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2.Perdão – Como Sabes se já Perdoaste?

Oiço muitas vezes alguém dizer que não guarda ressentimento, que já perdoou. Mas que não esquece! Isso é perdão? Será que perdoar significa esquecer?

 

Não podes obrigar-te a esquecer!

Na verdade, quanto mais te esforças para esquecer, mais forte está essa memória, essa mágoa dentro de ti. “Esquecer” não é algo activo; não é algo que possas efectuar — pelo menos dessa forma. E, na realidade, esse não é o problema. Não é o facto de te lembrares, mas do impacto que essa lembrança tem em ti.

Num dos próximos artigos desta série, irei falar sobre este aspecto da memória.

 

Crença vs realidade

Podes acreditar seriamente que já perdoaste ao teu ofensor, mas o facto de estares convencido disso, ou mesmo as tuas boas intenções em relação a esse assunto, não são suficientes para que isso seja verdade.

 

Raiz de amargura

A Bíblia diz-nos para deixarmos a raiz de amargura. Na verdade, a amargura é algo que vai crescendo e se desenvolvendo dentro de nós, como raízes que se vão enredando ao redor do nosso coração e que acabam por amarrar todo o nosso ser. E, tal como as raízes, quando mais tempo de “crescimento” tem, mais difícil é de “arrancar”.

Quando a pessoa que te maltratou é alguém próximo, a dor é muito maior e a amargura continua a crescer como tentáculos que te roubam a alegria de viver.

 

Consequências

A falta de perdão tem um preço, normalmente bastante alto. Ela pode provocar sintomas físicos, como insónias, dificuldades digestivas, enxaquecas, ou mesmo causar doenças, como úlceras, por exemplo. Também há sintomas emocionais, como a perda de alegria e aumento de ansiedade e angústia, ou mentais, com o aumento da sensação de desgaste, dificuldade de concentração, perda de memória. A falta de perdão, pode ainda afectar os teus outros relacionamentos, levando-te a seres mais cuidadoso (desconfiado, fechado), a desenvolveres uma atitude negativa, teres menos paciência, etc.

 

Queres perdoar?

Tu sabes que deves perdoar e podes estar a tentar fazer isso. Talvez estejas a lutar com o “querer”. Tu queres, porque isso é o correcto, mas bem lá no fundo, não queres, porque é extremamente injusto.

Muitas vezes, preciso de ir a um nível muito mais básico do que o processo de perdoar — com alguns clientes, antes de podermos trabalhar o perdão, preciso de os ajudar a conseguirem “querer perdoar”. Em situações graves, antigas ou que ainda se repetem, o processo de vir a querer perdoar, pode ser tão difícil como o próprio perdão.

 

Dor e mágoa

Voltando ao início deste artigo — podes pensar que já perdoaste, que não guardas ressentimento. Podes pensar que já fizeste a tua parte. Mas… será? Como podes saber?

Na verdade, não é assim tão difícil de perceber. Porque a falta de perdão tem consequências; deixa um “rasto”. O que é que está a dirigir a tua vida, o teu pensamento? Será que essa situação, essa ofensa, ainda ocupa algum espaço no teu pensamento? Será que fazes ou deixas de fazer coisas por causa disso que aconteceu? Ainda há momentos em que sentes dor ou mágoa pelo que a outra pessoa te fez? Essa situação está a afectar o teu relacionamento com essa pessoa?

 

Enquanto não perdoares, não vais conseguir libertar-te da acção que o outro teve contra ti. O perdão é difícil, mas é a única forma de te libertares, de voltares a viver plenamente.

E, seja qual for a gravidade da situação, o perdão é possível!

Continua a seguir este tema, ao longo dos próximos artigos.

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