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Lisboa Counselling
5.Perdão — É um Processo!

Quantas vezes já tentaste perdoar, já pensaste que tinhas perdoado e voltas a sentir toda a dor … ou mesmo raiva? Quantas vezes tens sentido o peso da culpa por continuares a ter um sentimento que achas que é errado?

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Um processo  

Decidir perdoar, se a ofensa foi grave, pode ser muito difícil. Mas muito mais difícil é conseguir pôr em prática essa decisão.

Como referi no artigo anterior, o perdão é uma decisão. No entanto, precisas de reafirmar essa decisão tantas vezes quantas forem necessárias, até te libertares completamente da dor. Ou seja, se já deste os passos necessários, de decidires perdoar e assumires o compromisso de abrir mão desse assunto, se essa mágoa volta a esmagar-te, precisas de voltar a decidir e a assumir o compromisso. E precisas de fazer isso tantas vezes quantas for necessário!

 

Abrir mão

Quando trabalho o perdão, é sempre necessário abordar vários temas. Alguns desses temas são comuns a todas as situações de perdão.

Uma das áreas que sempre é preciso trabalhar num processo de perdoar, é o “abrir mão”.  Como já referi, perdoares significa abrires mão da vingança, da punição que o teu ofensor merece. Mas há outros aspectos, muito mais subtis (e difíceis), que precisas de largar. Um desses aspectos, é o “sentido” do que aconteceu. Na verdade, podes nunca vir a perceber o sentido. Muitas ofensas simplesmente não têm sentido. Para perdoares, tens que abrir mão, tens que desistir de perceber qual o sentido.

Outro aspecto que tens que largar, é a tua necessidade de que o teu ofensor perceba o quanto te fez sofrer. Ele pode nunca vir a perceber (não tens como o forçar a isso). Muitas pessoas nunca percebem o mal que fazem aos outros. E a tua libertação não pode estar dependente de que ele perceba ou não.

 

O preço 

Perdoares, significa tu assumires o “prejuízo”; significa que és tu quem fica prejudicado. No entanto, não perdoares tem um custo muitíssimo mais alto. A dor, a mágoa, a tristeza, tendem a envolver todas as áreas da tua vida. O ressentimento é um dos fardos mais avassaladores com que eu costumo lidar, normalmente só equiparado ao da culpa. O ressentimento e a culpa são das emoções mais destruidoras que encontro nas pessoas, e muitas vezes combinam-se, de forma que um mesmo tema, uma mesma situação, pode provocar em ti sentimentos de culpa e ressentimento, capazes de destruir completamente a tua vida.

Provavelmente não chamas “ressentimento” àquilo que estás a sentir. É uma palavra demasiado feia. No meio cristão, é algo que nos é “proibido”. Então, quando não consegues lidar com algo que foi muito grave, o mais fácil é mudar-lhe o nome, dizer que o que sentes não é ressentimento. Mas, chames-lhe o que chamares, se há dentro de ti algo que te leva frequentemente à angústia, que te rouba o prazer de viver, que afeta várias áreas da tua vida (talvez até mesmo a tua saúde), … se estás nessa situação, precisas de fazer algo em relação a isso.

 

O percurso 

O primeiro passo é sempre perceberes que algo não está bem, mesmo que não penses que seja ressentimento.

Counselling não foca na análise do problema, mas na sua resolução. Não foca na “feiura” de cada humano, seja ela qual for, mas na sua mudança. E o início de um “percurso” de counselling comigo, está sempre ligado a obter e a identificar mudança, não a perceber o tamanho do problema. Ou seja, eu não acho indispensável (de forma nenhuma!), que percebas como tu (que foste o maltratado, se é esse o caso) estás errado. Como tu estás em pecado por não perdoares. Porque a acusação e a culpa nunca levam a mudança positiva. São uma estratégia de destruição e não de reconstrução de vida.

Pelo contrário, o meu foco é em ajudar a pessoa a começar a libertar-se do fardo que a esmaga. E à medida que vamos conseguindo mudança e alívio da dor, é muito mais fácil desenvolver a motivação para perdoar e trabalhar todos os aspectos mais subtis em volta dessa situação.

Então, pensando no alívio e em libertação da “amarradura” emocional e espiritual em que te encontras, podes dar uma olhadela para os custos que esse tema já está a ter sobre ti e decidires que já não queres continuar a pagar esse preço!

 

A dor 

Pelas minhas palavras, pode parecer que a minha atitude é demasiado leve (aliás, uma das acusações que outros especialistas fazem ao Counselling, é ser uma abordagem demasiado ligeira e superficial). Mas a minha abordagem não é leve nem superficial. Eu tenho perfeita consciência da dificuldade de perdoar coisas graves (eu própria já tive que fazer esse percurso). Eu conheço a dor desse processo, dessa luta de gigantes, que muitas vezes te leva a pensar que não vais conseguir. Mas também sei que o perdão é o único caminho para te libertares dessa dor e dessas memórias. Muitas das vezes que eu tenho ajudado alguém a fazer esse percurso, o feedback que oiço no fim é “saiu um peso de toneladas dos meus ombros”.

Podes trabalhar para te libertares… ou podes continuar escravo dessa dor. A escolha é tua!

 

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