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3.As vítimas de bullying são pessoas fracas?

Associada ao bullying e à violência doméstica há sempre uma enorme componente de vergonha. E isso deve-se bastante ao facto de se pensar que uma pessoa que “aceita” agressão da parte de outra é, sem dúvida, uma pessoa mais fraca ou de alguma forma menos capaz.

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Esta noção de vergonha e de “ser mais fraco” é fortemente fomentada pelo bully. Aliás, o poder dele depende de que a sua vítima acredite nisso. Quando eu trabalho com vítimas deste tipo de violência, um dos primeiros alvos é ajudá-las a perceber como isso não é verdade; e a partir do momento em que elas realmente se apercebem de que não são “fracas” nem inferiores, como acreditavam que eram, o poder que o seu agressor tinha sobre elas é radicalmente reduzido.

 

No entanto, o bully não escolhe pessoas ao acaso. É verdade que as investigações apontam como uma forte razão, o facto de estares no sítio errado na hora errada. O bully é predador e oportunista e aproveita a situação do momento para “recrutar” a sua vítima. Mas este recrutamento não é feito ao acaso. Ele escolhe como alvo uma pessoa que tenha os “requisitos” para ser vítima.

 

Características das vítimas de bullying

Ao contrário do que possa parecer, a vítima é quase sempre uma pessoa com capacidades acima da média. Normalmente são pessoas inteligentes e que se destacam pela qualidade do seu trabalho, muitas vezes pessoas a quem os outros recorrem para pedir conselhos. É comum a vítima ter valores bem definidos e um forte sentido de ética e integridade, características que o bully não tem e que despreza e se empenha em destruir. Muitas vezes, por estranho que possa parecer, são pessoas bastante independentes, pouco afectadas por presão de grupo e que se recusam a funcionar como  um robot ou a “fazer panelinha”.

No fundo, a vítima tem as capacidades que o bully gostaria de ter. A sua presença, competência ou mesmo popularidade aumentam o medo que o bully tem da exposição da sua própria incompetência ou baixa capacidade. Ao controlar essa vítima ele, por um lado, controla e reduz o “brilho” dela e, por outro, usa esse brilho como se fosse dele próprio. Ou seja, a partir do momento em que a vítima está à sua mercê, há todo um investimento em convencer a ela e aos outros, de que tudo o que ela consegue obter é, de alguma forma, por mérito dele.

Todos nós temos vulnerabilidades, pontos fracos. Na vítima essa vulnerabilidade é falcilmente detectada pelo bully e explorada por ele como mais uma ferramenta para a destruir.

 

Os homens também podem ser vítimas de bullying?

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Tanto no local de trabalho como a nível de violência doméstica, os homens podem ser vítimas de forma tão dramática como as mulheres, com a agravante de que para um homem a situação parece muito mais vergonhosa. Dificilmente um homem se queixará de ser vítima deste tipo de agressão. Para além da vergonha, há normalmente uma forte noção de ética que o leva a manter e respeitar um compromisso que aceitou e a considerar como quebra desse compromisso qualquer tentativa de falar do que se passa ou de pedir ajuda.

A pessoa que acredita que tem o dever de permanecer numa relação, seja o que for que a outra pessoa faça, é um potencial alvo de bullying.

 

O que vai acontecer no futuro?

Um dos aspectos mais dramáticos na vida das vítimas de bullying, para além da situação em que se encontram no momento, é que elas vão desenvolvendo um “perfil” de vítima que outros agressores conseguirão identificar. Por isso, uma pessoa que consegue libertar-se de uma situação de abuso, normalmente acaba por entrar noutra situação do mesmo tipo.

 

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Uma vítima pode desenvolver as competências necessárias para deixar de o ser. E pode aprender a deixar de ser vista por outros predadores, como “alvo”.

 

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