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Lisboa Counselling
1.Resiliência vs endurecimento emocional

 

 

Resiliência é muito mais do que simplesmente sobreviver… mas não é endurecimento emocional.

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Resiliência é normalmente definida como a capacidade de sobreviver a uma tragédia, com um mínimo de danos. No entanto, eu concordo com alguns autores que defendem que resiliência é muito mais do que isso. Não se trata apenas de “sobreviver”, mas de usar o processo de luta contra o problema, para crescer e se desenvolver, para setornar uma pessoa melhor e mais capaz de tocar as vidas de outros que passam por momentos difíceis.

 

Uma boa imagem deste tipo de resiliência é a formação da pérola dentro de uma ostra. A situação começa por ser um problema, um grão de areia que incomoda e agride a ostra. Mas a estratégia que esta usa para resolver esse problema é revesti-lo com camadas de nácar que acabam por transformar esse intrusivo grão de areia numa pérola valiosa.

 

A resiliência é algo inato?

Algumas pessoas têm naturalmente mais facilidade em lidar com a adversidade, usando-a para se tornarem mais fortes e muitas vezes tomando a iniciativa de ajudar outros que estejam a passar por situações semelhantes. Na verdade, quando optamos por ajudar outros a ultrapassar a sua dor, torna-se mais fácil suportar ou lidar com a nossa. Mas a resiliência também pode ser desenvolvida de uma forma intencional.

 

Qual é a outra opção?

A dor, o sofrimento, nunca é algo neutro e sempre tem efeitos ou consequências em nós. As consequências mais comuns, na verdade, são o endurecimento emocional, a redução de sensibilidade, o desenvolvimento de amargura, azedume, ressentimento. Torna-se natural relativizar a dor do outro ou mesmo ter atitudes menos éticas. Pouco a pouco, a pessoa acaba por se tornar numautêntico “limão”, azeda para a vida e incapaz de sentir alegria ou prazer.

O resultado deste endurecimento emocional é uma tendência para não dar qualquer contributo positivo para melhorar o bem-estar dos outros mas, pelo contrário, ser uma pessoa negativa ou mesmo hostil, que acaba por tornar a vida dos outros ainda mais difícil.

 

Mas permitir-me sentir, não me torna mais frágil e mais vulnerável?

Não necessariamente. A tua capacidade de sentir pode ser completamente naif e inadequada para lidar com a adversidade. Isso, sem dúvida, é arriscado; podes facilmente ser esmagado tanto por crises ou acidentes como por atitudes abusivas da parte de outros. Por outro lado, ao desenvolveres uma sensibilidade profunda mas matura, podes não só usufruir mais plenamente da vida como lidar de forma mais positiva e eficaz com a dor, tua ou de outros.

 

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