos casais.

Sendo sessões individuais, durante o processo há menos atrito, menos dor e menos riscos de que a relação fique pior. Apesar de counselling não ser o espaço para “fazer queixas do outro”, nas primeiras semanas em que ainda não foram desenvolvidas muitas competências de comunicação positiva, é fácil haver comentários de um que é escusado o outro ouvir.

As sessões individuais, na prática, ajudam-nos a “chegar lá” mais depressa. O avanço da mudança é muito mais rápido e mais fácil do que sendo sessões conjuntas.

Outra razão é que, para além dos aspectos comuns que ambos vão estar a melhorar, cada um precisa de trabalhar áreas específicas que frequentemente são opostas.

 

As sessões de counselling normalmente são semanais, de forma a alcançarmos um bom ritmo de mudança e, em pouco tempo, começarmos a ver diferenças significativas.

 

Tarefas

Outro dos factores que nos leva a alcançar resultados tão rápidos, é que counselling é um trabalho “a tempo inteiro”. O processo de mudança não ocorre nas sessões, mas na vida real.  Ou seja, em cada sessão vão sendo planeados pequenos aspectos a colocar em prática, novas competências, ferramentas para tornar possível comunicar sem agredir (nem ser agredido), etc. E estas ferramentas vão estar a ser usadas ao longo dos dias, nas várias situações em que se encontrem. Vão ser novas formas de agir e de lidar com os aspectos difíceis.

Estas tarefas, sendo definidas para cada situação específica e de forma progressiva, ajudam cada um a verificar que é possível; permitem que cada um consiga comunicar ou agir sem ter que estar à defesa ou à espera de algum tipo de pressão; fazem com que se reduza a sensação de que a presença do outro é insuportável. É frequente estes clientes ficarem surpresos ao perceberem que até nem é assim tão desagradável. Alguns já não se lembravam de como era estar juntos e bem. Isto acontece porque as ferramentas são trabalhadas pelos dois, ou seja, ambos sabem o que podem ou não podem fazer e ambos percebem o que o outro está a tentar transmitir. Quase como se estivessem a reaprender a usar uma linguagem comum a ambos.

 

Confidencialidade

Nas sessões, cada um pode estar completamente relaxado e à vontade, numa atmosfera empática e não ameaçadora, sem correr o risco de que haja mal entendidos que tragam consequências negativas. E os aspectos que cada um fala não vão ser transmitidos ao outro. A única coisa que eu partilho com cada um acerca do outro, são as tarefas comuns – na mesma semana vão estar os dois a treinar os mesmos aspectos ou áreas e aí, cada um sabe que o outro também o está a fazer.

 

Um estilo de vida

A nossa abordagem transforma a “terapia”, num novo estilo de vida. É uma nova visão da vida, mais realista, tomando consciência do negativo mas também do positivo … e escolhendo caminhar pelo lado positivo.

Positivo não é sorrir a tudo, permitir tudo, engolir sapos, mas aprender a influenciar a atitude do outro, a definir limites sem que o outro se sinta ameaçado, a impedir atitudes erradas sem agredir.

 

Escolhas informadas

Esta abordagem leva a um aumento da capacidade de fazer escolhas conscientes e informadas, de agir por opção e não por impulso descontrolado. Aprendes como fazer o processo, como dar os vários passos que devem fazer parte de uma tomada de posição.

 

E quando não resulta?

Para se restaurar um casamento, é preciso que ambos o desejem. Como referi nos artigos anteriores desta série, podemos começar a trabalhar apenas com um dos membros do casal, tentando criar mudança de forma a se construir um ambiente propício a uma restauração. No entanto, o outro pode continuar a querer o divórcio.

Nesse caso, todo o processo de counselling foi em vão? Não! Aí, continuamos a trabalhar com o nosso cliente áreas de crescimento e desenvolvimento pessoal: gestão das emoções; o lidar com as feridas;  perdão, como forma de libertação da mágoa e da dor; competências de comunicação positiva; resiliência, a capacidade não só de sobreviver a esta fase, mas de sair dela com “lucro”, com mais estabilidade, com uma noção de felicidade mais positiva e realista e com uma maior capacidade de definir os seus alvos e de trabalhar para os alcançar.

E, obviamente, todo o apoio necessário para lidar com os aspectos práticos da separação e com as lutas e jogos baixos que o outro possa decidir fazer.

 

Filhos

Sempre que necessário, é trabalhada a relação de cada um dos pais com os filhos.  Cada um é ajudado a manter/desenvolver uma relação positiva e saudável com os filhos e a reduzir o impacto negativo que os conflitos entre o casal possam ter nestes.

 

No LisboaCounselling não vais encontrar um “programa” de terapia de casal, mas uma abordagem planeada para a tua situação específica. Ao longo do percurso, esta abordagem vai sendo afinada, lidando com aspetos mais específicos, ajustando-se à evolução da situação ou a possíveis surpresas que surjam. A nossa abordagem é desenhada passo a passo, de maneira a se encaixar nas tuas necessidades da forma mais eficaz possível.

 

O LisboaCounselling foi criado para te ajudar a mudar a tua vida. Contacta-nos!

Quais os resultados? 

“Já fizemos terapia de casal durante mais de um ano e não resolveu nada.” Este é um comentário que eu oiço com frequência, em casais que até gostariam de restaurar a sua relação mas que já o tentaram, com um investimento de tempo, dinheiro e expectativas que não serviu para nada. Será que o counselling não é apenas mais do mesmo?

Bem, do mesmo não é, certamente, uma vez que a nossa abordagem é radicalmente diferente. Portanto, os resultados também o serão.

Percurso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A restauração é um percurso, que precisa de ser feito passo a passo.

 

 

Ruptura 

Muitas vezes, sou procurada por um novo casal que já está tão desgastado que não acredita que seja possível. Ou em que um deles já não está disposto a investir mais e acha que o melhor é o divórcio. Nestas situações, eu tento que eles me dêem um tempo de trabalho, um prazo curto, por exemplo dois ou três meses (ou apenas um, se isso for o máximo que eles estiverem dispostos a conceder). Este funciona como um tempo zero, em que eles interrompem temporariamente o processo em que estavam (a caminho do divórcio, se for esse o caso). Durante estas semanas eles limitam-se a fazer o percurso que eu vou planeando para eles. Ao fim desse tempo, analisamos os resultados obtidos, a mudança que conseguimos alcançar e aí, perante esses novos factos, eles podem decidir o que querem fazer com as suas vidas. Durante esse tempo, o meu trabalho é ajudá-los, não a acreditar, mas a verificar que é possível.

 

Possível o quê? 

A minha agenda, é sempre a agenda dos meus clientes. O meu papel é ajudá-los a alcançar os alvos que eles desejam, a não ser que eu não concorde com esses alvos, claro.

Mas em terapia de casal, o meu alvo não se limita a restaurar e ajudá-los a ter a relação que tinham antes, mas treiná-los a desenvolver uma relação muito mais profunda, madura e satisfatória do que tinham no início.

Uma vez que começamos por aspectos leves, o que começa por se alcançar é a capacidade de conseguirem comunicar sem se agredirem, conseguirem gerir as suas emoções de forma positiva, sem perder a cabeça; é a capacidade de começarem, pouco a pouco, a usufruir da presença um do outro (embora muitos comecem por dizer que isso não será possível); e, ao reduzirem a pressão e a dor, tornarem-se mais empenhados e comprometidos na mudança.

Com o passar das semanas, conseguimos trabalhar áreas mais profundas, criando uma relação mais sólida e estável.

 

Vale a pena? 

“Será que o que sinto pelo meu marido / esposa é amor? Será que ainda o amo? Será que vale a pena?” São questões que muitos dos meus clientes me colocam.

O amor não funciona por geração espontânea. É algo que se constrói. É intencional.

Mesmo num casamento que já dura há muitos anos é possível construir o amor. E não adianta pensares se o que sentes será suficiente. Tu podes torná-lo suficiente.

A outra opção é sair, ir à procura de um companheiro “melhor” e, passado algum tempo, estar a viver mais uma vez os mesmos problemas – porque se não mudas o teu interior, as tuas características (hábitos, vícios, atitudes, etc) vão contigo e acabam por gerar situações idênticas.

 

E se o outro não quer? 

Frequentemente, apenas um dos membros do casal está disposto a trabalhar para melhorar a situação. A filosofia de counselling é sempre usar os recursos que temos – não os ideais, mas os que existem.

Neste caso, começo por trabalhar apenas com o membro do casal que está interessado nisso. Para além de todo o processo de restauração interior que ele/a necessite, desenvolvemos ferramentas para melhorar a comunicação, reduzir o conflito, melhorar o ambiente em casa, sair do modo de jogos e golpes baixos, lidar melhor com os filhos, etc. Mesmo trabalhando só com um, podemos alcançar mudança significativa. Muitas vezes, o outro acaba por se dispor a também participar no processo e consegue-se a restauração. Quando o outro continua intransigente, aquele que está a fazer o processo de counselling, aprende a sair da situação com um mínimo de perdas, de forma positiva, com uma melhor relação com os filhos; desenvolve resiliência e aprende a construir a sua própria felicidade.

 

Para quem é esta abordagem? 

Apesar de counselling ser uma abordagem que alcança resultados de forma bastante rápida e de, por isso, estar a ter um tremendo crescimento, principalmente nos países de língua inglesa, não se adequa a toda a gente. O paciente típico, que deseja ficar a desabafar perante um especialista que o ajude a perceber os meandros dos seus traumas, possivelmente não ficará satisfeito com a forma de trabalhar em counselling. Então, quem pode beneficiar com esta abordagem?

  • Quem está disposto a trabalhar, a ser parte de uma equipa, juntamente com o counsellor, e a ter um papel activo na resolução do seu problema.
  • Quem está disposto a desenvolver e usar estratégias e ferramentas para mudar a si próprio e a sua relação conjugal.
  • Quem está disposto a trabalhar o perdão e a restauração, a fazer esse percurso, mesmo que no início pense que isso não é possível.
  • Quem está disposto a identificar, desenvolver e usar os seus recursos pessoais; a sair da sua zona de conforto; a ter a curiosidade de ver “afinal, o que é que eu posso alcançar?”
  • Quem está disposto a dar uma oportunidade para que o impossível se torne alcançável.

 

“Eu sei que nunca mais vou ser como era antes de iniciar este processo.” – foi o testemunho da Ana, 34 anos, médica, no final do nosso primeiro mês de trabalho.

Se também estás farto de viver na mesma mesmice e desejas mudar a tua vida, counselling é a abordagem certa para ti.