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Lisboa Counselling
Terapia de Baixo Risco – 2

Numa situação difícil devemos estar conscientes dos riscos, mas não focar neles. Quando focamos demasiado no risco, estamos a fazer com que ele aumente. O nosso investimento precisa de ser feito em duas frentes: reduzir o risco e aumentar a nossa capacidade de resolver o problema. Como podemos conseguir isso?

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Exemplos de situações em que o risco pode aumentar

Depressão — Quando uma pessoa está com tendências depressivas, focar no problema leva-a a analisar as suas emoções, a tentar perceber o porquê da depressão, o que aconteceu para a provocar ou os sentimentos de culpa por achar que não tem razão para estar deprimido. E isto leva a quê? Obviamente a angústia aumenta, juntamente com culpa, sensação de impotência, desespero. O que começou por ser uma tendência pode transformar-se em pouco tempo numa depressão profunda.

Suicídio — Ao focar nos pensamentos e emoções que estão em volta da tendência suicida (tentando percebê-la), a probabilidade de que a pessoa venha a fazer uma tentativa aumenta muito. Algumas tentativas de suicídio permitem que a pessoa “caia em si” e recue ou peça ajuda. No entanto, há tentativas em que isso não é possível.

Conflito — Numa situação de conflito, normalmente a tendência é para focar no problema, para “esclarecer as coisas”. Mas, ao seguir por esse caminho, a discussão aumenta e as pessoas dizem coisas (por vezes muito graves) que na realidade não são o que sentem. O que era um conflito “localizado” pode tornar-se uma barreira de problemas e ofensas que foram criados pela tentativa de “resolver” o conflito.

Psicoses — Em situações de paranóia, esquizofrenia, doença bipolar, etc. a análise da situação e foco no problema também vai agravar os sintomas e aumentar as tendências de pensamento e comportamento disfuncionais.

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Como fazer uma abordagem que reduza os riscos?

Em counselling começamos por reduzir o sofrimento, por aliviar o sintoma. E será que isto não é quase como enterrar a cabeça na areia ou dar um analgésico? Não! Muito pelo contrário! Estas primeiras “vitórias” são fundamentais para ajudar o nosso cliente a ACREDITAR.Quando uma pessoa está de rastos e, mais ainda, quando já anda há vários anos a correr especialistas e abordagens de todo o tipo, sem qualquer resultado, basicamente já não acredita que seja possível resolver o seu problema. E eu não posso avançar muito com uma pessoa que não acredita!Então o primeiro passo tem que ser mostrar à pessoa que ela consegue — Não é “dizer”; é “mostrar”. São coisas muito diferentes! Se eu digo a um cliente que ele vai conseguir, isso provavelmente não fará grande diferença. Mas se eu o levo a alcançar uma melhoria visível nas 1ªs semanas de trabalho, isso vai fazer com que ele verifique (e passe a acreditar!) que realmente consegue resolver o seu problema. E que é só uma questão de estratégias eficazes, trabalho e perseverança.

 

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Quem cruza a Meta não é quem tem mais músculos, mas quem acredita que isso seja possível e trabalha com eficácia e determinação para alcançar esse Alvo.

 

 

 

No próximo artigo vamos falar acerca de algumas estratégias práticas de redução de risco em situações reais.

Fica atento!