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Lisboa Counselling
Counselling Vs. Psicoterapia — 3

ABORDAGENS DA PSICOLOGIA

O que posso esperar da psicoterapia?

No século passado desenvolveram-se várias escolas diferentes no âmbito da psicoterapia.

Em Portugal, a abordagem mais comum é a terapia centrada no cliente, desenvolvida inicialmente por Carl Rogers. O pressuposto básico desta abordagem é que, se o terapeuta desenvolver uma relação de qualidade com o cliente, este conseguirá resolver os seus problemas por si próprio. Esta relação terapêutica foca na empatia e na aceitação positiva incondicional do cliente. Não é uma terapia directiva e não pretende ensinar nada ao cliente. Acredita que todos temos uma tendência inata para o crescimento e para sermos seres positivos e equilibrados e que, se tivermos o ambiente propício, iremos desenvolver essas tendências.

Pessoalmente, eu não acredito que um bom ambiente seja suficiente para se desenvolver um indivíduo equilibrado. Nós temos libre arbítrio e podemos usá-lo de forma bem negativa. A aceitação positiva incondicional também pode não ser a atitude adequada, por exemplo, em relação a clientes que estejam a desenvolver problemas graves, como é o caso de agressão ou abuso de outros ou, por outro lado, de tentativas de suicídio.

Nesta abordagem, por não ter um papel mais directivo por parte do terapeuta, o “tratamento” pode prolongar-se indefinidamente sem que o cliente consiga resolver o seu problema.

A Gestalt, escola da psicoterapia que surgiu na Alemanha, é considerada uma terapia ecológica pois vê o indivíduo de forma holística e sempre em relação com o seu meio ambiente. Tem como principal alvo a tomada de consciência e acredita que essa tomada de consciência é suficiente para que o indivíduo resolva os seus próprios problemas. No entanto, tem um papel mais activo do que a escola rogeriana (embora também não seja uma terapia directiva). Tornou-se bastante conhecida, principalmente em trabalho com grupos e workshops, através dos seus métodos pouco convencionais, como a técnica da cadeira vazia, esmurrar uma almofada, role-plays, etc. dando sempre uma grande ênfase à experimentação. O objectivo é que, através do uso desta experimentação o cliente consiga encontrar o seu próprio caminho.

Outro tipo de abordagem, são as terapias cognitivas, iniciadas por Piaget, que têm uma grande ênfase no conhecimento e na aprendizagem. Os terapeutas cognitivos acreditam que o cliente pode aprender formas mais eficazes de funcionar e de se relacionar. Nesta abordagem, o cliente aprende a perceber a dinâmica do seu problema e a desenvolver estratégias para o resolver. É uma abordagem completamente diferente das duas mencionadas anteriormente, uma vez que o terapeuta cognitivo “ensina” ao seu cliente formas mais eficazes de lidar com o seu problema, coisa que tanto na escola rogeriana como na gestalt, seria impensável. As terapias cognitivas têm um papel muito mais activo por parte do cliente, sendo a abordagem da psicoterapia que mais se assemelha ao counselling.

Tendo em conta as enormes diferenças entre as várias escolas de psicoterapia, percebe-se facilmente que os resultados obtidos por elas também sejam diferentes e, mesmo, que tenham público-alvo diferente. Por isso, antes de começares um processo de terapia, faz todo o sentido procurares saber qual o tipo de abordagem que o teu terapeuta usa e o que podes esperar dele.

Na 4ª parte deste artigo vou falar sobre as características do Counselling e das diferenças entre este e as outras abordagens terapêuticas.

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