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Lisboa Counselling
3.Tipos de Memória

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Arrumar as coisas à toa, sem qualquer método nem organização, não resulta. No entanto, é assim que a maioria das pessoas usa a sua memória.

Quando começo a trabalhar a memória de um cliente, seja numa situação grave, como burnout, ou apenas como uma dificuldade referida em conjunto com outros problemas, o primeiro investimento é essencialmente em “arrumar”, organizar e, também, em perceber o que deve ser armazenado na memória ou não.

Lixo e temas tóxicos

Muito daquilo que ocupa a nossa memória, são temas extremamente tóxicos, como preocupação, medos, feridas emocionais e traumas do passado, para além de milhentas coisas banais que, aparentemente não são importantes, mas têm efeitos muito negativos e desgastantes. Eu chamo a estes temas tóxicos, porque eles não se limitam a ocupar espaço. Eles são corrosivos, reduzindo o bem-estar, embotando a visão e, sem dúvida, aumentando o risco de gerar problemas de saúde bastante graves.

Simplesmente apagar os ficheiros negativos?

Não! Mesmo as coisas graves que te aconteceram, e que podem continuar a ter um impacto negativo na tua vida, não podem ser simplesmente apagadas. Precisam de ser tratadas e devidamente arrumadas. Mas em Counselling, sendo uma abordagem focada na resolução do problema e não na sua análise (ao contrário da psicoterapia), não precisamos de trazer à memória ou ao consciente todos os detalhes de uma situação traumática. Para “curar”, seja qual for a gravidade da situação, não é preciso lembrar tudo. A libertação dos traumas do passado é possível. É uma escolha. Requere planeamento e estratégias eficazes, mas permite que não vivas o resto da tua vida esmagado por algo que te aconteceu e que não podes mudar.

Os sentidos e a memória

Quantas vezes já tiveste um rápido vislumbre, por exemplo a partir de uma imagem ou um cheiro, que despertou em ti memórias de algo que aconteceu há muito tempo? Isso significa que, mesmo sem intenção, usaste os sentidos para te ajudar a armazenar essa informação. Isto pode acontecer com memórias de algo que te tocou, quer de forma positiva quer negativa um odor, uma imagem, um som fugaz, podem trazer ao teu consciente um momento agradável do passado ou, pelo contrário, uma situação traumatizante. Por vezes, surgem pequenos vislumbres de situações que nem tinhas a noção de que tinham sido guardadas na tua memória.

Identificação de recursos

Counselling existe para ajudar a resolver os problemas, a aumentar a qualidade de vida e o bem-estar pessoal, identificando e colocando a bom uso os mais variados recursos. Todos temos consciência de que o nosso cérebro, por exemplo, tem muito mais capacidades do que aquelas que conseguimos identificar ou usar. Tu, tens muito mais recursos do que os que usas.

Como usar os sentidos

Usando como exemplo apenas uma pequena área da memória aquilo que precisas de lembrar no dia a dia pode ajudar-te a perceber de que forma os sentidos podem ser um recurso que na prática ajude a memória a ser mais eficaz e com menos desgaste. Pensando em algo tão básico como o local onde deixas determinado objecto, podes usar apenas a memória “intelectual”, obrigando a um maior esforço e desgaste numa área que é sempre bastante requisitada, ou podes recorrer à memória visual, por exemplo registando o aspecto, local, contexto, em que o objecto fica. Recorrendo a essa imagem mental, podes mais depressa “sentir” se colocaste o objecto dentro de uma gaveta, em cima de um móvel ou no meio de que outros objectos.

Esta memória visual também pode ser útil quando vais ter uma conversa importante. Se escreveres os tópicos que queres abordar na conversa, apelando à memória visual de forma consciente e intencional, isso ajuda-te a lembrar dos vários tópicos, mesmo sem recorreres à lista. Ou seja, só o facto de escreveres a lista, pode ajudar-te a lembrar.

Da mesma forma, a memória auditiva, olfactiva ou mesmo táctil, podem ser usadas não só para te ajudar a seres mais eficaz com menos esforço, mas também para dar mais interesse e cor à tua vida.

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