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Lisboa Counselling
6.Como Lidar Com a Depressão

A depressão vem sem ser convidada. Normalmente ela apanha a pessoa desprevenida e pode instalar-se de forma muito rápida e abrupta. Mas não tens que permitir que ela permaneça.

 

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Há um caminho de saída!

Como podes perceber pelos artigos anteriores desta série, a depressão não é uma “doença”, não é  auto-suficiente nem toda-poderosa, e não é, de todo, um problema crónico. No entanto, ela não vai embora por si própria. Para te libertares, precisas de ser tu próprio a soltar essas amarras. Vamos ver algumas áreas que será importante trabalhares, para conseguires sair da depressão.

 

Percurso inverso

A depressão é como um túnel escuro e sem saída. Quanto mais te afundas nela, mais longe fica a realidade, a luz do dia, as memórias do tempo em que não estavas assim. Então, precisas de começar a fazer um percurso inverso, um caminho de saída, passo a passo, “curando” áreas bem específicas.

 

Fortalecimento emocional

Quando uma pessoa está deprimida, os seus “músculos emocionais” estão tão frágeis que qualquer coisa faz com que ela fique ainda mais em baixo. Então, o percurso inverso é começar a fazer algo que não é natural, que nem apetece — é reaprender a sentir prazer. Procura reparar e começar a usufruir de cada pequena coisa, por mais insignificante que seja. Quando gastas tempo a usufruir, a sentir prazer, estás a treinar e a fortalecer os teus músculos emocionais; tornas-te mais capaz de sentir emoções positivas e ficas menos à mercê das emoções negativas.

Começa hoje mesmo a fazer algo positivo. Por exemplo, arranja uma planta e começa a cuidar dela.

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Crenças mentirosas

Todos nós acreditamos em mentiras acerca de nós próprios. Mas se estamos deprimidos, essas crenças são muito mais negativas, tóxicas e bloqueiam a nossa capacidade de visão da realidade. É natural que estejas a acreditar em ideias como “não é possível sair disto”, “a minha vida não vale a pena”, “ninguém me ama”, “não sou capaz”, etc. Identifica essas crenças e, pouco a pouco, procura substituí-las por afirmações que sejam verdade. Por exemplo, em vez de pensares “não sou capaz”, podes tentar perceber o que consegues fazer, que recursos tens ou necessitas, onde podes encontrar ajuda, etc.

 

Rotina diária

O deprimido tem muita dificuldade em fazer, mesmo as coisas mais simples. Se estás em depressão, é fácil ficares o dia inteiro na cama ou no sofá, sem fazer nada. O percurso inverso, será “obrigares-te” a começar a fazer pequenas coisas, como cuidar de algumas rotinas que eram tua responsabilidade ou arranjares-te e ires à rua. Sei que não te vai apetecer, que vai parecer um esforço tremendo e inútil… mas que precisas de fazer na construção do teu caminho de saída. Essas pequenas actividades vão ajudar-te a sentir que começas a estar de volta ao “mundo dos vivos”.

 

Como viver com um deprimido?

Isto é quase tão difícil como estar deprimido! Sei que é um fardo muito pesado e que por vezes não apetece nada. Mas se tens um deprimido em casa, o teu papel pode ser fundamental para o ajudares a sair… ou para o afundares ainda mais. Para ajudares um deprimido, precisas de muito mais do que de boas intenções. Precisas de começar por perceber que ele/a não tem qualquer motivação para sair do estado em que está. Então, o teu papel não deve ser pressionar ou esmagar ainda mais, mas motivar a sair, ajudá-lo a começar a organizar-se, a desenvolver a capacidade de ver as coisas positivas que continuam a existir à sua volta.

 

O papel do Counselling

Counselling, sendo uma abordagem prática que investe essencialmente na resolução do problema, vai ajudar o deprimido a desenvolver e treinar capacidades e competências que o ajudem a sair da depressão, havendo um acompanhamento personalizado ao longo de todo o processo e abordando as várias áreas que estejam (ou tenham ficado) danificadas: relacionamentos, sentimentos, organização pessoal, auto-imagem e auto-confiança, performance, etc.

Quando necessário, Counselling também faz um trabalho de preparação e treino de familiares ou amigos, a nível de competências específicas para apoiar um deprimido e para prevenir e evitar riscos (como suicídio, por exemplo).

 

 

Sair da depressão não é um evento, mas um processo. E não é algo que te acontece, mas que tu fazes acontecer!

 

2 Responses to “6.Como Lidar Com a Depressão”

  • Que fazer quando o motivo da nossa depressão continua a existir? Quando esse motivo não de pende de nós mas sim de terceiros? Quando nós tentamos por todos os meios encontrar “um equilibrio” e batemos num “muro” de cimento e não conseguimos entrar?

    • Ana, essa é a realidade de muitas pessoas. Mas não tem que ficar dependente de outros para se libertar da depressão.
      É possível aprender e desenvolver a capacidade de sair da depressão, apesar da situação em que se encontre. Para além disso, pode desenvolver competências para começar a mudar alguns aspectos dessa situação. Mesmo em situações que parecem impossíveis de melhorar, normalmente conseguimos mudar alguns aspectos.

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