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3.Relações InterPessoais — Filhos Adolescentes ou Jovens

Os filhos estão a sair de casa cada vez mais tarde. Isto faz com que muitos pais se deparem com a realidade de ainda ter em casa filhos que continuam a depender deles (financeiramente e em muitos outros aspectos práticos) mas que não acham que lhes devam obediência ou que devam ter em conta o que é importante para os pais.

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“Já lhe disse que não é viável vivermos na mesma casa!”, desabafava há alguns dias uma mãe, que deseja manter um bom relacionamento com o filho de 20 anos mas sente que, para isso, tem que se limitar a permitir tudo e a engolir todos os sapos que ele quiser.

 

Problemas reais ou simples implicâncias?

Muitos pais não reparam que os filhos já cresceram — que na verdade já são adultos — e continuam a tratá-los como se eles fossem crianças. Eu encontro situações em que os pais dizem coisas do género “veste o casaco” ou “come a fruta” a filhos com 20 ou 30 anos de idade!! É claro que isso não é um relacionamento saudável. Se esse filho não tem nenhum atraso mental grave, não deve ser tratado como se o tivesse. Eu percebo que há aspectos importantes que os nossos filhos ignoram (como fazer uma alimentação saudável, por exemplo) mas a um filho adulto já não podemos passar esse tipo de mensagem da mesma forma que passávamos quando ele era criança.

Podes perguntar “mas qual é o problema de eu mostrar ao meu filho que quero o bem dele?” Não tem problema nenhum e até é muito louvável. Mas estar todos os dias a dizer a mesma coisa não promove o bem de ninguém e acaba por minar e destruir a vossa relação.

 

Encontrar o equilíbrio

Há temas que não são certos nem errados — são apenas uma questão de gosto pessoal. Por exemplo o tipo de música ou de filmes, o estilo de roupa, pontos de vista ou interesses, entre outros, são uma escolha pessoal que os pais devem respeitar. Claro que se isso significar falta de respeito por parte desses filhos, por exemplo “obrigando” toda a gente lá em casa (e os vizinhos!) a ouvir a música deles, é preciso encontrar um equilíbrio, uma forma de eles poderem usufruir da sua liberdade sem esmagarem a liberdade do outros. Mesmo estes temas mais leves (que por vezes se tornam bastante dolorosos) podem precisar de ser falados e de ser encontrado um equilíbrio, um acordo, uma forma de funcionar sem maltratar ou outros.

É indispensável distinguir o que é errado, daquilo que é apenas uma questão de gosto ou moda. O tipo de abordagem precisa de ser diferente.

 

O que não permitir?

Devemos ser tolerantes e compreensivos, mas isso não significa ser permissivo ou pactuar com atitudes erradas. A falta de educação ou de respeito não deve nunca ser permitida. Também aspectos mais práticos, como viver à custa dos pais, usando e consumindo de tudo sem colaborar com nada, não são saudáveis nem construtivos. Cada pessoa deve colaborar, nas tarefas domésticas ou mesmo nas despesas da casa. Também atitudes que mostram total indiferença pelo bem-estar dos outros ou por regras sociais básicas, como deixar os sapatos espalhados à entrada da casa, por exemplo, precisam de ser alteradas.

 

Preserva o relacionamento!

Nas tentativas de manter as coisas a funcionarem “como deve ser”, é fácil destruir muito mais do que se queria. Fazer braço de ferro, por exemplo, não só põe em risco o vosso relacionamento como reduz a possibilidade de obteres as mudanças que desejas. É importante manteres o canal de comunicação com o teu filho, aberto. O teu alvo deve ser preservar o vosso relacionamento.

 

 

 

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