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Lisboa Counselling
1.Terapia de Casal – Quantas pessoas são precisas para restaurar uma relação?

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Na maioria dos casais que estão com problemas no seu relacionamento, ou que não estão completamente satisfeitos com ele, só um dos dois está disposto a fazer algo para melhorar a situação. Neste caso, o que é que ele/a pode fazer? O mais frequente é pensar que há apenas duas opções: aguentar e sujeitar-se a viver infeliz e frustrado/a ou desistir do relacionamento e separar-se.

 

Análise e acção

Uma das consequências práticas de “passar” por um processo de Counselling, é o desenvolvimento de uma muito maior capacidade de análise e de tomada de decisões conscientes e intencionais (que é o oposto da habitual atitude de “aquela era a única opção possível”). Perante qualquer problema, há sempre muitas opções que podemos tomar. É claro que a maioria dessas opções pode não ser positiva nem eficaz. Mas teres esta noção de que há muito mais caminhos do que parece à primeira vista, vai fazer toda a diferença na tua tomada de decisão.

 

Sem dúvida que numa relação entre duas pessoas, o ideal é que ambos invistam na mudança e resolução do problema. Mas quando só um dos dois está disposto a trabalhar para melhorar a situação, isso não significa, de forma alguma, que não seja possível fazer nada.

 

Trabalhar é diferente de queixar-se

Em alguns casos, pode até parecer que ambos querem melhorar a relação. No entanto, podemos vir a verificar que o único interesse é queixar-se, acusar o outro e querer que seja o outro a fazer todo o “investimento”. Este tipo de pessoa pode tornar mais difícil o nosso trabalho do que aquela que assume abertamente que não quer colaborar ou nem sequer está aberta a falar acerca disso. Ou seja, a total falta de disponibilidade para colaborar pode ser um obstáculo menor do que uma falsa disponibilidade.

 

Porque é que o outro não quer mudar?

As situações difíceis ou problemáticas, não são igualmente desconfortáveis para ambos os conjugues. Tu podes sentir que já não aguentas mais, que a tua situação é insustentável. Mas isso não significa que também o seja para o teu parceiro/a. Há muitos relacionamentos em que um sente que está a viver um inferno e o outro se sente muito bem assim como está. Aliás, nas situações de violência doméstica é precisamente isso o que acontece. O agressor (mesmo que seja “só” violência psicológica) sente-se muito bem com a miséria do outro.

 

Então… quantas pessoas?

A maioria dos especialistas que trabalham em Terapia de Casal, provavelmente diria que são precisos os dois. No entanto, eu digo que para começarmos a trabalhar, basta um. Porque essa é a minha realidade. Na maioria das situações de trabalho com relacionamentos, só um dos dois está disposto a fazer esse investimento. Eu costumo dizer que o que não existe não nos serve para nada. Se o outro conjugue está ausente, desinteressado, hostil ou com qualquer outra atitude negativa, obviamente ele/a não é um recurso que possamos usar para ajudar a resolver o problema. Ficar à espera da sua colaboração, só vai distrair-nos do trabalho que temos pela frente e, muito provavelmente, criar desânimo e desmotivação. É muito mais fácil trabalharmos e obtermos resultados, tendo a consciência dos recursos que temos e dos que não temos.

 

E a restauração é possível… mesmo nesses casos?

Certamente! A gravidade inicial da situação não é indicador do tipo de resultado que poderemos obter. Situações inicialmente muito graves, podem evoluir em algumas semanas para um quadro de comunicação positiva e reconstrução de afectos.

 

O que determina o resultado do Counselling na tua vida não é a gravidade da tua situação mas a tua disponibilidade para trabalhares.

 

O meu próximo artigo desta série, irá ajudar-te a perceber qual a gravidade da tua situação e o que podes fazer acerca disso. Fica atento!

 

 

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