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Lisboa Counselling
4.Depressão e Suicídio

O suicídio é, sem dúvida, o maior risco da depressão. Mas o que aumenta tremendamente esse risco, é o facto de as pessoas não terem a noção de suicídio “não intencional”.

 

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Tendências suicidas

Há pessoas que pensam em suicídio, que falam disso, que têm tendências suicidas. Em relação a essa pessoas, sejam familiares, amigos ou mesmo a própria pessoa deprimida, é fácil estar atento, reconhecer as atitudes, os sintomas. É sempre um risco, sem dúvida. Nunca se sabe se, ou quando, a pessoa fará alguma tentativa que “resulte”.  No entanto, uma vez que é um risco de que se tem consciência, é mais fácil prevenir e reduzir esse risco.

 

Não intencional

No entanto, a grande maioria das pessoas que está em risco de cometer “suicídio”, não tem intenção de o fazer. Muitas dessas pessoas nunca seriam capazes de cometer tal acto. Então, em relação a estas pessoas não há um cuidado, uma tentativa de prevenção para que não haja algum gesto que acabe em suicídio. O vazio interior, o buraco negro, a total ausência de margens, limites ou barreiras, a sensação de ter a alma a sangrar… a dor emocional ou, por outro lado, o vazio, a ausência, pode ser de tal maneira intenso que a pessoa não está interessada em reparar “onde põe os pés”. E nesse momentos, é muito fácil dar um pequeno passo que não é pensado nem planeado, que não é intencional, mas que pode não ter retorno possível — avançar uns centímetros mais quando o comboio vai a passar, quando está à beira de um precipício, quando está na varanda e o chão lá em baixo parece estar a chamá-la; levar a faca a desviar-se um pouco para o lado e a cravar-se-lhe nos pulsos, acelerar a fundo quando está a fazer uma curva perigosa…

 

Mas, se não é intencional, porque acontece?

Acontece precisamente porque a pessoa não percebe que corre esse risco. Quando alguém está consciente de que tem tendências suicidas mas, racionalmente, não quer suicidar-se, pode tentar tomar algumas precauções, desabafar com alguém, evitar determinadas situações que possam aumentar o risco. Mas, se a pessoa não está consciente desse perigo (ou se está convencida de que nunca faria uma coisa dessas) pode não tomar precauções. Então, basta apenas um segundo, um momento em que a dor se sobrepõe ao racional, um descuido, uma breve distracção… e já passou para o outro lado.

Não ter a intenção de se suicidar não é, de forma nenhuma, garantia de que isso não vá acontecer. Aliás, o não ter intenção, pode tornar esse risco muito maior.

 

A tua atitude?

O que podes fazer em relação a alguém que está a passar por depressão? Fica atento a sinais, a pequenos indicativos de que essa pessoa passa por momentos em que “não lhe interessa”, em que há um total desapego à realidade e à vida, mesmo que seja apenas momentâneo. É esse desapego que a pode levar a, por um momento, largar o fio que a prende à vida.

E… não fiques chocado quando recebes a notícia de que um amigo ou conhecido teu se suicidou. Não penses que ele foi fraco, que “desistiu”, que “escolheu a saída mais fácil”. Na realidade, a morte dele pode não ter sido suicídio, mas apenas falta de cuidado, apoio, prevenção.

 

 

Muitos suicídios (provavelmente a maioria) não são “intencionais”. Se, por vezes, tens o impulso de fazer um gesto que possa colocar a tua vida em risco, não subestimes esse impulso. Um dia esse gesto pode levar-te a passar a linha em que já não há retorno.

 

Se este tema te preocupa, contacta-nos! No LisboaCounselling podes encontrar um ambiente amigável e acolhedor, onde podes esclarecer as tuas dúvidas e perceber como reduzir riscos.

 

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