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Procurar manter uma visão positiva durante uma crise, não é enterrar a cabeça na areia. Muito pelo contrário, é teres a consciência de que a tua situação é grave e que ficares bloqueado/a no sofrimento, vai agravá-la ainda mais.

 

No primeiro impacto de um problema sério, de uma perda, podemos ir abaixo, ficar devastados, sentir que a nossa vida ruiu. Podemos até ficar estatelados no fundo da nossa dor por uns momentos.

No entanto, teres a consciência da gravidade da tua situação, da tua dor ou perda, mas estares disposto a dar os passos para a resolveres ou aprenderes a lidar com ela, vai fazer toda a diferença. Não é fingir que o problema não existe ou que não é grave, mas decidires desenvolver o teu bem-estar e a capacidade de ajudar outros, apesar da situação que estás a viver.

 

Ser “forte” vs gerir

Gerir uma situação de perda de forma positiva, é um percurso, em que aprendes a reorganizar-te, em que desenvolves ferramentas que te permitam lidar melhor com as áreas afetadas. Por outro lado, o ser “forte”, aguentar, vai aumentar o teu desgaste interior, tornar-te uma pessoa mais dura e com menos capacidade de ser feliz ou de contribuir para a felicidade dos outros.

Para ultrapassares uma situação dramática, não tens de te obrigar a ser forte. Precisas de encontrar o equilíbrio entre perceberes e aceitares a tua dor, mas sem ficares amarrado nela. Numa reação automática, a tendência pode ser para um dos extremos – o ficar na dor, no trauma, no sofrimento para o resto da vida, que te tira a leveza e a alegria de viver; ou, pelo contrário, endurecer o coração para aguentar. Ambos os extremos são roubadores de alegria, da tua e da dos que te rodeiam.

 

Paradoxo

O modo de sofredor ou no extremo oposto, de coração duro e insensível, por serem automáticos, são as respostas mais fáceis; é para onde tendemos a ir. Mas são as que têm um custo mais alto, levando-nos a viver sem alegria, sem motivação, com emoções sempre muito negativas.

A outra opção, de dar passos para gerir a situação de forma positiva, requer mais coragem, por vezes até podes ter de enfrentar incompreensão ou críticas de outros, mas leva-te a um caminho de vida e não de simples sobrevivência.

 

Alguns passos práticos que podes dar para gerires a tua dor

  • Identifica o que ainda tens de bom na tua vida – alguma saúde (mesmo que não toda), capacidades que tens, pessoas que amas, até pequenos detalhes sem muita importância. Identifica-os e começa a escrevê-los numa lista. Isso vai ajudar-te a desenvolveres uma visão mais alargada da tua realidade.
  • Empenha-te em manter alguma normalidade. Procura manter algumas das rotinas, das coisas que fazias quando estavas bem. A tendência natural numa crise, é permitir que “o mundo pare”. Não deixes que isso te aconteça! Continuares a fazer as coisas normais, vai ajudar-te a reconstruir o teu caminho.
  • passos concretos para resolveres o problema que estás a enfrentar. Tenta perceber o que podes fazer, o que está ao teu alcance, mesmo que pouco.
  • Procura focar no que tens e podes começar a usar, em vez de focares no que “precisas” e não tens.
  • Usa ferramentas de bem-estar para te ajudar a dar os primeiros passos, numa visão mais holística – exercício físico, caminhada; passar momentos ao ar livre, em contacto com a natureza; estar com amigos; hobbies.
  • Compartimentação — Para saíres de uma situação grave, precisas de desenvolver a capacidade de compartimentar, de não permitires que esse problema esteja na tua mente a tempo inteiro.

 

Talvez te encontres num momento em que nem sabes o que podes fazer, ou que passos dar. Mas é começando esse movimento, de cura, de reconstrução, que vais também desenvolvendo a capacidade de continuares a dar passos.

Se gostarias de ter ajuda para ultrapassares as tuas perdas ou traumas, contacta-nos.