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Lisboa Counselling
3.Divórcio — Como gerir o tema “filhos”?

Quando há filhos, o processo do divórcio torna-se muito mais delicado e doloroso. Há uma luta interior entre a vontade de proteger os filhos de possíveis “traumas” e, por outro lado, um forte impulso (muitas vezes inconsciente e negado) para os usar como arma de arremesso contra o conjugue.

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Os teus filhos não são uma arma!

Os teus filhos são pessoas, são seres humanos tal como tu, mesmo que ainda sejam muito pequenos. Este processo também está a ser difícil para eles e podem nem sequer entender porque é que vocês se querem separar. É comum haver sentimentos de culpa por parte dos filhos, acreditando que são eles os responsáveis pela vossa separação. As guerras entre vocês (o casal) só vão aumentar essa culpa, a insegurança e instabilidade que, se não for gerida de forma positiva, pode deixar mágoas que se prolongam ao longo de anos.

 

Mostra que eles são amados por ambos!

O amor não é óbvio e nem sempre é percebido. Tu podes amar muito os teus filhos mas se não lhes passas essa mensagem de forma clara, eles podem não sentir nem acreditar nisso. É muito comum os filhos sentirem que os pais não os amam e qualquer atitude menos positiva, por vezes feita com a melhor das intenções, é recebida como uma comprovação desse “desamor”.

É fundamental os teus filhos sentirem e saberem que os amas. Não só para fortalecer a relação entre vocês, mas também para aumentar a estabilidade e auto-segurança deles. Deixa claro que os amas, que a separação não tem nada a ver com eles. E nunca tentes levá-los a pensar que o outro (pai / mãe) não os ama. Dispõe-te a fortalecer o vosso relacionamento e percebe que isso é algo precioso tanto para eles como para ti.

 

Não tentes denegrir a imagem do outro!

Os filhos amam os pais e não gostam de ouvir dizer mal deles, mesmo que seja verdade. O teu objectivo não deve ser que os filhos pensem mal do pai / mãe.

Ao contrário do que possas pensar, quando falas mal do outro, os teus filhos provavelmente não vão ficar a pensar melhor de ti. Isso acaba por criar um ambiente de falta de confiança que afectará também a tua imagem — é difícil sentirmos um ambiente de confiança com uma pessoa que passa o tempo a dizer mal de alguém a quem amamos.

 

Situações de risco

Em muitos divórcios há situações de risco para os filhos, por exemplo no caso de violência doméstica, vícios (drogas, álcool, etc), padrões de comportamento ilegais, etc. O processo no tribunal é demorado e nem sempre este tem a sensibilidade para perceber esses riscos. No caso de violência doméstica, por exemplo, é preciso haver situações bastante graves para que o tribunal as tenha em consideração e pense numa forma de proteção das crianças.

Então deves ser tu a pensar e planear a segurança dos teus filhos. Não fiques à espera que outros o façam! Isso pode não acontecer.

Se pensas que os teus filhos podem correr algum tipo de risco com o pai / mãe, não tentes lidar com isso à força. Quanto maior for o risco, mais “leve” deve ser a tua abordagem. Pensa qual o objectivo específico (não é fazer a tua vontade, mas reduzir o risco!) e decide o que deves fazer para isso. Não fales debaixo de emoção forte — as emoções e o bom senso não funcionam em conjunto! Decide o que precisas de dizer ou fazer e faz isso de cabeça fria, sem aumentar o atrito. Tem muito cuidado para não tomares atitudes que possam aumentar o risco para os teus filhos ou para ti próprio/a.

 

Uma das principais áreas de intervenção do LisboaCounselling são relacionamentos graves ou de risco. Se acreditas que tu ou os teus filhos podem estar em risco, não hesites em nos contactar. Através do Counselling podes desenvolver competências nessa área que vão fazer toda a diferença no processo e evitar possíveis situações mais dramáticas.

 

No próximo artigo irei falar do tipo de apoio que o Counselling pode dar numa situação de divórcio.

 

 

2 Responses to “3.Divórcio — Como gerir o tema “filhos”?”

  • Dão aconselhamento quanto aos filhos ?

    • Sim. Counselling é uma abordagem holística, que sempre procura abordar todas as áreas que o necessitem, obviamente dentro da vontade do nosso cliente. Numa situação de divórcio, havendo filhos, é importante trabalharmos a relação de cada um dos pais com eles, e procurarmos reduzir o impacto emocional que esta situação de ruptura terá sobre os filhos, seja qual for a idade destes.

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