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Lisboa Counselling
2.Relações InterPessoais — Filhos Adultos

No primeiro artigo desta série, falei sobre a dificuldade que alguns filhos têm em manter um relacionamento não destrutivo com os pais idosos. Neste artigo, vou olhar um pouco para o outro lado da mesma situação — como podes desenvolver uma boa relação com os teus filhos que já saíram de casa? Uma relação que seja próxima mas não invasiva?

Uma relação que ajude a promover o equilíbrio e não a destruí-lo?

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Entender responsabilidades

Todos nós temos responsabilidades, mas nem sempre as entendemos. E vivemos no paradoxo de ignorar / não cumprir algumas das nossas responsabilidades, enquanto queremos controlar áreas que são responsabilidade de outra pessoa.

Por exemplo, a educação dos filhos é responsabilidade dos pais. Então, a educação dos teus netos, é responsabilidade dos pais deles. Sem dúvida que tens experiência na educação de filhos, podes até perceber erros que cometeste nessa área e que não queres que os teus filhos repitam. No entanto, precisas de respeitar o papel deles como pais… e talvez de perceber melhor o teu papel de avô / avó.

 

O impacto da instabilidade

Quando estás a tentar que os teus filhos eduquem os filhos deles de forma diferente, estás a interferir no equilíbrio do seu lar, estás a criar instabilidade no relacionamento entre eles, o que pode ter consequências muito mais graves do que as atitudes que estás a ver erradas neles.

Para criar algo positivo, não tens que destruir. O preço da “destruição” pode ser demasiado elevado e pode tornar completamente impossível a construção de algo que seja positivo. A instabilidade criada, pode levar a que os filhos aproveitem a situação / o pretexto, para desenvolver comportamentos piores ou entrar num processo de ruptura que depois seja muito difícil de inverter.

 

O que são “conselhos”?

Precisas de ter cuidado com o tema “conselhos”. Na maioria das vezes, os pais tentam dar aos filhos os conselhos que eles próprios deveriam ter seguido mas não seguiram!!! Isso não lhes dá grande moralidade para agora os imporem a outros.

Certamente que tens mais experiência do que os teus filhos (pelo menos já viveste mais anos do que eles). Podes ter conhecimentos que lhes seriam muito úteis. Mas a partir do momento em que tentas impor essas conceitos, perdes o acesso a eles, os teus filhos passam a ver-te como alguém que impõe, que não entende. Com uma atitude muito incisiva, mesmo que seja com boa intenção, podes destruir a proximidade necessária para partilhar saberes e conselhos.

Um conselho precisa de ser passado como aquilo que tu pensas, ou mesmo como aquilo que acreditas fortemente, mas não como uma ordem ou uma imposição. Precisas de dar ao teu filho o espaço e tempo suficientes para ele amadurecer e entender o conceito… e a liberdade para o seguir ou não.

 

Netos

Já comentei que a educação dos filhos é responsabilidade dos pais. Assim, a educação dos teus netos é responsabilidade dos teus filhos. Devem ser eles a decidir o que os filhos deles devem fazer ou não, o que acham importante, etc. Isso significa que, quando os netos estão contigo, deves seguir esses princípios e não aproveitar para fazer tudo ao contrário do que os pais fazem. Esta atitude pode ser divertida (e os netos adoram-na) mas estás a ter um papel muito corrosivo no ambiente familiar dos teus filhos (que hoje em dia é tão instável). Aquilo que sentes ser uma atitude ligeira e até positiva, pode trazer mais uma série de problemas na vida dos teus filhos e pode até ser motivo (bastante compreensível) para eles evitarem deixar os seus filhos contigo.

 

 

O meu desafio — aprende a usufruir dos teus netos e filhos, sem boicotares os esforços que estes estão a fazer para os criar.

Se há alguns aspectos na vida dos teus filhos ou netos que te estão a incomodar muito, no LisboaCounselling podes marcar uma sessão informal que te ajudará a planear formas mais positivas de agir, para estreitar os vossos relacionamentos em vez de os fragilizar.

O LisboaCounselling existe para te ajudar a mudar a tua vida e a seres um “contagiador” na vida dos outros!

 

 

 

 

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