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Lisboa Counselling
4.Desordens Alimentares — Doces

 

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Comer doces é algo natural e agradável. Mas… onde está a linha que divide o agradável e positivo daquilo que já se tornou patológico?

 

 

Um aspecto comum a qualquer vício, é a veemência com que a pessoa que o tem garante que aquilo não é vício; que só o faz porque quer, seja fumar aquele cigarro, beber aquele copo ou… comer aquele chocolate.

 

Auto-controlo está fora de moda

Hoje em dia, a ideia de auto-controlo tende a não ser vista como positiva. Continua a haver a ideia de que, para sermos felizes, precisamos de fazer o que nos apetece. E confundimos o que nos apetece com o que queremos. Ou melhor, quando nos apetece algo, tendemos a pensar que queremos isso.

 

Cravings vs bem-estar

Oiço com alguma frequência pessoas a dizer “tive mesmo um craving e não pude resistir”. As pessoas vêem o craving, essa necessidade de ter ou fazer algo que é absolutamente impossível de resistir, como sendo natural. Mas aí, onde está a nossa liberdade de escolha? Afinal, temos mesmo livre-arbítrio, a capacidade de decidirmos o que preferimos, o que é melhor para nós, ou somos completamente controlados e dirigidos pelos nossos impulsos e desejos? Na verdade, isso é uma escolha nossa. Somos nós que decidimos se a nossa vida vai ser dirigida pelo bom senso ou por impulsos irracionais, mesmo que essa decisão não seja consciente. E somos nós que vivemos com as consequências dessa decisão.

 

Escolhas e consequências

Muito do que nos acontece não é mais do que a consequência das nossas escolhas. Aquilo que dirige a nossa vida vai influenciar directamente o nosso bem-estar. Quando vivemos à mercê de desejos incontroláveis, a nossa estabilidade interior fica muito reduzida. Por outro lado, o auto-controlo sensato e saudável, vai reforçar a nossa estrutura interior, aumentar o equilíbrio emocional e reduzir esses anseios que tanto contribuem para a nossa infelicidade (e mesmo para o desenvolvimento de muitas doenças psicossomáticas e distúrbios mentais).

Há pessoas que “precisam” de tantas coisas que é completamente impossível virem a sentir-se felizes nesta terra de simples mortais.

 

Doces

E o que é que tudo isto tem a ver com o consumo de doces? Os doces são apenas uma das muitas manifestações deste tipo de cravings que escraviza e rouba a capacidade de análise, visão e decisão de quem os tem.

Não estou a dizer que comer doces seja errado. De forma nenhuma! Mas certamente que não é saudável, por exemplo, comprar uma embalagem de chocolates ou outro tipo de doce e comer tudo de uma só vez. Este é um hábito muito negativo que não só amarra a própria pessoa, como acaba por passar a outros, normalmente estendendo-se às gerações seguintes. A obesidade familiar, na maioria dos casos, não será um problema genético mas sim o resultado de um estilo de alimentação completamente errado que vai sendo aprendido e imitado.

 

Desequilíbrio nutricional

Os doces fazem parte da nossa alimentação mas, como todos os outros grupos de alimentos, devem ser consumidos na proporção correcta. O excesso de doces pode ainda provocar outro tipo de problemas, por exemplo a nível de dentição. O desequilíbrio nutricional leva a vários desajustes e aumenta seriamente o risco de se desenvolver doenças como a diabetes.

 

Os nossos hábitos, são uma herança que passamos aos nossos filhos. Que tipo de herança estás a passar aos teus?

 

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