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Lisboa Counselling
Terapia de Baixo Risco – 3

Os riscos existem. A estratégia não é vivermos protegidos dentro de uma redoma, mas reduzirmos os que podem ser reduzidos e tornarmo-nos mais hábeis para lidar com os que não podem.

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Apesar de counselling não focar no problema, investe bastante em ajudar os seus clientes a tomarem consciência dos riscos que correm e a planearem a forma mais eficaz de os evitar ou de lidar com eles.

 

 

Como lidar com situações de risco?

Impulso suicida — Nem todos os suicídios são “planeados” ou “intencionais”. Acredito que a maioria das pessoas que comete suicídio, na realidade não tinha intenção de o fazer. Isso mostra que não são só as pessoas que se querem suicidar, que estão em risco.
Grande parte das pessoas têm, pelo menos ocasionalmente, pensamentos ou impulsos suicidas. Nos períodos em que isso te acontece, tu estás em perigo. O que podes fazer? Preocupares-te ou ficares ansioso com isso, vai aumentar o risco. No entanto, precisas de tomar medidas. Procura perceber as situações que estão ligadas ao teu impulso: uma janela aberta, um comboio a passar, uma faca,… e planeia estratégias para lidar com essas situações. Por exemplo, durante esses períodos, não te aproximes de parapeitos altos, mantém-te o mais atrás possível até o comboio / autocarro estar parado. Evita estar sozinho em situações que possam apresentar algum risco… mesmo que penses que nunca farias mal a ti próprio.

 

Conflitos — Quando há uma situação de conflito, este é normalmente muito agravado pela falta de habilidade na comunicação e de ferramentas de resolução de conflitos. Muitos relacionamentos chegam à ruptura, porque houve riscos que não foram previstos e evitados ou trabalhados.

Há uma série de estratégias e skills que podes aprender e desenvolver para te tornares um resolvedor de conflitos mais eficaz. Mas começa por alguns aspectos simples — começa por reduzir a influência negativa das tuas emoções: não fales quando estás com raiva (a raiva leva-te a dizeres o que não queres nem sentes); antes de falares, planeia o que queres dizer e procura não sair disso; tenta que cada conversa “difícil” seja curta (quando a conversa se prolonga, as emoções tomam o controlo e arriscas-te a “estragar” tudo); foca em resolver o conflito e não em apontar as culpas.

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Depressão — A depressão leva-te a “ficares no buraco”: não saires, não te arranjares, não falares com outras pessoas, ficares na cama,… Quando isso começa a acontecer, significa que estás na descida — e essa descida pode ser muito funda!

Não esperes que essas emoções passem. “Trabalha” para cortares esse elo que já te está a envolver. Faz o que vai contra o percurso normal da depressão: procura sair, ouve música, fala com alguém… mesmo que não te apeteça. Esse é o caminho que precisas de fazer para reduzires o risco de que a depressão se agrave e leve a problemas mais complicados.

 

Psicoses — A psicose é caracterizada por uma certa perda da noção da realidade, que pode ocorrer por surtos. Uma pessoa com um diagnóstico de bipolaridade, esquizofrenia ou outro, precisa de aprender a reconhecer os sinais de que se aproxima uma nova crise e de aprender estratégias específicas para lidar com o seu pensamento disfuncional ou comportamentos problemáticos. É muito importante que as pessoas que vivem com esse “doente” também aprendam e treinem as estratégias que vão reduzir os riscos de cada crise e mesmo reduzir as crises, tanto em intensidade como em duração / frequência.

 

Quais são os riscos que estás a correr? Há situações que te provocam uma terrível crise de enxaqueca? Ou que te levam a sentires-te emocionalmente exausto?

Há conversas / pessoas que te “tiram do sério” e te levam a dizeres ou fazeres o que não queres?

Tu podes desenvolver a capacidade de identificar os teus riscos e planear estratégias eficazes para lidar com eles. Counselling pode ajudar-te nesse processo, treinando-te e apoiando-te ao longo desse percurso.

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No próximo artigo vamos continuar a falar de aspectos importantes para uma abordagem de baixo risco.

Fica atento!

 

 

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