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4.Perdão – É uma decisão!

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Perdão não é uma emoção!

Se estás a lutar com o tema perdão, se aconteceu algo grave que sabes que precisas de perdoar, não teres vontade de o fazer é o mais natural. Aliás, se tivesses uma grande vontade de perdoar a essa pessoa, provavelmente isso significava que a ofensa não tinha sido assim tão grave.

 

Cancelar uma dívida 

O perdão, para nós humanos, é completamente anti-natura. Perdoar, na prática, significa cancelar uma dívida… que não foi paga! Ou seja, há alguém que te prejudicou ou maltratou, e por isso tem uma “dívida” contra ti. E tu decides cancelar, rasgar a “nota de débito”; decides não cobrar essa dívida, assumir que o prejuízo, o custo, é teu. No entanto, ao fazeres isto (em vez de exigires que seja feita justiça), o custo para ti é muito mais baixo do que se mantivesses essa dívida em aberto. Como vimos nos artigos anteriores, manter essa dor pode levar a anos de mágoa, ressentimento, ou simplesmente “tristeza” (é uma palavra mais leve, menos feia do que ressentimento, mas representa exatamente o mesmo problema).

 

Mas isso não parece justo!

Claro que não! Perdão não tem nada a ver com justiça. Perdoar é precisamente o oposto, é desistir de cobrar, é abrir mão da justiça. Quando perdoas, decides ficar tu com o prejuízo, com a dor. Mas não no sentido de “coitado” ou de que és superior ao teu ofensor. Isso aí não seria perdão, pois não?

O exemplo mais claro do que é o perdão, se isso fizer sentido para ti, é o que Jesus fez na cruz. Ele próprio pagou a dívida de outros, não porque tenha sido obrigado, mas porque decidiu fazê-lo.

Não é justiça. É desistir da justiça, daquilo que ela não consegue resolver.

 

É uma decisão

Então, o perdão é uma escolha que tu fazes. Escolhes “largar” em vez de ficares para o resto da vida com o peso esmagador do ressentimento. Quem lucra com o perdão é a pessoa que perdoa. O ofensor, muitas vezes, não está minimamente incomodado com o assunto.

Mas essa escolha que fazes, não é assim tão simples. Tu podes já querer perdoar, já ter decidido que vais perdoar, mas a memória e a dor continuam bem vivas. Como ultrapassar isso?

 

É um compromisso

Para conseguires “implementar” a tua decisão e libertar-te da mágoa, precisas de dar vários passos. Um desses passos é um compromisso, que podes assumir contigo próprio, com mais outra pessoa que esteja a ajudar-te nesse processo, ou com Deus. Compromisso de quê?

  • De não lembrar — Não é esquecer. Na verdade, não podes fazer nada para esquecer alguma coisa. Quanto mais tentas, mais forte está essa lembrança. Então, o foco não deve ser colocado em esquecer, mas em não lembrar; em activamente manter esse tema fora do pensamento. É o compromisso de não mexer nesse assunto, de não ficar a falar acerca dele e de desviar dele o pensamento. (No meu livro A SAÍDA — WAY OUT, podes encontrar várias estratégias e ferramentas que poderão ajudar-te a libertares o pensamento e a memória de temas opressivos. Podes encomendar o livro através deste site, por mensagem privada.)
  • De não permitir que o que aconteceu e já foi perdoado, continue a afectar o teu relacionamento com a pessoa que te maltratou. Mais uma vez, isso não significa permitires que a pessoa continue a fazer o mesmo, nem que mantenhas uma relação muito próxima com alguém que tenha atitudes ou comportamentos graves. Num próximo artigo irei falar acerca disso. Mas, se a ofensa foi perdoada, o relacionamento deve ser completamente restaurado.

 

Seja qual for o sofrimento que experimentaste, não tens que continuar a viver debaixo desse peso esmagador. A libertação — a tua libertação — é possível.

No próximo artigo irei falar de mais alguns passos deste processo que é o perdão.

 

 

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