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Lisboa Counselling
3.Medos — Fobias

Medos

 

Quando estou a tratar determinado problema com um cliente, é frequente aperceber-me de outro problema, por vezes mais grave do que a “queixa” inicial. O Paulo estava numa situação destas. Ele tinha-me procurado para o ajudar a reduzir o stress e a lidar com a sua situação de desemprego. Na nossa segunda sessão, ele desabafou um sonho que tinha há mais de vinte anos — levar a mulher ao cinema. Ele tinha uma fobia de espaços fechados absolutamente incapacitante. Era impensável para ele entrar numa sala de cinema (fechada e às escuras!!!). Mas, para além disso, havia imensas coisas que ele não conseguia fazer, como andar de elevador, ir a um centro comercial ou qualquer outra situação que implicasse estar num espaço fechado.

Este tipo de situação, apesar de parecer inalterável para quem a esta a viver, consegue ultrapassar-se, com algum tempo de trabalho bem específico. No próximo artigo, irei abordar algumas das áreas que precisam de ser trabalhadas neste processo.

 

Fobia é absurda… 

Toda a gente conhece vários tipos de fobias (a aranhas, espaços abertos, alturas, pontes, agulhas ou idas ao dentista, entre muitas outras). Essas fobias parecem absurdas e ridículas, gerando sempre  a ideia de que elas só existem nos filmes ou em pessoas exageradas. E a consequência desta crença? Que as pessoas se esforcem ao máximo para ocultar as suas fobias. Afinal, ninguém quer ser ridicularizado por ter medo de alguma coisa.

 

… mas é real e incapacitante! 

No entanto, apesar de não ser uma situação racional e de, na maioria das vezes, nem ter razão de existir, as fobias são bem reais para quem as tem e tornam-se muito incapacitantes. Quem tem uma fobia, não consegue mesmo estar perante essa situação de que tem medo. Mesmo a pessoa mais racional e forte pode ter fobias que a impeçam de usufruir de determinadas situações.

 

Afecta o corpo 

Uma fobia normalmente compromete o próprio corpo, provocando alguns sintomas físicos, como o acelerar do ritmo cardíaco, suores, aumento da tensão arterial, etc. Muitas pessoas podem ter a sensação de que o corpo está paralisado e não conseguem mover as pernas para se aproximarem da situação que lhes causa a fobia, ou não conseguem fugir quando são surpreendidas por ela (por exemplo se vêem uma aranha à sua frente).

 

Quando são alimentadas ou espicaçadas, as fobias tendem a tornar-se mais fortes. Por exemplo, se a pessoa está sempre a pensar em evitar toda e qualquer situação que se possa assemelhar, mesmo que remotamente, ao tema da fobia, ou se tem “amigos” que aproveitam todas as oportunidades para lhe provocar esse medo (normalmente com o pretexto esfarrapado de que assim ela/e vai ganhar mais resistência à fobia!).

 

Fobia vs medo saudável 

Como referi no primeiro artigo desta série, é normal e saudável ter medo de algumas coisas. Aqui, podemos incluir todas as situações que sejam perigosas ou possam causar dano, ao próprio ou a outra(s) pessoa(s).

As fobias, pelo contrário, não têm a ver com perigo ou qualquer tipo de possível dano. São medos compulsivos, irracionais e normalmente incontroláveis, tendo uma intensidade muitíssimo superior à que a situação poderia justificar. É o tipo de medo que uma pessoa não tem porque faz sentido, nem sabe porque o tem… apenas tem, e não o consegue evitar.

 

Ataques de pânico? 

Fobias não são o mesmo que ataques de pânico. Aliás, estes não têm a ver com medo mas com uma situação de ruptura mental e emocional. Neste site, tens uma série de artigos acerca de ataques de pânico, que podes encontrar facilmente no separador Índice dos Artigos.

 

 

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