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Lisboa Counselling
1.Relações InterPessoais — Pais Idosos

“Eu sei que não é possível ter uma boa relação com a minha mãe, mas queria pelo menos aprender a proteger-me, a não ficar tão devastada de cada vez que falo com ela.”

Este é um tipo de apelo que eu oiço com alguma frequência, de filhos adultos, que já constituíram a sua própria família, que estão conscientes de como é importante darem-se bem com o seu pai / mãe, mas que se sentem incapazes de o fazer… e que, na maioria das vezes, nem acreditam que isso seja possível!

Rel InterPessoais

 

Épocas “de risco”

As festividades, o tempo em que supostamente é para estar em família e em paz, são também momentos de maior pressão, de expectativas, exigências, cobranças, sentimentos de culpa. São tempos de maior risco, em que conflitos latentes podem acabar por explodir. Esses momentos em que “tudo devia correr bem”, em que “todos se deviam portar bem”, são também os momentos em que se sentem as maiores dores, em que voltam a abrir as feridas mais dolorosas. E se não tens mão nessas dores e nessas feridas, elas podem extravasar e destruir muito!

 

Auto-proteção

Sentes que devias dar mais atenção aos teus pais idosos, tens a consciência de que eles talvez já não vivam muitos mais anos, mas os seus queixumes, implicâncias, exigências, tornam-se tão desgastantes que, consciente ou inconscientemente, acabas por ir adiando as visitas ou telefonemas. Acabas por “nunca ter tempo”, por vezes como estratégia bem consciente para procurares manter a tua sanidade mental.

 

Interferências

Muitos pais idosos sentem-se no direito de interferir na vida pessoal dos seus filhos adultos, como se eles ainda fossem crianças, como se ainda estivessem a viver em casa dos pais. Talvez os teus pais estejam a interferir na educação que dás aos teus filhos, criticando-te abertamente e desautorizando-te mesmo na presença deles (com os resultados óbvios que tal atitude vai trazer!).  Talvez os teus pais estejam a interferir no teu casamento, aumentando a instabilidade e os conflitos que já existem na tua relação conjugal.

 

Sentimentos de culpa

A atitude dos teus pais pode estar a ter consequências muito negativas na tua vida familiar. Pode estar a agravar ou mesmo a desencadear conflitos graves que acabem por levar a quebras de relacionamento, seja com o teu conjugue, seja com os teus filhos. No entanto, a forma como lidas com essa situação, as estratégias que usas para evitar falar ou estar com eles, as conversas azedas em que acabas por dizer coisas que vão agravar ainda mais a situação, tudo isso provoca em ti um peso tremendo, sentimentos de culpa que podes tentar ignorar mas que te vão sufocando e destruindo.

 

É possível ter uma relação positiva com eles?

Na maioria das situações, sim, é possível. Mesmo com um pai ou uma mãe que parece intratável, podes aprender a desenvolver uma relação positiva e cordial. Por vezes isso só se consegue num nível relativamente superficial, mas mesmo assim é possível mudar o suficiente para não permitir “agressão” e mesmo ter momentos agradáveis em conjunto.

 

O que podes fazer?

Normalmente resolver este tipo de situação, requer um trabalho de Counselling, de treino de novas competências de comunicação que te capacite a influenciares / mudares essa situação. Mas há algumas noções que podes começar a desenvolver.

. Toda a comunicação deve ser feita com educação, ética e respeito. Assertividade, ao contrário do que muita gente pensa, não significa gritar nem desrespeitar. No tema “Comunicação”, na biblioteca do LisboaCounselling, tens uma série de artigos sobre Assertividade que te pode ajudar a esclarecer alguns conceitos.

. É fundamental perceberes aquilo que é responsabilidade tua (por exemplo, a educação dos teus filhos) e não abrires mão dessa responsabilidade. As decisões nessas áreas devem ser tuas. Sem dúvida que os teus pais podem dar conselhos em relação à educação dos netos, mas não em frente deles, de forma a agravar os conflitos já existentes.

. Não deves ficar a discutir com os teus pais, as áreas que são responsabilidade tua. Depois de lhes dizeres isso, não deves permitir que esse tipo de diálogo destrutivo continue.

. Não tens que ouvir agressão. O teu foco não deve ser no teu pai / mãe, não deve ser “ele não pode falar assim comigo!”, mas em ti “eu não vou continuar a ouvir isso!”

. Procura criar um equilíbrio onde for possível, usar áreas ou temas de conversa em que possa haver um ambiente positivo ou pelo menos neutro.

 

Comunicação Positiva

No último artigo desta série vou estar a falar sobre como uma abordagem positiva (mas não permissiva!!) a nível de comunicação, pode conseguir resultados muito mais impactantes do que as abordagens habituais. Fica atento!

 

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