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3.Burnout / Esgotamento — Consequências e Riscos

Apesar de ser um processo que por vezes se desenvolve ao longo de muito tempo, o burnout é caracterizado por uma fase aguda de ruptura, que pode ter maior ou menor gravidade.

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É uma “doença” real?

Já tenho comentado que problemas emocionais, como por exemplo a ansiedade e a depressão, não são doenças (como um problema cardíaco ou uma úlcera) mas estados em que a pessoa se permite estar (embora não o deseje e não saiba como sair dele). Esse problema não acontece porque o corpo da pessoa está doente, mas porque ela não está a gerir de forma eficaz as suas circunstâncias e emoções.  (Perceber isto é muito importante porque muda completamente o quadro e o “caminho” de saída. A pessoa não está doente e à mercê da eficácia, ou não, de medicação ou “tratamentos”; apenas precisa de aprender como sair daquele estado e desenvolver as competências necessárias para o fazer).

O burnout também começa por ser uma má gestão: de tempo, capacidades, recarregar de baterias, emoções, comunicação, etc. No entanto, na sua fase aguda, acaba por levar a uma situação de ruptura mesmo a nível do corpo, principalmente a nível mental. Ou seja, enquanto que uma “não doença”, mesmo uma depressão profunda, pode ser ultrapassada sem deixar grandes sequelas, no caso do burnout, pode chegar a haver um “queimar” real de circuitos, com sequelas visíveis.

 

Consequências

O burnout tem consequências imediatas, como a perda ou redução de capacidades: memória, concentração, endurance, entre outras. Mas para além disso, também pode haver outro tipo de consequências. Muitas pessoas são “dispensadas” do trabalho, principalmente em cargos de alto rendimento e responsabilidade. Apesar de isso não ser assim tão linear e de haver alguma proteção na lei para estas situações, muitas empresas conseguem encontrar forma de se livrar daquele colaborador que já não dará o rendimento que eles querem. Com a baixa médica e recorrência a abordagens de tratamento mais tradicionais que não levem a uma resolução rápida do problema, acaba por levar a um gap no curriculum da pessoa que se pode tornar muito difícil de explicar numa futura procura de emprego. Para uma pessoa jovem, com muitas capacidades e que já teve um início de carreira bastante promissor, torna-se muito difícil explicar numa futura entrevista de emprego o que esteve a fazer durante esse período que está em branco. E quanto mais alto o cargo ou as capacidades que essa pessoa tinha, mais difícil se torna camuflar esse gap.

 

Problemas familiares

A família normalmente começa por apoiar e tentar ajudar na recuperação. Mas, quando esta começa a ficar muito demorada, e principalmente porque não se vê um aspecto de doença, esse apoio inicial pode evoluir para incompreensão, pode levar os familiares a ficarem fartos de ver o outro sem fazer nada, tendo a noção de que, quanto mais tempo ele passa nesse estado, mais difícil e menos provável é que volte a ter uma situação profissional satisfatória.

 

Problemas emocionais

Esta situação súbita — o entrar em ruptura — leva a uma enorme mudança na gestão de energia. Antes a pessoa gastava energia essencialmente a nível mental. Quando tem que recorrer a baixa ou mesmo hospitalização, a área mental fica quase parada, ou é sentida como tal, e o maior gasto de energia passa a ser a nível emocional, provocando uma enorme instabilidade. Esta nova carga emocional é muito maior do que estava habituado. Antes, provavelmente, não tinha tempo para dar atenção a emoções, achava que isso era coisa de pessoas mais frágeis, não as considerava relevantes. E neste momento não sabe como lidar com essa nova forma de sentir.

Tudo isto leva a uma desestruturação interior e flutuação de emoções. O que era certo e seguro — a sua capacidade de passar por cima de emoções — parece ter desaparecido. No caso de baixa médica, o excesso de tempo livre torna-se um campo fértil para desenvolvimento de emoções mais depressivas. A dificuldade em gerir as emoções também vai aumentar a probabilidade de conflitos.

 

Crenças

As crenças que se desenvolvem neste cenário — “já não sou capaz”, “não tenho qualquer valor”, “perdi as capacidades que tinha”, “já ninguém me quer”, entre outras, são extremamente tóxicas e destrutivas. São mais um problema a acrescentar ao burnout e dificultam muito o processo de recuperação. É uma das áreas em que é indispensável intervir.

 

 

Burnout é um problema grave, mas não é necessário chegar aí. No próximo artigo irei falar acerca do que fazer, tanto a nível de prevenção como de recuperação.

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