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Lisboa Counselling
3.Ataques de Pânico — Como se Vive Com Este Diagnóstico?

Quando surge este diagnóstico normalmente também surge a medicação psiquiátrica.

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O diagnóstico, a medicação, a ideia de que se tem um problema, acaba por aumentar a ansiedade, o medo das crises, o desenvolvimento de pensamentos e crenças negativas que vão alimentar e agravar bastante o problema.

 

A crença de que tens um problema (ou uma doença), de que não podes fazer determinadas coisas ou ir a determinados lugares, de que “não és capaz” de controlar as crises, é o combustível ideal para que uma situação de ruptura emocional se transforme num problema que vai afectar todas as áreas da tua vida, por vezes com custos muito elevados.

 

Medicação

Neste caso, e uma vez que não é uma “doença”, é usada medicação que funciona a nível dos sintomas. Medicação que vai reduzir a ansiedade ou algumas manifestações específicas dos ataques, por exemplo a nível das dificuldades respiratórias. Assim, a medicação não serve para curar ou resolver o problema, mas apenas como um “analgésico” que reduz ou evita os sintomas. Com todos os riscos e efeitos negativos da medicação psiquiátrica, tem ainda a agravante de contribuir para te convencer de que tens uma doença.

Em Counselling não usamos medicação. O nosso foco está na resolução do problema e não em o mascarar ou controlar através de drogas. No entanto, é frequente começarmos a trabalhar com um cliente que já está medicado. Nesse caso, nós não mexemos na medicação (como é óbvio) e fazemos o trabalho de treino de competências e estratégias para resolver o problema até que o nosso cliente sinta que já não precisa da medicação. Aí, aconselhamos a que ele vá ao seu médico para que o oriente na redução / suspensão da medicação.

 

Reações dos outros

Principalmente na família e no trabalho podemos encontrar reações que vão agravar a situação ou mesmo trazer outros problemas. No início, é comum haver uma certa simpatia e tentativa de compreensão e apoio por parte dos outros. Mas à medida que o tempo passa e o problema se mantém, as pessoas vão ficando cada vez mais fartas e com menos paciência para as crises. Há tendência para começarem a deixar de acreditar que o outro está com um problema que não consegue controlar e para o começarem a ver como um exagero ou uma forma de se escapar do que não lhe convêm, de conseguir ser tratado de forma especial.

Com o passar do tempo, as outras pessoas podem querer deixar de lidar com aquilo, podendo levar a tentativas de afastamento, como despedimento do emprego ou divórcio. Podem parecer atitudes exageradas mas quando se vive com alguém que tem ataques de pânico ou picos de ansiedade a qualquer momento, o desgaste, tanto para quem tem o problema como para os que estão à volta, é tão grande que quem pode “escapar” começa a pensar seriamente em o fazer.

 

 

Ataque de pânico não é uma doença. É uma situação que parece terrível mas que é ultrapassável. É uma questão de tempo e trabalho eficaz.

No próximo artigo vou falar da forma como o Counselling trabalha para resolver este problema.

 

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