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2.Resiliência e Determinação

O nível de resiliência “natural” varia de pessoa para pessoa. No entanto, a resiliência precisa de estar ligada a um acto da vontade, à determinação de sobreviver, de ultrapassar o problema que se está a enfrentar.

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Depois da 2ª Guerra Mundial, alguns especialistas dedicaram-se a estudar o processo de sobrevivência aos campos de concentração. Para além das pessoas que foram exterminadas, muitas outras sucumbiram e morreram perante o sofrimento em que se encontravam. No entanto, outras pessoas que estavam sujeitas aos mesmos maus tratos e torturas, conseguiram sobreviver. Isto levou especialistas a tentarem encontrar características comuns nessas pessoas, ou seja, atributos ou competências que as ajudaram a sobreviver num ambiente em que muitas outras não o conseguiram.

Uma das características que nelas encontraram foi a determinação e o propósito. A maioria das pessoas que sobreviveu tinha um forte propósito (por exemplo contar ao mundo o que se passava lá) e uma determinação inabalável para alcançar esse propósito.

 

A determinação e a perseverança aumentam muito a capacidade de uma pessoa alcançar o seu objectivo. Mas essa determinação não pode ser apenas “força bruta”. Ela precisa de ser gerida com sabedoria e bom senso. Ou seja, perante uma situação muito difícil, podemos ter que decidir qual a melhor forma de lutar, qual a que nos dá maior probabilidade de ultrapassar a situação ou mesmo de sobreviver. A resiliência genuína também exige que tenhamos a noção de quando nos devemos render. Render-se não significa desistir. Pelo contrário, implica ter a noção das nossas limitações como humanos e da falta de controlo que temos perante determinadas situações.

Um exemplo que nos ajuda a perceber esta noção é o do mergulhador Neo Zelandês Rob Hewitt, que ficou separado dos seus colegas de mergulho e à deriva no mar durante três dias, até ser encontrado e socorrido. A primeira opção (e óbvia) seria tentar nadar até à costa. No entanto, de cada vez que tentou fazer isso, verificou que as correntes o arrastavam de volta para alto mar. O risco de ficar exausto e se afogar era real. Então ele decidiu que a sua melhor opção de sobrevivência era “render-se”, deixar-se levar à deriva pelas ondas e correntes. O resultado da situação estava completamente fora das suas mãos mas desta forma ele conseguiria sobreviver mais tempo, aumentando a probabilidade de ser encontrado pelas equipas de salvamento que o procuravam.

 

Quando é melhor render-se?

Esta atitude de se render pode ser adoptada, como no caso de Rob Hewitt, quando os riscos de continuar na mesma estratégia de luta são demasiado elevados e quando a “rendição” pode aumentar a probabilidade de ultrapassar a situação.

Pode também ser usada como um “abrir mão” de alguns aspectos, para tentar alcançar um bem maior. Por exemplo, no caso de um relacionamento que está à beira da ruptura, faz sentido abrir-se mão de determinados detalhes, enquanto se investe na reconstrução do relacionamento.

Também pode fazer sentido renderes-te (temporariamente) quando sentes que chegaste ao limite das tuas forças, por exemplo num problema que se prolongue durante muito tempo. Esta “pausa” precisa de ser feita com cuidado, com o foco em “recarregar as baterias” e re-planear a forma de lidar com a situação, para que não acabe por se transformar em desistência total.

Outra situação em que faz sentido renderes-te, é quando tens consciência de que não tens os recursos ou conhecimentos suficientes para lidar com a tua situação, e investes em te preparar para depois “voltares à acção”, já com maior probabilidade de sucesso.

 

Resiliência é muito mais do que sobreviver. É usares os teus dramas para te tornares uma pessoa melhor, com mais capacidades e mais apta para fazer a diferença na vida de outros!

 

 

 

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