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Lisboa Counselling
2.Divórcio — Gerir Família e Responsabilidades

 

Quando surge uma situação de divórcio, há uma grande tendência para que outras pessoas se sintam no direito de interferir e “ajudar”. Muitas vezes, a pressão por parte da família e amigos é ainda maior do que a que está a ser gerada dentro do próprio casamento.

Família

 

A decisão é tua!

Não deves ser egoísta mas, na verdade, as decisões em relação ao teu casamento devem ser tomadas pelas pessoas nele envolvidas — por ti e pelo teu conjugue. Não são os teus familiares ou amigos a dizer o que deves fazer com a tua vida. É importante teres o apoio deles e ouvires a sua perspectiva ou os seus conselhos. Eles podem ajudar-te a pensar em detalhes que não te tinhas lembrado. Podem dar um apoio extra às crianças. Mas a decisão final acerca do que vais fazer, deve ser tua.

 

Há responsabilidades que são tuas!

Alguns aspectos são da tua responsabilidade ou, pelo menos, parte dela. Se há filhos, deves tomar parte activa nas decisões que lhes dizem respeito. Enquanto não houver uma decisão do tribunal em relação à atribuição da guarda dos filhos, as decisões devem ser tomadas por ambos os conjugues. Não abras mão das tuas responsabilidades!

 

Objectivo maior

Precisas de gerir as tuas emoções com cuidado. Por muito magoado/a que te sintas, não deves usar essa dor para também magoares outros. O alvo não deve ser conseguires o que queres, mas o que for melhor para todos os envolvidos, nomeadamente os filhos.

 

Tomada de decisões

Quando as emoções estão muito fortes, a sabedoria está muito “fraca”. Há uma grande tendência para deixar que as emoções influenciem as decisões. E muitos dos conselhos dados por outras pessoas também têm uma grande carga emocional. Toda essa pressão proporciona a tomada de decisões menos positivas e o negligenciar de aspectos que deviam ser pensados e planeados.

Se a tua família quer ajudar, tenta que eles ajudem a pensar nos vários pormenores que precisam de ser decididos, nas consequências de cada tipo de decisão, na melhor forma de lidares com essa situação positivamente. Recolhe todas as informações e ideias (escreve-as para te ajudar a organizares-te) e tira um tempo para pensares nelas a sós, com a cabeça fria, para avaliares quais as melhores opções.

Se em relação a alguns aspectos ainda não sabes o que decidir, diz isso mesmo, que ainda não consegues tomar uma decisão e que precisas de mais tempo para pensar. Não permitas que te obriguem a tomar decisões precipitadas.

 

Diferentes papéis

Neste momento difícil, cada pessoa que está ao teu lado é um ponto de apoio valioso. Mas é importante perceber qual o papel de cada uma. Se não houver sobreposição de papéis, se outros não assumirem o papel que deve ser teu, a vossa relação fica mais saudável e o processo de divórcio também poderá correr melhor. És tu quem vai ter que viver com as consequências das decisões feitas. Deves ser tu a fazer essas decisões.

 

No próximo artigo vou falar sobre os filhos e como gerir os vários aspectos relacionados com eles, numa situação de divórcio.

 

 

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