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Lisboa Counselling
Os Escritórios Virtuais e a Dinâmica do Stress


Um estudo realizado pela companhia americana Virtual PBX a representantes de mais de 600 PME, concluiu que 61% afirma optar por escritórios virtuais devido a uma maior mobilidade e 54% devido a redução de custos.


Seja pela mobilidade, pela redução de custos ou por outras razões, o estudo comprovou que em 59% dos casos, os inquiridos são mais eficazes quando trabalham a partir de casa.
Actualmente fala-se muito em produtividade, em eficácia, havendo um grande desejo de maximizar os lucros e reduzir os custos. Muitas empresas investem no bem-estar dos seus colaboradores, percebendo que isso vai trazer lucro à própria empresa. As condições de trabalho melhoraram para muitas pessoas mas continuam a ser causa de stress para a maioria.
Uma realidade que se está a tornar cada vez mais comum, é a adesão dos profissionais portugueses ao conceito de Escritório Virtual. Como Conselheira Clínica e Formadora na área comportamental, interessam–me essencialmente os efeitos que este tipo de trabalho têm nas pessoas, em termos emocionais e comportamentais. Há várias áreas muito importantes a analisar e desenvolver, como gestão de tempo, organização pessoal, motivação, entre outras. Hoje dispus-me a analisar o efeito que este tipo de trabalho tem no stress.
Atrevo-me a dizer que o stress afecta a todos nós. O que é que o provoca? Sem dúvida que a forma como lidamos com as situações é determinante. Mas as causas externas a nós também desempenham um papel de peso. Muitas destas causas estão ligadas ao trabalho: pobres condições de espaço, frequentemente agravadas pela filosofia dos open space; trânsito (muitas pessoas demoram uma hora ou mais entre casa e o trabalho); relacionamentos difíceis em empresas onde não haja o cuidado de proporcionar boa formação ou mesmo coaching na área de relações interpessoais e resolução de conflitos; aparência pessoal, entre outros. Na situação dos escritórios virtuais, muitas das causas de stress já estão eliminadas ou muito reduzidas.
Em relação ao espaço de trabalho, a pessoa não tem que lidar com desconforto, pouco espaço, barulho dos colegas ou outro tipo de problema. Se trabalhar em casa, o espaço de trabalho é o seu próprio espaço, personalizado segundo o seu gosto (e não o do chefe) e organizado “à sua medida”. Tem ainda a grande vantagem de poder começar a trabalhar pouco depois de acordar; não tem que se deslocar em transportes e nem precisa de ter uma aparência especial. Isto aponta para outro benefício: quem trabalha no seu próprio espaço gasta muito menos dinheiro em roupa e o que gasta é em roupas de que gosta e não nas que precisaria de usar na empresa. O mesmo acontece em relação a transportes, que para a maioria das pessoas representam uma despesa considerável. Estas vantagens não irão eliminar o stress, mas já o vão reduzir bastante.
No entanto, apesar das grandes vantagens, os escritórios virtuais não deixam de apresentar algumas dificuldades. As empresas que os usam terão que lidar com outro tipo de situações, diferentes das empresas tradicionais. Precisam de desenvolver novas formas de planeamento do trabalho e de avaliação do desempenho. A formação continua a ser fundamental, mas neste caso será mais nas áreas de motivação, auto-controlo, organização pessoal, gestão de tempo, compromisso, liderança à distância, entre outras.
Analisando os benefícios e as dificuldades do trabalho à distância, podemos verificar que apesar de não se adaptar a todo o tipo de pessoas e de exigir uma reformulação da forma de trabalhar por parte dos líderes das empresas, esta alternativa pode reduzir bastante as fontes de stress, para além de estimular um maior crescimento e independência da pessoa, que terá que ser muito mais responsável e autónoma.
in, Jornal OJE, 30/3/2011

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