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Lisboa Counselling
1.Depressão… é Mesmo Real!

A depressão tem-se tornado algo tão comum e vulgar, tão banal, mas também tão incompreendida!

Depressão

 

De onde vem?

A depressão pode surgir como reacção a uma situação específica: uma perda avassaladora, um problema grave, um choque totalmente inesperado, um problema tão longo e velho que já morreu qualquer hipótese de esperança.

No entanto, também pode surgir a partir do nada, sem ter uma razão ou justificação aparente. A própria pessoa pode não conseguir perceber porque se sente assim, num tão grande vazio.

 

Angústia sem margens

A angústia pode instalar-se a tempo inteiro, a dor profunda, a sensação de que nos foi arrancada metade da alma, de que há um sangrar permanente, que pode acabar por levar até a uma sensação de dor física. Há a sensação de que ficámos mancos, coxos, de que não será mais possível caminhar. E acima de tudo, há uma tremenda sensação de ausência de margens — de que não há um fim à vista, de que não há um tempo ou um lugar onde essa dor possa ser deixada para trás.

 

Ausência de perspectiva

Talvez uma das características mais terríveis da depressão, e que leva a maiores riscos, seja a incapacidade de olhar para a vida com uma perspectiva realista. Tudo parece ter acabado, morrido e a pessoa é totalmente incapaz de visualizar ou acreditar num cenário em que essa situação venha a ser diferente.

 

Vazio interior

O vazio, que pode ter aparecido sem qualquer razão, acaba por se tornar tão escravizante como a angústia. Há uma apatia total, um desinteresse absoluto por tudo, inclusive pelo facto de estar vivo ou não. Este estado não é tão caracterizado pela dor, mas pela ausência — de emoções, de sensações, de interesses, de vida.

 

Evolução natural

A depressão começa por se manifestar por uma enorme e constante tristeza e por uma “incapacidade” crescente de fazer, mesmo as coisas mais básicas. A pessoa pode deixar de cumprir as suas obrigações, ainda que isso lhe traga problemas. Aspectos básicos, como cuidado pessoal, higiene, tarefas da casa, podem ser descurados e rapidamente chegar a extremos de desleixo. A comunicação e relacionamentos são muito afectados, provocando também atitudes pouco positivas por parte das outras pessoas (num próximo artigo, irei abordar esse aspecto).

 

E será possível permanecer nesse estado toda a vida? Isso não passa com o tempo?

Não! A depressão não se cura “com o tempo”. Se não fizeres nada que realmente te ajude a saíres desse estado, podes permanecer nessa morte em vida, durante décadas.

Isto leva-nos a olhar para o conceito de “depressão crónica”. Eu sempre afirmo que isso não existe. A depressão não é crónica e pode ser ultrapassada. Mas então, porque é que há tantas pessoas que vivem a vida inteira dependentes dos antidepressivos? Precisamente porque não fazem nada para “ultrapassar” a depressão. A medicação não serve para “curar” a depressão, mas sim para mudar as emoções, para ajudar a pessoa a não sentir emoções tão negativas. Ou seja, funciona como um analgésico emocional. Se a pessoa deixa de o tomar, as emoções negativas voltam.

 

Há um caminho de saída da depressão. A abordagem de Counselling não é ficar a analisar os vários aspectos da depressão, mas treinar com o deprimido estratégias e ferramentas que o/a ajudem a sair desse estado.

Nos próximos artigos vou abordar outros aspectos ligados à depressão e ao caminho de saída.

 

 

 

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