Muda sua vida...hoje!

Lisboa Counselling
3.Depressão — Quais os Riscos?

A depressão, por si só, não mata ninguém. Não é uma “doença”; não está a deteriorar nenhum órgão ou sistema do corpo. Sendo um distúrbio apenas emocional, pela lógica não deveria representar grandes riscos.

 

Slide1

 

Atitude

Na verdade, o que faz com que a depressão seja um factor de risco, são as atitudes que se desenvolvem como consequência dela. Ou seja, não é a depressão em si que pode destruir ou matar uma pessoa, mas a atitude que a depressão leva a pessoa a desenvolver.

 

Outro mundo, outra imagem, outra visão

A depressão leva a pessoa a desenvolver uma visão das coisas que é diferente; que é distorcida mas não é percebida como tal. É como viver num outro mundo, diferente do das outras pessoas, numa caverna escura e sombria, que enregela o corpo e a alma, que corta o fio interior que a liga à vida e bloqueia a capacidade de ver o mundo como ele é. E quanto mais tempo a pessoa passa nesse reino de “zombies”, mais longe e mais irreal lhe parece o mundo dos vivos. Às tantas a pessoa já não sabe como é viver; já não se lembra como é estar viva. E esse estado / atitude interior, pode fazer com que a pessoa não consiga dar os passos necessários para sair. Pior do que isso, pode levar a pessoa a já não acreditar que exista uma realidade diferente daquela em que ela está.

 

Mudar de imagem??

“Se eu aparecer agora na escola, o que é que os outros vão dizer?” Esta era uma preocupação de um adolescente, na primeira sessão de Counselling que teve comigo, depois de estar há meses a faltar às aulas por depressão.

Quando a depressão se prolonga deixa marcas. Aquela pessoa passa a ser vista como alguém que está com problemas, que não conseguiu “segurar a barra”, principalmente se isso leva a longos períodos de baixa médica. Voltar ao seu antigo ambiente pode ser aterrorizador — o enfrentar os colegas, os comentários, as perguntas; ter que explicar e repetir as mesmas coisas vezes sem conta; estar à mercê das reacções dos outros… A perspectiva de enfrentar tudo isso pode ser demasiado assustadora; o custo pode parecer demasiado alto.

 

Zona de conforto, dolorosa mas previsível

Pode realmente tornar-se uma zona de conforto. Os riscos de sair podem parecer demasiado altos. Manter-se na depressão é doloroso, é uma morte em vida, é não ter a capacidade de usufruir. Mas é previsível. O deprimido conhece bem esse estado, essa negrura e opressão. Já sabe como ela funciona. E na sua visão distorcida, é fácil acreditar que é mais seguro ficar assim.

 

Vício

A depressão pode acabar por se tornar um vício, algo que amarra a pessoa. E, como todos os vícios, que a leva a acreditar que não está tão mal assim, que “é só hoje” que se sente um pouco mais em baixo, que se quiser fica bem outra vez (apesar de já não se lembrar quando foi a última vez que se sentiu alegre).

 

Suicídio

Este é, sem dúvida, o maior risco da depressão. Mas o que aumenta tremendamente esse risco, é o facto de não se perceber o que é o suicídio “não intencional”.

 

No próximo artigo irei abordar mais detalhadamente este aspecto.

 

 

Deixa-nós uma resposta...

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

* *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>