Muda sua vida...hoje!

Lisboa Counselling
1.Medos — Eu Não Tenho Disso!!

Aranha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O medo sempre tem sido considerado uma característica de pessoas mais fracas. Mas… será?

 

 

O medo positivo 

Conheces aquela ideia de que os elefantes têm medo dos ratos? Parece caricato mas aponta para a realidade de que todos nós temos medos. Aliás, há “medo” que é comum a qualquer ser humano, que é normal e positivo, uma forma de nos ajudar a antever e lidar com situações potencialmente perigosas. É um mecanismo de auto-preservação que nós temos e que evita muitos acidentes ou atitudes descuidadas.

A redução neste medo, normalmente é indicativo de outro tipo de problemas.

 

Medo incapacitante 

Mas há um medo que não é natural, nem positivo… e nem bem-vindo. É aquele medo que sabes que não tem razão de ser, que é irracional, mas que não consegues tirar de dentro e ti. Um medo que te impede de fazer determinadas coisas, por vezes coisas que vês outros fazer e que pensas que também gostarias, mas que não te atreves. O problema não é a tua falta de capacidade para isso, mas o medo que te agarra, como se fosse uma corrente de ferro a amarrar o teu tornozelo. Podes sentir esse medo fisicamente, como um aperto no peito. E sabes que não usufruis de uma boa parte da vida, apenas por causa desse medo que te paralisa. Como se o mundo estivesse lá fora, com as outras pessoas, e fluísse, enquanto tu te limitas a observar de dentro de um quarto escuro que ninguém sabe que existe.

 

O medo nos “fortes”

Quanto mais forte a pessoa aparenta ser, quanto mais responsabilidade ou melhor imagem tem, mais difícil lhe é admitir esse medo. Muitas pessoas acreditam que não se podem dar ao luxo de mostrar essas fraquezas ridículas. Esse medo é embaraçoso, algo que a pessoa não se atreve a partilhar, e que produz nela uma sensação de solidão imensa, de estar sozinha à mercê desse monstro.

 

Mas eu não tenho medo! 

Em Counselling costumamos dizer que, quanto mais rápida é a resposta, maior o nível de cegueira ou maior o medo de encarar uma situação. Há pessoas que se apressam a afirmar que não têm medo de nada. O maior medo pode ser precisamente o encarar essa realidade, de que têm mais medos do que seria saudável. A tentativa de negar, tem a ver com a nossa velha tendência de pensarmos que, se não olharmos para o problema, talvez ele vá embora. Há quem use esta estratégia quando pensa em cancro. “Se eu não for ao médico, talvez não seja cancro”. Mas o cancro não vai embora só porque não olhas para ele. E o medo também não!

 

Porquê? 

Há uma enorme tendência para procurar o porquê, para tentar encontrar a explicação para um problema. Essa tendência tem sido muito encorajada pela abordagem das psicoterapias, que focam em analisar e perceber o problema. Mas como é que podes perceber uma coisa que não é lógica, que não faz sentido, que não tem razão de ser?

Em Counselling, nós não focamos em perceber mas em resolver. E acreditamos que esse foco em analisar o problema, vai aumentar o seu poder destrutivo. Então, se vais aumentar o tamanho do problema e não tens uma estratégia eficaz para saíres dele, ficas pior do que se não tentasses percebê-lo. Por isso mesmo, muitas pessoas têm medo de olhar para os seus medos ou de procurar ajuda para os resolver. Será que a ajuda não vai aumentá-los?

Claro que não fazer nada também não vai resolver o problema. Então o que deves fazer? O primeiro passo será decidires se queres perceber o problema ou se o queres resolver. Então poderás procurar uma abordagem mais centrada na análise, como a maioria das psicoterapias, ou na resolução do problema, como o Counselling.

Deixa-nós uma resposta...

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

* *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>